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Hoje não vou falar de negócios. Nem de marketing, comunicação ou estratégia. Sim, eu sei que isto exclui o álibi que você tinha para ler meus textos no trabalho. Mas, há tempo para tudo, já dizia Salomão, e estes últimos dias do ano criam uma ocasião excelente para reflexão. Para ponderarmos nossas conquistas, revermos nossos fracassos e traçarmos nossas metas. Principalmente as metas de longuíssimo prazo.

Isto porque nossas metas geralmente se limitam ao aqui e agora, como tudo o que escrevo ou falo em minhas palestras de negócios. Tudo isso é importante, mas há algo mais importante. O sábio Rei Salomão escreveu que Deus "colocou a eternidade no coração do homem". Se quiser saber qual o planejamento estratégico de longo prazo -- de eterno prazo -- que esse mesmo rei sugere, leia o último capítulo de um de seus livros, Eclesiastes. Este link leva você até lá.

Como não poderei retribuir todos os e-mails, cartões e mensagens que recebi, quero que receba esta como minha mensagem especial para você que me acompanhou no ano que passou. Como você, também termino o ano com sucessos e fracassos, troféus e cicatrizes. Mas tudo não passou de uma partícula de uma eternidade que ainda nos resta, se analisarmos isso de uma perspectiva maior.

Por esta razão desejo, de todo o meu coração, que não apenas o próximo ano seja de sucesso em sua vida profissional, mas que toda a eternidade que você tem pela frente seja incluída em sua perspectiva pessoal. E as decisões que tomar possam valer para o seu bem, aqui e além. Leia agora a história abaixo, que não fala de negócios. Fala de algo mais. Muito mais.

Mario Persona

DUDA e ELISIÁRIO

Era o ano de 1979 e eu era um jovem idealista lecionando em uma pequena escola em Alto Paraíso, interior de Goiás. Fernando, um colega de faculdade que compartilhava de uma mesma fé, me visitava. Convidei-o para falar a um grupo de pessoas do local; contar a elas a singela história de Jesus, que nasceu numa cocheira porque não havia outro lugar. E morreu como o cordeiro substituto, um sacrifício que os judeus conheciam bem em sua cultura milenar. Uma morte singular.

A primeira pessoa que Fernando conheceu foi Elisiário, que acabara de chegar da Bahia. Foi também o primeiro nome que guardou e a primeira pessoa que convidou. Enquanto caminhávamos pelas ruas do povoado para convidar outros do local, curiosamente encontramos uma segunda pessoa, que também não era dali.

Duda, era seu apelido, uma universitária vibrante e falante, que acabara de chegar do Paraná. Fazia parte do Projeto Rondon para dar assistência ao pessoal da região. Ficou contente com o convite e prometeu que estaria lá. Naquela noite, num pequeno salão de telhas vãs e bancos rústicos, o grupo de convidados se reuniu sob a luz de lâmpadas igualmente sonolentas. Ouviam a história de Jesus e de seu nascimento que tinha um objetivo maior: morrer como substituto, no lugar de cada um dos que ali estavam.

Fernando falou do amor de Deus, entregando Seu Filho para morrer na cruz e assim salvar pecadores. Falou também do desejo que Deus agora tinha, de levar para o céu todos os que cressem no Salvador. Ao encerrar, decidiu dar ênfase a esse desejo de Deus. Por se lembrar do nome de apenas duas pessoas presentes, as quais nem mesmo se conheciam, usou seus nomes no exemplo:

-- Deus quer que você, DUDA, e quer que você, ELISIÁRIO, se encontrem com Ele no céu!

A frase atingiu Duda como um raio. Em lágrimas, nos surpreendeu dizendo que Deus falava em seu coração. Contou que tinha apenas três anos quando seu pai morreu em um acidente de caminhão. Desde pequena, seu maior desejo era um dia conhecer seu pai. Cresceu consolada pelas palavras da mãe: "Duda, um dia você vai se encontrar com seu pai no céu".

Quando ouviu Fernando dizer, "Deus quer que você, Duda, e quer que você, Elisiário, se encontrem com Ele no céu!", ela soube que existia um Deus amoroso, que se importava com ela. Alguém que a trouxera de tão longe, para estar naquela noite e naquele lugar com pessoas que não conhecia, só para ter certeza de que seu desejo de infância um dia se realizaria. Ali Deus comunicava a ela que se encontraria no céu com Elisiário. O mesmo nome de seu pai.
Fiquei em dúvida se encontraria alguém para ler esta crônica, no apagar das luzes de 2002. Como escreveu o Jaime Troiano no cartão que recebi, “2002 parece ter sido mais longo que os anos anteriores. Elegemos um novo Presidente, conquistamos o Penta no futebol, o Mundial no voleibol e nunca discutimos tanto sobre política e sobre o rumo que queremos dar ao nosso país”. Ano longo esse.

Mas acabou. Ou deve acabar em alguns dias. E depois? Começar de novo. Do lado de cá, ainda tenho trabalho para entregar até dia 30, por incrível que possa parecer. Sim, o nome deste país é trabalho. E já começo a pintar a agenda de janeiro e fevereiro com palestras, textos e contratos de consultoria. O Brasil voltou a funcionar, tudo indica. E não pretende parar.

De Angola chega o e-mail pedindo para eu corrigir minha lista de 25 bandeiras dos países que visitaram meu site. São 26, informa o leitor com razão. Corri lá colar a nova bandeira, porque o cliente sempre tem razão. Não pode sair descontente, ou... Bem, leia sobre isso em “Queimados pelos clientes descontentes”.

P.S.: O site da Siciliano está dando 10% de desconto em meus livros, para quem quiser dar um presente para o sobrinho micreiro e o cunhado empreendedor clicando aqui.

P.S.2: Dias 21 e 22 de Janeiro de 2003 estou palestrando na 4a. CONFERÊNCIA NACIONAL DE LOGÍSTICA COLABORATIVA do IBC em São Paulo. Inscrições no link abaixo. Experimente falar que é leitor do Mario Persona. Pode ser que ganhe um desconto.
Nos últimos doze meses recebi em meu site mais de 350 mil visitantes, que folhearam cerca de 800 mil páginas. Sem contar as crônicas, enviadas a assinantes - cinco mil por semana - e as que saem nos jornais, revistas, sites e boletins eletrônicos. Em agosto, um cálculo estimado dessas tiragens chegava a 6 milhões de exposições, sem contar os que enviam para amigos por e-mail. Nada mal, para quem não é dono de rádio, TV ou jornal.

Qualquer profissional pode usar a Internet para promover seus serviços. Só não pode fazer SPAM, a odiosa prática de envio de propaganda não solicitada. Listas de e-mails são hoje vendidas por tostão a incautos que acreditam que enviar e-mail a torto e direito é fazer publicidade. Não é.

Recebo uma enxurrada de mensagens prometendo riqueza, saúde e felicidade. Ou poções mágicas para aumentar o que estiver faltando e diminuir o que estiver sobrando. Será que alguém acha que vou contratar serviços de reforma de móveis na Argentina ou instalação de antenas de TV em Portugal? Isso sem falar no país mais rico do mundo, a Nigéria, onde milhões de dólares me esperam, oferecidos por filhos, filhas, viúvas e funcionários de confiança de algum dignatário que colecionava propinas. Todos ansiosos por dividir comigo o dinheiro.

Empresas que adotam o SPAM com hábito de propaganda caem nesse mesmo saco e categoria. Nem imaginam o estrago que fazem contra a própria marca. Falei disso em “SPAM - A Pá de Cal do Marketing”. Deleto todas, além de incluir seus remetentes em meu filtro de e-mail. Na próxima, elas param ali, sejam idôneas ingênuas ou vigaristas assumidas. Todas na vala comum do lixo eletrônico. Fiz do filtrar e deletar um hábito, já que não posso mudar o hábito alheio de importunar. E, por falar em hábitos, fique com minha crônica sobre hábitos no trabalho, “É de pequenino que se torce o pepino e outras avenças”.

Boa leitura e bons hábitos!
Minha última crônica, "Mantendo o ensino a distância" produz seqüência e, espero, seqüelas. Pelo menos as de uma atenção maior, da parte de quem cria e ensina, para elementos que não podem faltar no ensino e diminuam a distância.

A ausência da presença de um professor ao vivo e em cores ainda é uma dificuldade para quem não tem a disciplina de um estudo solitário. Isso pode ser, em parte, compensado por um bom projeto e - principalmente - muito tato. Ninguém estuda se não for por medo da régua ou pelo desejo do resultado. Como a régua não é tão longa que alcance o crânio dos estudantes virtuais, só nos resta trabalhar o resultado ao alcance de suas mentes.

Porém, o resultado, assim como uma marca, não é o que o educador quer passar, mas o que o educando espera ganhar. Detectar isto é o primeiro passo. Depois vem o segundo, o terceiro, a carreira toda. Que vai deixando de ser tão inatingível à medida que um público novo vai entrando na sala. Virtual. Para o qual a distância do próprio nome do ensino não faz mais sentido em um mundo sem distâncias.

Um pouco disto você lê em minha crônica de hoje, "Diminuindo a distância do ensino a distância".

Boa leitura, bons estudos, bons resultados e bons negócios.

P.S. Mais um jornal, "O Estadão do Norte", de Rondônia, passa a publicar minhas crônicas. Até hoje, já contei quase 300 sites, jornais, revistas e boletins eletrônicos que publicaram ou publicam com alguma regularidade. Você pode fazer o mesmo em seu veículo ou boletim, comercial ou institucional, sem ônus. Veja como aqui.
Você mandaria para seus clientes um catálogo da concorrência? Com nome, endereço e uma amostra do que cada um é capaz? Parece loucura, mas é exatamente o que estou fazendo. Não é por faltar algum parafuso, mas por estar seguro de ter cada um deles bem apertado que decidi fazer assim.

Sua posição no mercado não depende da falta de exposição de seus competidores. Se depender, é melhor dar bye-bye ao seu negócio, porque o cliente vai descobrir, cedo ou tarde, que eles existem. Mais cedo do que tarde, graças ao poder que tanto cliente como concorrente tem hoje de encontrar e ser encontrado.

A posição de um produto ou serviço no mercado depende de seu diferencial. Da singularidade, que o torna único e especial. Por isso decidi enviar a alguns clientes como presente de fim de ano o CD “Motivação & Resultados”, produzido por Raul Candeloro e Roberto Vieira Ribeiro e lançado pela Revista Venda Mais. Ali, além de mim, dezenove outros consultores e palestrantes narram dicas para gerar motivação e resultados nas empresas.

Todos são excelentes profissionais, mas eu sou único. Como cada um ali também o é. Único e especial naquilo que faz. Na área de serviços, ser singular inclui indicar outros singulares a seus clientes, para que estes ganhem com a pluralidade que você lhes possibilitou.

Além disso, nem sempre profissionais e empresas precisam se colocar como concorrentes. Competidores, sim, quando disputamos um mesmo jogo em times diferentes. Mas existem momentos em que é preciso jogar no mesmo time para garantir a taça. Isto se chama parceria, capaz de somar competências com um resultado maior até do que a soma do valor nominal de cada uma delas.

É o que ocorre com o novo seminário que anunciei em meu último boletim, “Como transformar sua empresa no melhor lugar para se trabalhar”, com a participação de Antonio Guerreiro, criador da filosofia de gestão “O Poder da Camisa Branca” e autor do livro de mesmo nome a ser lançado dentro de alguns meses.

Fique agora com “Mantendo o ensino a distância”. Boa leitura, bons estudos e bom trabalho.

Mario Persona

P.S.: Infelizmente o evento em Florianópolis, do qual eu participaria em 27/11/02, foi cancelado pelos organizadores. Mas estarei em Porto Velho dia 21/11/02 falando de marketing para profissionais de saúde. Informações com nicandro@enter-net.com.br ou
clicando aqui.

Muito trabalho. Eu sei, já dei esta desculpa antes. Mas foi o que transformou minha crônica semanal em mensal. Ou eventual. Não imaginava ser eleito para trabalhar tanto neste final de ano. E leitores ficaram na mão. Promessas não serão cumpridas. Eu disse que seria semanal? Bem, ainda preciso de uma boa desculpa para não cumprir o prometido. Nessa hora, nada como um marketing marotinho. Você acreditaria se eu dissesse que adotei a estratégia de criar expectativa em meus leitores?

Nos últimos dias aprendi novas lições de flexibilidade. Dei palestras de vendas para vendedores (Revista Venda Mais), atendimento ao cliente para feirantes (Secretaria da Agricultura), gestão de qualidade para diretores e gerentes da indústria automobilística (Fiat-GM Powertrain), desenvolvimento pessoal e profissional para universitários (UNISSA), gestão de TI para alunos de um MBA (Uninove), redação de crônicas para adolescentes (Colégio Ativo)...

Alguém poderá dizer: “Xiii... o Mario perdeu o foco”. Engano. O foco está nas pessoas e empresas ainda precisam de pessoas para funcionar. Trabalhe a qualidade e a postura dessas pessoas e você trabalha a organização. Com que periodicidade precisam aprender? Sempre. Então, quando ensinar e treinar seus colaboradores? Sempre.

Enquanto isso, o Curso Qualidade no Atendimento em Consultórios Médicos que criei vai conquistando mentes e corações. Nem eu me canso de ouvir a voz da Eustáquia, na rádio-novela de 40 capítulos que faz parte do pacote com 8 vídeos motivacionais, lições, testes e exercícios. Escute a Eustáquia aqui.

Mas não é só de ensinar que vivo. De aprender também. Por isso ingressei no pós-graduação de Orientação Pedagógica em Educação a Distância da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul que, por sinal, é um EAD reconhecido pelo MEC.

Quando a palestra não é “in company”, dá para convidar meus leitores. Estarei em Porto Velho em 21/11/02 com a palestra “Comunicação Pessoal e Marketing para Profissionais de Saúde”. Contato com nicandro@enter-net.com.br.

Dia 27/11/02 você me encontra em Florianópolis falando sobre “A Internet como extensão da empresa e do profissional liberal”. [08/11/02 Em tempo: Acabo de receber a notícia de que a MBA Eventos, organizadora do evento, foi obrigada a cancelar a palestra por motivos internos.]

Não gostei muito da crônica de hoje. Talvez você goste, não sei. Mas a próxima deve sair melhor. Mas, pior do que a seguinte, pois preciso melhorar sempre. Deitado em berço esplêndido só no hino. Na vida real, o negócio é ficar atendo quando as portas se abrem. Ou as janelas se fecham. Como em “Fechando portas e janelas de comunicação”, a crônica-cabeça de hoje.

P.S. Em breve devo anunciar um novo produto em palestra/workshop, especialmente voltado para a qualidade e gestão de pessoas. Uma filosofia de gestão criada por um brasileiro e disseminada em mais de duzentas grandes empresas em todo o mundo.
Por quatro anos mantive um serviço de envio diário de mensagens por e-mail chamado Chapter-a-Day. Era um complemento ao site www.stories.org.br que criei em 1996 e com o qual aprendi muito do que sei sobre Internet. Até hoje cerca de mil pessoas acessam diariamente aquele site bilíngüe, provenientes de mais de setenta países. Começou hospedado em serviços gratuitos, hoje está em domínio próprio para fugir da propaganda sobre a qual eu não tinha qualquer controle.

A falta de controle sobre a propaganda foi o que me levou a encerrar o envio de Chapter-a-Day em junho deste ano. O Yahoogroups começou a acrescentar às mensagens propaganda incompatível com o conteúdo bíblico das mensagens. Agora o Chapter-a-Day voltou ao ar, só que na forma de um blog cuja hospedagem eu pago para não ter outra propaganda além do banner de meu próprio livro no final da página. Foi a maneira mais simples e rápida que encontrei para continuar o serviço em www.chaday.blogspot.com .

Talvez nem todos os que recebiam as mensagens por e-mail irão ler on-line. Mas talvez nem todos liam quando recebiam por e-mail. Há hoje tantas mensagens publicitárias que acabamos não lendo também aquilo que assinamos. Jogamos em vala comum o bom e o ruim por absoluta falta de tempo. É triste, mas as empresas que praticam o spam, ou envio indiscriminado de propaganda, estão cuspindo no prato onde deveriam comer.

E este boletim “Crônicas de Negócios”? Bem, não sei quantos realmente lêem. O prefácio que sai aqui sai também em meu blog, www.mariopersona.blogspot.com A crônica, em meu site www.mariopersona.com.br Um dia as coisas podem mudar e talvez precise encontrar outros meios de atender você que é meu cliente e quer ler o que escrevo. Porque atender bem e no tom deve ser um dom. Leia sobre isto na crônica de hoje, "Atender no tom é um dom".
Izabel Cristina, Web Jornalista, me entrevistou para uma matéria no site www.helpers.com.br com o título “Você sabe qual é o segredo de um grande negócio?”. Um trecho da entrevista:

“Rede de contatos não é uma coleção de cartões, em papel ou em um banco de dados digital. Relacionamentos são criados e mantidos por vínculos, não pela posse de um nome e número de telefone. Sou um péssimo administrador de contatos e sou propenso a esquecer o nome das pessoas um minuto após ser apresentado a elas. Tenho péssima memória. Mas, do que eu estava falando mesmo? Ah!, sim, de administrar uma rede de relacionamentos. O melhor mesmo é deixar que os outros administrem.”

Para saber como, continue lendo aqui ou aqui. Por falar em grande negócio, não consegui comprar "Receitas de Grandes Negócios" direto da editora com o desconto para o autor. Informaram que lá não tem mais, só nas livrarias. Uau! Será que vai esgotar a edição?!

Neste final de semana estou no VI EPEAD, Encontro Paranaense dos Estudantes de Administração, em Cornélio Procópio, PR. Para mais detalhes, visite www.faficp.br/epead/ e clique em "programação".

A matéria “O brilho da ousadia”, na Revista Empreendedor de julho, traz alguns palpites meus. Ali defino ousadia como irmã da adversidade, assim como a necessidade é a mãe da criatividade, concluindo que vivemos em uma família muito profícua chamada Brasil.

Como o tema era “ousadia”, ousei dar mais palpites, sugerindo que o brasileiro não é “aquele ousado metido a valente, truculento, mas o ousado ladino, manhoso. Não falo do ousado esperto, pois esta palavra pode caracterizar uma postura antiética, mas do ousado sedutor, que é seduzido pela própria ousadia que o move. É por isso que ele consegue ser ousado até nas condições mais imprevisíveis de mercado.” Para ler a matéria toda no site da Empreendedor, www.empreendedor.com.br ou aqui para ir direto ao texto.

E por falar em ousadia de brasileiros, leia a crônica de hoje, “Big Monkey’s Blues”. Não se preocupe, o resto é em português claro.
Em uma semana particularmente cheia, minha crônica sai com a data de antes tarde do que nunca. E já começo corrigindo um equívoco. Em “Marketing de tirar o chapéu” digo que o chapéu de Indiana Jones foi fabricado em Limeira, pela Prada. Esta informação obtive do folclore local e de um único site na Internet.

Uma leitora escreveu: “Os chapéus do Indiana Jones não foram fabricados pela Prada e sim pela Cury de Campinas.” Nova busca na Internet revelou que realmente foi a Cury que fabricou o original. O que faço agora com o chapéu de minha crônica?

Felizmente não escrevo fatos ou notícias, mas crônicas, um estilo que mistura realidade, ficção e folclore em um mesmo balaio. Lembro o expediente utilizado para filmar biografias. Fábio Massaine Scrivano, que escreve no site Cineweb, comenta que o roteiro do filme “Uma Mente Brilhante” esconde fatos que poderiam comprometer o sucesso do filme. “Omite, por exemplo, que Nash abandonou na pobreza um filho que teve antes de casar-se com Alicia, seus supostos envolvimentos homossexuais e atitudes indecentes."

Tudo explicadinho, vou dar um jeito no texto original, trocando “fabricados em Limeira pela Prada, a mesma que fez o do Indiana Jones” por “fabricados em Limeira pela Prada, a mesma que fabricava um modelo igual ao do Indiana Jones.” Acho que assim fica tudo resolvido. Prometo nunca mais misturar ficção e folclore com realidade. Pelo menos até você começar a ler a crônica de hoje, “Blogterapia”. Fala de uma história que até Indiana Jones vai querer estrelar.
Meu desafio era criar um curso de qualidade no atendimento ao cliente, destinado a recepcionistas de consultórios médicos. Foi aí que nasceu a Eustáquia, personagem principal da rádio-novela em quarenta episódios, o módulo de áudio mais engraçado do curso.

Eustáquia trabalha na clínica da Dra. Tíbia e do Dr. Perônio. Ela é tudo o que uma recepcionista não deveria ser, até ser ajudada, por telefone, pelo misterioso cliente que faz dela uma super recepcionista. No final... bem, novela a gente não conta o final. Basta saber que no final a Eustáquia aprende a atender.

Há ainda outros módulos no curso, como textos, animações, jogos, questionários e oito mini-palestras em vídeo, onde apresento os temas principais de cada módulo. Com todas as minhas rugas devidamente terraplenadas pelo pó-de-arroz do estúdio.

O curso está sendo finalizado e deve sair em poucos dias. Embora voltado para a área médica, há conceitos de atendimento que são universais. Modéstia à parte, o curso está de tirar o chapéu. Como nossa história de hoje, um "Marketing de tirar o chapéu".

E para quem faz o MBA da FUNDACE, na USP de Ribeirão Preto SP, neste dia 23 de agosto estarei lá com a palestra, "Superar Expectativas: A Missão do Profissional que sabe Encantar".
Acabo de tomar um "abaixa-crista" que vale ocupar um espaço neste blog. Veio do Manoel e diz simplesmente:
"Se liga meu! esta cronica do macrobiota foi horrivel..." Fica aí o registro. Valeu, Manoel. A tônica da crônica é exatamente saber reconhecer que sempre há algo para ser melhorado, entre outras coisas.
Eis o trecho: "Em seu livro "Winner's Curse", ou "A Maldição do Vencedor", Richard H. Thaler sugere que "o sucesso pode ser inimigo da inovação". Muitas empresas ficam tão inebriadas com sua pretensa perfeição, que são incapazes de encontrar alguma falta em seus produtos ou serviços. Inconscientes ou não, seus líderes tratam de banir qualquer discussão que coloque em dúvida seu sucesso. Afinal, não existe melhor e ponto final." Vou continuar procurando melhorar.
Humanização dos negócios na Internet. Esta foi a tônica de minha aula inaugural no MBA de Gestão de Tecnologia da Informação e Internet da Uninove, em São Paulo. Minha disciplina, Gestão de Negócios na Era Internet, abre um leque de possibilidades para ensinar conceitos que foram ignorados pela maioria das finadas pontocom.

Meu primeiro exemplo de sucesso foi a www.landsend.com, uma tradicional empresa de venda de roupas por catálogo, recentemente adquirida pelo grupo Sears. Em 1995 a Land’s End colocou no ar uma versão Web de seu já aprovado atendimento e desde então só teve lucro. Repito, a loja de roupas na Internet nunca deu prejuízo.

Os números? O faturamento do site em 2001 foi de 218 milhões de dólares, 16% do faturamento da empresa. Em 2002 deve chegar nos 300 milhões, para um faturamento total de 1,5 bilhão. O segredo? Bem, este é um dos exercícios que dei aos meus alunos. Descobrir e descrever. O resultado cada um deles deve publicar no blog da turma. Conto o endereço assim que for ao ar. Enquanto isso, um bom artigo para ler é “Using blogs in business”.

Fique agora com “Um, dois, feijão com arroz; três, quatro...”, o resto você já sabe. Boa leitura e bons negócios.
Já tinha quase terminado. Tudo tinha corrido tranqüilo. Não engasguei, o botão do terno agüentou a pressão e não deu aquele branco total, pesadelo dos palestrantes. Por mais de uma hora, consegui dividir o olhar de modo sistemático e natural entre as três câmeras do estúdio em Curitiba. Falava para lentes que filtravam minha imagem e a enviavam, via satélite, pelo canal de TV corporativa da DTcom até os pontos onde minha fala era despejada sem respingos de saliva.

O evento de Gestão do Conhecimento e Inteligência Competitiva, promovido pela IBC - International Business Communication, reunia ainda Marcos Cavalcanti, Alfredo Passos e Fernando Domingues Jr. Até aquele ponto eu pensava não ter pisado na bola. Só pensava. Até que a última pergunta, via telefone, foi colocada no ar. Alguém questionava o fato de eu estar usando “funcionários”, e não “colaboradores”, ao falar das pessoas nas empresas.

Eu pisara na bola, ao sucumbir ao costume da velha terminologia. O que fazer? Pedir os comerciais e fugir? Não tinha como. O jeito foi agradecer o puxão de orelha e reconhecer a falha. Realmente, não se pode falar em mudanças sem mudar. E mudanças começam quando mudamos primeiro nossa cabeça, ou não haverá como mudar as cabeças alheias. Mas mudar exige flexibilidade e presteza. Justamente o tema de nossa crônica de hoje. Fique com “É um pássaro? É um avião? Não! É o Multitarefa!”

E por falar em mudar, mudei o número de meu celular. Anote: (19) 9789-7939.

Boa leitura e boas mudanças.
O boletim Carreira & Sucesso de número 139 publicado pela Catho acaba de ser enviada aos seus 1.673.037 leitores. Nada mal, hein? Nem vou dizer que este número traz uma entrevista que dei sobre meu último livro, "Receitas de Grandes Negócios", para você não achar que eu esteja me gabando. Se continuar duvidando, visite.

Esta é a maravilha da tecnologia na troca do conhecimento. Ela pavimenta a estrada onde as idéias viajam, mas não vai além. Engano é pensar que adotar tecnologia é sinônimo de gerenciar o saber de uma empresa. O conhecimento tem sua geração e disseminação estimulada pelo contato entre pessoas, não entre máquinas.

A razão é simples. Quando uma informação -- o dado ao qual alguém deu forma e que pode ser bandeja de conhecimento -- chega ao meu cérebro, o Tico e Teco, neurônios que trago desde minha loira infância, começam a trabalhar. Primeiro comparam aquilo com situações que para mim são de prateleira. Depois analisam que efeito isto terá nos outros e em quê podem se tornar par de outros pés. Para então tentar prever o que outros irão pensar e como os influenciar.

Mas Tico e Teco só conseguem fazer isto tudo com um bom papo. Porque o conhecimento adora pegar carona na conversação. É por isso que a tecnologia, embora ajude, não nos supera. E ainda que um dia isto aconteça em "Guerra das Estrelas - Episódio 3.467", tem um planeta que ela não consegue alcançar. O planeta da imaginação. "A imaginação é mais importante do que o conhecimento", escreveu Albert Einstein.

Este assunto está longe de terminar. É disto que falarei no dia 6 de agosto em Salvador, Brasília, Curitiba, São Paulo, Ribeirão Preto e Rio de Janeiro. Não, não vou estar em todos os lugares ao mesmo tempo, só em Curitiba. O resto a videoconferência interativa faz. Taí o papel da tecnologia na gestão e disseminação do conhecimento. By IBC e DTCom:

Fique agora com "Gestão do conhecimento não é o fim da picada"

Meu segundo livro nasceu de papel passado. Numa época de tanto e-book e documento digital, é preciso avisar que o livro é impresso. Como num desenho animado recém lançado, cujo diretor entrevistado explicava que era feito à mão. Uau! Um desenho feito à mão! Com lápis e papel?! Que paciência!

Pois é, depois da evolução vem a revolução antes da involução. Damos uma cambalhota e começamos a olhar saudosos para trás. Assim é meu novo livro e assim são as histórias nele. Crônicas, como a que vai ler mais abaixo. Resgatando a velha arte de contar histórias ao redor da fogueira, ainda que hoje a fogueira seja eletrônica.

Num momento em que se discute a competição entre a Internet e a mídia impressa, modelos híbridos como o que adotei têm dado certo. Minhas crônicas são publicadas por uma centena de sites, jornais e revistas. Isto as leva semanalmente a mais de um milhão e meio de leitores (total das tiragens), e é meu principal veículo de publicidade.

Depois, as melhores são editadas e reunidas em formato livro, como fiz com "Crônicas de uma Internet de Verão", lançado em novembro passado pela Futura/Siciliano. Meu segundo livro, "Receitas de Grandes Negócios", segue o mesmo modelo. Semelhante ao adotado por Roy Williams, autor da trilogia "Wizard of Ads" com dois de seus livros já publicados no Brasil também pela Futura/Siciliano. Apesar de compilações de suas crônicas semanais, já ocuparam a lista de best-sellers do NY Times e Wall Street Journal.

Fica aqui a idéia para quem produz e dissemina conhecimento. Não há como negar o fato de que seus textos serão livremente copiados, emprestados, compartilhados, linkados, publicados, etc nesta grande rede. Mas sempre existe uma maneira de se aproveitar a força que isto tem. Como no judô, o segredo não está em resistir, mas em aproveitar o impulso dado pelo adversário. E, além do mais, nada como um bom livro de papel para ler no banheiro. Quem já tentou fazer isto com um computador no colo que o diga. Agora leia "Você já ouviu a história do..."
NASCEU! A Editora Futura acaba de lançar "RECEITAS DE GRANDES NEGÓCIOS", de minha autoria. O livro de 104 páginas custa R$ 15,00 e já começa a ser distribuído para as livrarias, mas você já pode comprá-lo pela Internet na Siciliano. Lá você também encontra meu livro anterior, "Crônicas de uma Internet de Verão". Eles costumam ficar triste se forem separados, portanto peça os dois.

Como o "RECEITAS DE GRANDES NEGÓCIOS" tem um custo muito baixo, aproveite para comprá-lo às dúzias para dar de presente a seus clientes e fornecedores. Sabe aquela agenda chata de final de ano? Esqueça. O pessoal já está usando Palm e agendas eletrônicas. Dê um livro. Se quiser uma quantidade muito, muito mesmo (uns mil exemplares), você pode até consultar para ver se a editora publica uma edição especial, com o logo de sua empresa.

Para compras em outras quantidades, livrarias, etc. (unitário, vá direto ao site), solicite desconto diretamente da Editora Futura (Siciliano) pelo telefone (11) 3649-4783. Você encontra mais detalhes sobre o livro AQUI.
O recente escândalo de mais uma empresa, uma gigante das telecomunicações nos EUA, me deu uma idéia. Comecei a lançar, no canhoto do talão de cheques, os meus investimentos. O cheque para pagamento de água e luz entrou como investimento em infra-estrutura. Telefone e Internet, investimentos em telecomunicações. Gasolina? Investimento em transportes. O supermercado entrou como investimento em barriga. O departamento que mais cresce hoje, sem nenhum sinal de recessão em curto prazo.

Infelizmente o banco parece não entender minha contabilidade moderna, e enquanto as ações de minha empresa crescem em valor, meu saldo no banco diminui. Talvez seja apenas um problema de comunicação entre as diferentes empresas de consultoria que eu e o banco contratamos. Um problema que poderá confundir meus investidores. Se o banco contratar os consultores certos, tudo estará resolvido. Não é um problema de números, mas de ponto de vista ou, falando mais bonito, do método de análise adotado. E tem gente que ainda chama isso de capitalismo selvagem. Eu chamo de criativo.

Numa visita a um site para entender como foram feitos os efeitos de “Senhor dos Anéis”, fiquei impressionado com o número de pessoas envolvidas com miniaturas. Que miniaturas? Seriam os anéis? Ou os baixinhos? Não eram. Todas aquelas construções imensas podem ser medidas em palmos. Sem contar as que são medidas em bits. O que parece grande nem sempre é. A arte está em parecer que é, não em ser. Ou parecer que tem, quando o que se tem são números apenas. Muitos com valor nominal, porém poucos em essência real.

O problema começa quando quem trabalha demais na construção dos cenários acaba acreditando que eles existam de verdade. Assim é com a qualidade. Tem quem tem, e quem tem números para mostrar. Por isso sugiro uma reflexão sobre o assunto em “Fuzzylando a qualidade total”.
Quando é que a criatividade excede a função? Acho que é quando deseja aparecer na mídia e ter seus quinze minutos de fama. Assim é com empresas que vivem criando novas estratégias, soluções, divagações que nem sempre saem do papel. Papel jornal. Não que isto não tenha algum valor. É claro que tem. Pode servir como teste de mercado, desde que não deixe indagações sobre a ingenuidade e inteligência do cliente.

Terá sido isto que aconteceu com o Mail-Well Safety Envelope? Trata-se de um envelope para correspondência lançado por um grande fabricante norte-americano logo que aconteceram os atentados com antraz. A idéia parecia genial e original numa primeira análise. Julgue você.

Sabe aquela janelinha transparente que alguns envelopes têm para poder enxergar o endereço da correspondência que está dentro? Pois é, o princípio é o mesmo. Só que, além da janelinha, a empresa criou também uma borda inferior transparente. Assim, quando uma pessoa recebesse alguma carta de um terrorista, podia simplesmente verificar se havia um pozinho branco depositado no fundo do envelope.

As primeiras notícias na época falavam em encomendas de milhões. Tenho minhas dúvidas. Não acredito que existam tantos terroristas assim nos Estados Unidos. Ou que decidam usar os novos envelopes. Aproveite para ler "Criando de cabo a rabo".
Se você liga para mim, anote meu novo telefone: (19) 3443-1900. O celular continua (19) 9718-2973 mas deve mudar em breve. Eu continuo o mesmo.

Dizem que é fácil distinguir uma planta de uma erva daninha. A primeira você rega e ela morre. A segunda você arranca e ela volta. O segredo da manipulação genética estaria em transformar plantas em ervas daninhas e vice-versa. Unir a utilidade de uma com a vitalidade da outra.

É impossível ter só plantas na plantação. E nem é bom. No passado minha cidade era cercada por laranjais. Nunca descobri se a cidade se chama Limeira porque tinha muitos laranjais ou se tinha muitos laranjais por se chamar Limeira. A lenda conta que um frei morreu por aqui enquanto acompanhava os bandeirantes. Como levava um saco de limas para combater a febre, e morreu da dita cuja, foi enterrado com as limas no saco. Ali nasceu a limeira.

Não sou tão velho, portanto não vi essa limeira. E de bandeirantes só conheço a rodovia. Mas os pomares que vi na infância eram limpos como um terreiro de café. Até alguém descobrir que um pouco de mato até fazia bem e os pomares ficaram mais verdes. Outros descobriram culturas associadas, uma ajudando a outra. E os pomares viraram plantações.

Essa engenharia agronômica acontece nas empresas. Há pragas que não têm solução, mas há casos de culturas que se complementam e se ajudam. Saber formar essa mescla -- transplantar de cá para lá -- é o dedo verde que todo profissional de RH deve ter. Como na gestão do conhecimento, ciência que não pode ser decapitada da gestão de cabeças. Como você lê na crônica de hoje, “Gestação do Conhecimento”. Boa leitura e bons negócios.

Voltei às raízes ao falar de marketing pessoal para um auditório com algumas centenas de arquitetos e designers de interiores em Recife. Digo isto porque sou arquiteto, embora não esteja arquiteto. Na palestra, "O poder do marketing pessoal e de relacionamento" que aborda um tema importante para qualquer profissional liberal, enfatizei a necessidade de mudança de postura para o profissional enfrentar um mercado extremamente competitivo. Mudança, não para algo inédito, mas para a postura que muitos profissionais já adotaram há anos. Como é o caso da arquiteta Janete Costa.

O evento, promovido pela UNNA - Unidade de Especialistas em Interiores, e realizado pela Realizatto, foi aberto com uma homenagem a esta arquiteta que deixou uma marca indelével na arquitetura brasileira. Responsável por centenas de projetos e reconhecida principalmente pela valorização e integração do artesanato brasileiro à arquitetura, Janete assinou também projetos de restauração de sítios históricos como o Teatro Arthur Azevedo e Palácio dos Leões, ambos no Maranhão, e Solar do Jambeiro, em Niterói.

Mas que postura é esta? A resposta eu tive após a palestra, quando o designer de interiores Guilherme Eustáchio levou-me para a festa de aniversário de Janete. Fiquei impressionado. Grandes nomes da arquitetura e design estavam lá. Tinham preparado aquela tremenda comemoração para a arquiteta. Percebeu? Janete Costa, que comemorava setenta anos, ensinou boa parte daquela gente. Plantou sementes de conhecimento em dezenas de mentes que hoje reconhecem levar em seu traço o DNA da mestra. Não reteve para si, e hoje colhe os frutos de sua postura de compartilhar conhecimento.

Uma postura cinco estrelas, como deve ser também uma “Embalagem cinco estrelas”. Boa leitura e bons negócios.

Tenho pensado muito em comunicação ultimamente. Essa atividade que torna comum a todos o que nasceu com um. Quanto de investimento em comunicação fazemos em nossas empresas? Ou em nossa vida pessoal? Na carreira profissional? Há quem pense que investir em comunicação é comprar celular. Ou espaço na televisão.

A revista Time traz como matéria de capa “Enquanto a América Dormia”, uma alusão aos preparativos para o ataque ao World Trade Center. Algo que acontecia enquanto ninguém percebia. Ou não foi bem assim.

A matéria revela uma série de falhas na comunicação entre as agências do governo norte-americano ou na interpretação da informação. Sim, fica mais fácil detectar isso agora, mas será que minha professora de história tinha razão? Dizia que estudávamos o passado para entender o presente e saber planejar o futuro. Ou algo assim. Também não prestei muita atenção.

Falta atenção para com a comunicação nas empresas. Comunicação com funcionários, sindicatos, clientes, sociedades civis, órgãos públicos, fornecedores, parceiros, representantes, distribuidores, acionistas, instituições financeiras, imprensa... a lista é imensa. Algumas empresas começam a se preocupar com isso só quando a casa cai. Apagando incêndios de crises que possam comprometer sua imagem.

A crônica de hoje tem um pouco disso - comunicação - e um pouco de outras coisas, como visão e liderança. Mas acho que vou voltar ao assunto nas próximas. É importante demais para ser demais. Palavra que também está no título da crônica de hoje. Fique continue lendo, porque “Nenhuma ponte é longe demais”.

Mais de duzentos olhos me fixavam, atentos, no auditório da G.D do Brasil, uma grande indústria de máquinas. Minha palestra, “A Satisfação do Cliente como Ferramenta de Lucratividade”, faria a abertura da 1a. Semana da Qualidade. A responsável pelo RH da empresa revelava uma natural apreensão. A “Semana da Qualidade” estava sendo aguardada com ansiedade. Nada poderia dar errado. Nem eu.

Do palco improvisado em uma área da fábrica, eu podia perceber as expressões de cada colaborador da empresa. Estavam ávidos por conhecimento, idéias, rumos. Uma disposição muito diferente daquela encontrada em algumas empresas de alguns anos atrás, quando eventos eram encarados como entretenimento. Hoje todos começam a se sentir donos do negócio. Sabem que nenhuma empresa funciona sem pessoas e que estão ali para fazer a empresa funcionar. E lucrar.

A tônica da palestra era a rapidez das mudanças e a inadequação dos profissionais de hoje aos velhos paradigmas, quando ninguém pensava em trabalhar com sinergia, criando empatia dentro e fora da empresa. Mas não usei as palavras “paradigma”, “sinergia” ou “empatia”, o famoso trio que alguns acreditam acrescentar prestígio a uma palestra de sucesso. Mas falei de romper com o passado, ligar com o presente e se encantar com o futuro. O trio que não pode faltar em uma empresa de sucesso que acrescenta prestígio a quem nela trabalha.

Para isso acontecer, trabalha-se cada vez mais dentro do conceito de time: pessoas com diferentes habilidades e competências chutando uma mesma bola para um mesmo lado. Um relacionamento com unanimidade de visão, essa coisa que atrai o esforço de todos na mesma direção. Fazendo com que todos "vistam a camisa". Ao contrário do Francisco, que não vestiu camisa alguma. Veja em “Aquecendo as vendas”.
Decidi aguardar a passagem do feriado e o início da copa para colocar minha bola em jogo. Com tanta bola correndo de madrugada, ninguém iria dar bola para minha crônica. Estava pronta, mas sai agora. Isso me deu tempo para fazer os ajustes necessários em meus dois sites para a mudança do provedor de domínio. Agora meu site profissional www.mariopersona.com.br e o site pessoal www.stories.org.br estão hospedados na Locaweb , junto com mais uns 16 mil e tantos sites.

Nesta segunda devo estar em Recife para a palestra de abertura da Primeira Semana Pernambucana de Arquitetura e Design de Interiores, que começa dia 3 e vai até 7 de junho. Vou falar de Marketing Pessoal e de Relacionamento. Waldemar Niclevicz fala no dia 4 de como conquistar seu Everest, um assunto que ele conhece bem, já que foi o primeiro brasileiro a escalar o K-2. Dia 5, Dulce Magalhães traz Gestão da Competência e no dia 6 Leila Navarro fala do Talento para ser Feliz.

Ethel Bauzer Medeiros encerra o evento no dia 7, com Qualidade de Vida. Com a experiência de uma profissional que está com 77 anos, tem 17 livros publicados e é considerada a versão feminina de Peter Drucker. Informações em na Realizatto.

É interessante o número de e-mails que recebo de leitores que dizem gostar mais do prefácio do que da crônica. Um e-mail dizia, “Mais ainda do que de suas colunas eu gosto das introduções que sempre são muito humanas, apesar de dirigidas principalmente às pessoas de negócios, são muito criativas, com conteúdo já quase filosófico e mostram um pouco do que você é. Uma pessoa que não passa só pela superfície da vida e sim, que vai fundo na natureza do ser humano.”

Na vida ou nos negócios, o comportamento humano é sempre... humano! Com todos os nossos erros e acertos, falar de marketing é falar de como impressionar humanos com produtos feitos por humanos. Algo que nem sempre conseguimos com perfeição, mas a gente vai levando. Como diriam o Chico e o Caetano,

“Mesmo com toda cédula, com toda célula,
Com toda súmula, com toda sílaba,
A gente vai levando, a gente vai tocando,
a gente vai tomando,
A gente vai dourando essa pílula!”


Pílula essa nem sempre doce, porque às vezes é preciso mudar. Não porque queremos, mas porque o mercado exige. E chega a hora em que somos levados pelas contingências a nos divorciar da velha ordem de coisas para tentar sobreviver em um meio que ainda nos é escuro e hostil. Acostumados à vida mansa do passado, quando a maior decepção era ganhar brinquedo do Papai Noel e ler na caixa “Pilhas não inclusas”, descobrimos que há coisa pior. Como ganhar uma embalagem de pilhas com os dizeres “Brinquedo não incluso” (acho que li isso em algum lugar).

Mas nem de pilha eu falo em minha crônica. O momento está mais para sair de vela na mão e torcer para não ventar antes de mudar. O assunto é “Pra quê mudar, mudar pra quê?” Boa leitura e bons negócios.
Mudar sempre, é o que sempre digo. Mas nem imaginava precisar mudar tão rápido, em menos de uma semana. Estou falando de um livro que anunciei em meu site.

Costumo receber consultas de clientes para livros personalizados em tiragens reduzidas. Geralmente para serem adquiridos com uma palestra minha, e distribuídos com alguma identificação e mensagem da empresa anfitriã.

Por isso decidi reunir uma seleção de crônicas que falam de mudanças, inovações, comunicação, marketing e desenvolvimento pessoal e profissional. Título? "Gestão de Mudanças em Tempos de Crise - Coletânea de crônicas para mudanças agudas".

Nem bem anunciei o novo livro em meu site, comecei a ter coceiras no cérebro. O texto é extremamente positivo, mas o título ficou negativo demais para uma empresa presentear seus clientes. A palavra "crise" é feia.

Como o tema é gestão de mudanças, e as crises são portais de oportunidades, não hesitei em mudar o título. Na arte da capa, carimbei "OPORTUNIDADES" sobre a palavra "CRISE". E agora minha pequena crise no título é a oportunidade que você tem de conhecer o livro clicando aqui.

A princípio, este livro NÃO será vendido em livrarias. É apenas para tiragens exclusivas para empresas. Nas livrarias você encontra "Crônicas de uma Internet de Verão" e, a partir de Julho, "Receitas de Grandes Negócios", um "must" para ser lido por todo empreendedor. Todos eles com o selo Futura.

Moral da história: se precisar mudar, mude já. Antes que tenha problemas com o câmbio, como eu tive em minha crônica "A influência do câmbio nos negócios".

O Segundo Encontro de Comunicação e Marketing do Setor Elétrico, no qual fiz a palestra de encerramento, foi um marco para a comunicação do setor. Se antes quase ninguém se importava com o que acontecia atrás do interruptor ou da tomada, hoje sabemos a importância que têm os serviços de geração e distribuição de energia. Por tabela, cresce a importância das áreas de comunicação dessas empresas. Como alguém comentou, é quando a cerveja está quente e o banho está frio que damos valor à eletricidade.

Tive a oportunidade de conversar bastante com outro palestrante, Jack Corrêa, vice-presidente de assuntos governamentais da Coca-Cola e autor do livro "Sem Cerimônia", e guardei na memória uma frase que repetiu. É quase um mantra na comunicação da marca: "Tudo Comunica", é o lema. Você encontra mais sobre isso no livro "O Fim do Marketing" de Sérgio Zymnan, criador de campanhas de sucesso da Coca-Cola.

Cada ação, postura, imagem, ruído, luz, sombra ou palavra serve para comunicar o que a empresa é e o que faz. É o conjunto dessas coisas que cria na mente das pessoas a indelével imagem de uma marca. Ou, como expressou Jaime Troiano, marca é uma espécie de contrato virtual que assinamos com nosso público. Mais pelas cláusulas que ele lê, do que pelas que nós escrevemos.

Por falar em escrever, devo desculpas aos meus leitores por não ter escrito. Fiquei devendo uma crônica semanal há alguns dias. Comecei a escrever em um dos aeroportos por onde passei, mas só hoje consegui terminar. Fala justamente de atendimento ao cliente, que deve ser algo melhor do que faço aos leitores. Como normalmente os olhos vêem além de onde os pés alcançam, fico à vontade para escrever sobre o atendimento ideal e essencial, que também persigo. Fique com "A essência de um atendimento essencial".
Conheci o Dr. Martin Pörtner há um ou dois anos em um evento em São Paulo, no lançamento do portal Palavra.com, onde ambos aparecemos como palestrantes. Não foi difícil reconhecer aquele médico de cabeças de longe. Sua estatura lhe dava uma cabeça de vantagem acima da multidão.

De lá para cá muitas coisas aconteceram e decidimos que podíamos brincar com a fórmula C=MP2 (o "C" para criatividade, o "MP ao quadrado" para nossas iniciais) para ver no que dava um neurologista e um arquiteto metidos a marketeiros. Surgiu o www.duel.blogspot.com -- Um Embate de Neurônios Unindo os Hemisférios. Um blog onde eu e o Martin duelamos com idéias.

Se você chegar lá agora, é bom começar de trás para frente, como em todo blog, para pegar o fio da meada. Mas não se iluda. Aquilo que parece não passar de papo cabeça, tem um destino mais ou menos traçado para se revelar numa das mais fascinantes formas de se abordar os efeitos do marketing na mente e da mente no marketing.

Isso feito por dois profissionais de mentes (atente para o espaço!), um tentando descobrir como as mentes processam o marketing e outro, como o marketing processa as mentes. Se você está confuso, ainda não viu nada. Enquanto o papo cabeça corre no www.duel.blogspot.com, tentando descobrir formas de se aumentar o público para o seu negócio, é hora de ler a crônica da semana: "E por falar em público..."
Adaptar-se não é fácil. Principalmente quando as juntas já estão menos lubrificadas e os neurônios não tão espertos. Mas é preciso. São muitas as empresas que estão passando por mudanças, transformando funcionários em terceiros antes que saiam por último. Sem luz para apagar.

Meu pai ficou no mesmo emprego até se aposentar. Eram outros tempos. Hoje, podemos esquecer o emprego como o conhecemos no passado. As coisas mudam rapidamente. Quem fabricava cigarros, agora faz biscoitos. Amanhã deve fabricar brinquedos. Ontem precisava de um químico, hoje procura um nutricionista, amanhã vai contratar um educador. Dá para manter o mesmo quadro? Não.

Como acontece com um parque de diversões, acontece com empresas hoje. O parque monta alguns brinquedos em uma cidade, depois desmonta e monta em outra com brinquedos diferentes. O mercado em cada momento exige uma configuração diferente. Nunca é igual. Como acompanhar isso? Não sei. Acho que é acompanhando. Porque não há outra maneira.

Empresas virtualizadas e produções terceirizadas. Até eu trabalho assim. Dependo de parcerias espalhadas por aí. Especialistas para projetos específicos. Indústrias caminham assim. Não vou me surpreender se meu próximo carro for da marca Nike ou McDonalds. O emprego pode desaparecer como o conhecemos, mas o trabalho não. Porque negócios não existem sem pessoas. Que não compram sem trabalho. Fique com "Negócios Preservados".
Estou tendo o privilégio de ler o manuscrito do livro "O Poder da Camisa Branca - Instrumento Preciso para o Desenvolvimento da Gestão Participativa", de Antonio Guerreiro Filho. O autor é meu amigo e fiz algum trabalho para ele, quando era diretor da divisão Fumagalli da Rockwell do Brasil.

Antonio é o típico exemplo do "self made man". Começou aos seis anos de idade, vendendo repolhos para ajudar a mãe, e chegou a diretor de uma das maiores indústrias de rodas de automóveis do mundo. O livro é sobre a filosofia de gestão participativa que criou, já implantada em mais de duzentas fábricas de todo o mundo.

Mas seu livro, escrito a quatro mãos com sua filha, a jornalista e editorialista do Estadão, Márcia Guerreiro, não tem nada desses compêndios anti-insônia de gurus traduzidos. Está mais para "Meu pé de laranja lima" do que para um trabalho hermético dirigido a iniciados. É uma crônica, e das boas.

Por isso estou gostando. Nem poderia ser diferente, pois a própria filosofia da "Camisa Branca" é a mais acessível forma de gestão que já conheci. Para ser compreendida e assimilada por qualquer um, do operário ao presidente. Bem, se este quiser assimilá-la, já que o método -- comprovado, diga-se de passagem -- dá voz a todas as camadas da produção. E resultados. Aqui vai um tira-gosto:

"O guru Peter Drucker, em entrevista à Wired Magazine, divulgou a idéia de se encarar a organização como uma banda de jazz, na qual todos criam a partitura enquanto tocam. 'Soa bonito, porém ninguém realmente descobriu uma maneira de se fazer isso', considerou".

E aqui Antonio Guerreiro não deixa por menos, e assinala: "A Filosofia da Camisa Branca é a maneira de melhor se fazer isso. Praticada desde 1984, essa forma de trabalhar alimentando a curiosidade, a sagacidade e a experiência humana sem nenhuma forma de repressão, transformou-se hoje em modelo para muitas empresas espalhadas pelo mundo".

O manuscrito está passando por uma revisão e ainda não há data para lançamento do livro. Vou continuar lendo e certamente darei à luz uma crônica sobre o assunto. Guerreiro é um desses brasileiros que faz e assina embaixo. Como o John, da crônica de hoje. E você, assina embaixo?
Acabo de receber um telefonema de um cliente avisando que já vendi 4 máquinas de costura de sacarias. Ué! O Mario Persona vende máquina de costura? Sim, esta é mais uma das muitas experiências que faço com a rede. Explico.

A Internet tem um poder tremendo na pré-venda. Minha publicidade paga é zero, todavia recebo uma média de dois pedidos de orçamento por dia de palestras, treinamentos ou consultoria.

É claro que nem todos acabam fechando (e eu nem teria tempo e qualidade se fosse atender a todos eles), mas os números mostram o poder da exposição de uma marca/produto/serviço na Web. Vejam que pesa muito minha estratégia de networking e de exposição via crônicas e artigos "semeados" em outros sites e veículos, somando hoje mais de 5 milhões de exposições de minha marca por mês a custo praticamente zero.

As máquinas que mencionei são de um cliente que me autorizou a criar uma página apenas (além de uma de formulários) com seus produtos e apliquei técnicas que utilizo em meus sites. A empresa é a WAIG.

Isso tem gerado vendas para meu cliente (eu simplesmente redireciono os pedidos para lá e recebo uma comissão), o que demonstra que qualquer pessoa, com uma boa estratégia e conhecimento da web, pode desenvolver um negócio paralelo para atrair novos clientes para seus clientes ou fornecedores.

É claro que numa segunda oportunidade, o comprador poderá ir diretamente à fonte (como acontece com os programas de filiação tipo Amazon), mas, como sempre tem gente nascendo neste mundo...
Na última edição de Crônicas de Negócios, usei uma expressão que pode ter desgostado alguns. Sei de pelo menos um leitor que ficou chateado. Não era a intenção. Quem escreve deve ter sempre o cuidado de não ofender ou ridicularizar. Principalmente quem escreve com intenção de marketing, como é o meu caso. Se quiser vender, não devo ofender.

A expressão, no caso, foi "chamar o hugo", a qual parece ter sido assimilada pelo vocabulário popular, tantas são as ocorrências na Internet. Mas não é só esta expressão que usa nomes próprios para dar nome a coisas, lugares ou ações.

Tem também "chamar o raul", "zé ninguém", "será o benedito!", "vou ao miguel", "maria-vai-com-as-outras", "e aí josé?", "deu uma de mané" etc. Sem contar o "joaquim" e "manoel", presenças constantes nas anedotas brasileiras. Mas nem por isso, eu que tenho "José" no nome me considero um "zé ninguém".

O ponto para o qual desejo chamar a atenção é a postura do novo profissional. Quem lê minhas crônicas sabe que não me levo muito a sério. Brinco com meu nome, com minha pessoa, com minhas circunstâncias. E nem guardo rancores se alguém zomba e ri de mim. É bom que o infeliz fique feliz.

Herb Kelleher, da Southwest Airlines, disse o seguinte, quando traçou o perfil do profissional que sua empresa procura: "Buscamos atitudes; pessoas que tenham senso de humor e que não levem a si mesmas muito a sério. Treinaremos você naquilo que for preciso, mas algo que a Southwest não pode mudar nas pessoas é sua postura natural".

Portanto, quer seu nome seja Hugo, José, Maria, Manoel, Joaquim ou Mario, relaxe. Se você levar a si mesmo muito a sério, ninguém mais levará. O nome nem sempre revela tudo. Lassie, por exemplo, a cadela mais inteligente dos seriados de minha juventude, era um cão macho! Só me contaram isso -- o mesmo caso da macaca Chita do Tarzã -- agora que tenho 47 anos de idade. A história do Papai Noel e da Cegonha, eu descobri antes.

Enfim, o importante é sua postura, não o que as expressões fazem com um nome que não é necessariamente o seu. O importante é quem você é, o que sabe e aquilo que faz. Ou escreve, como no meu caso, que o público considera 50% bom. Sei pela cópia de um e-mail que um leitor enviou ao pai:

"Oi pai, tudo bem? Conhece este Mario Persona? Todas as semanas recebo artigos dele. Alguns bons e alguns muito idiotas".
Agora leia "Marketing de Simbiose"
Coloque um cão independente preso em uma coleira e ele se machuca todo tentando escapar. Não admite um limite. Pensa que sua liberdade está no espeço físico ou circunstancial a que tem -- ou pensa ter -- direito. No máximo, depois de latidos de ira, produzirá ganidos de dor e desconsolo.

Coloque um homem preso na coleira das limitações circunstanciais e o que você tem? O mesmo que um cão, se lhe faltar imaginação. Mas há uma alternativa.

John Bunyan (1628-1688), no cárcere em razão de sua fé, produziu suas melhores obras. Entre elas, "O Peregrino", um dos livros mais traduzidos do mundo e segundo em número de cópias produzidas.

Miguel de Cervantes (1547-1616) foi preso por questões financeiras por alguns meses, e foi na prisão que acredita-se que tenha imaginado e começado a escrever sua grande obra, "El ingenioso hidalgo don Quijote de la Mancha", seguida mais tarde da segunda parte, "El ingenioso caballero don Quijote de la Mancha".

Em ambos, a coleira prendeu o corpo, não a imaginação. Portanto, da próxima vez que a coleira apertar, experimente olhar ao redor. Existe uma janela por onde coleira alguma pode impedir alguém de passar. Portanto, antes de nos apegarmos à idéia de que o que tem maior valor aqui é o conhecimento, do qual circunstancialmente podemos ser privados por algum tempo, é melhor entender o que Einstein quis dizer:

"Sou artista o suficiente para desenhar livremente com minha imaginação. A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado, a imaginação rodeia o mundo" - Albert Einstein
Meu amigo, o médico neurologista Martin Pörtner, é um verdadeiro mago da intuição. Por sinal, é este o tema de seu site . Agora o Martin está compartilhando o que sabe em sua newsletter semanal, "Deu Háquer na Cabeça"

Intuição é o que passeia à vontade no hemisfério direito de nosso cérebro, de mãos dadas com a criatividade, sonhos e fantasias. Tudo ao som de baladas inesquecíveis, imagens indescritíveis e fatos que só ali são factíveis.

Para que esse cabedal todo -- gostou do "cabedal"? -- de sensações seja transformado em palavras, gestos e ações, é preciso criar uma comunicação que extrapole a razão. Vigiada de perto pelo nosso hemisfério esquerdo.

Isso é feito por meio de linguagem simbólica, analogias, fábulas,parábolas, entrelinhas e silêncios estratégicos. Você já percebeu que minhas crônicas são carregadas disso. Chega a irritar alguns o excesso de brincadeiras de palavras, trocadilhos, e frases que parecem sem sentido ou até absurdas. Se você estiver entre os incomodados, que se retire.

Que se retire de seus olhos o véu de uma percepção racional para deixar a mente vagar pelo não dito, mas imaginável. Malcolm S.Forbes disse que "o objetivo do aprendizado é substituir uma mente vazia por uma mente aberta". Experimente fazer isso. Não leia com os olhos. Leia com o coração.

E lembre-se: "Sorria! Você está sendo filmado!".
O e-mail que recebi foi mais um daqueles que faz o coração da gente derreter. Veio de uma aluna do curso de administração de empresas do Instituto Superior de Ciências Aplicadas, onde leciono administração de marketing. Dizia:

"Gostaria de salientar que sou sua aluna na faculdade e estou muito feliz por ainda existirem professores com tanta dedicação e, principalmente de uma forma tão fascinante. Parabéns pelo sucesso..." Terminava usando a frase "Com orgulho," antes da assinatura.

Ensinar é uma das mais importantes e valiosas profissões que uma pessoa pode ter. Infelizmente os educadores nem sempre são valorizados como deveriam na sociedade em que vivemos, mas grande parte deles não trabalha apenas pelo que ganham, mas pelo que produzem: pessoas.

Em um comercial num canal de TV norte-americano o garotinho diz ao pai que deseja ser professor. O pai pergunta por que não prefere ser médico, que é uma profissão mais importante e de mais destaque social e financeiro. É claro que o pai não falou assim para o filho, mas foi o que quis dizer. Ao que o garotinho rebateu:

"Mas, pai... não são os professores que fazem os médicos?"
Uma das maiores preocupações de quem trabalha é não ter o que fazer. Outra á não sobrar tempo para fazer. Acontece comigo e por esta razão minha caixa de e-mail começou a receber a visita de leitores: "Cadê a crônica da semana?".

Pulei a semana do carnaval, pois sabia que se escrevesse poucos iriam ler. Mas não queria pular a semana passada. Ela me pulou. E acabei envolvido com viagens e trabalhos que conseguiram calar minha pena. Ou teclado.

Finalmente consegui rabiscar mais um "causo" nas asas da TAM, enquanto ia para Campo Grande na semana passada, para falar durante mais de seis horas em um seminário organizado pela Planee, da Simone Vieira de Moura. Hoje consegui terminar.

Mas toda essa atividade não significa lucro. Continuo ganhando mais do que mereço e menos do que consigo gastar. A dificuldade está em dizer não. Cada consultoria, palestra, seminário ou texto é um desafio apaixonante. Para fugir disso, só se for para uma ilha.

E foi o convite que recebi da IT Mídia, para moderar um Focus Group com o tema Gestão de Mudanças, no Reseller Forum, na Ilha de Comandatuba, Bahia.

Você fica agora com "Infodifusão -- a Mídia ao rés do chão".
Em um debate na WideBiz sobre as tendências, o seguir gurus, radicalismos e coisas do tipo, o Boris Saprudsky fez alguns comentários bem equilibrados:

>As tendências apontadas podem até ser as corretas, mas são tendências, não
>realidades. Elas puxarão, entortarão a realidade do mercado na sua
>direção, como um imã, uma bússola, mas não haverá a conversão em massa.
>Existem ainda muitos degraus na escada que liga o HOJE do mercado ao "será
>assim" destas tendências.


Por isso aproveitei o gancho para viajar no passado. Tenho um passado de radicalismos. Não quero lhe falar, meu grande amor, das coisas que aprendi nos discos, quero lhe contar como eu vivi e tudo o que aconteceu comigo.

Quando todos na faculdade de arquitetura de Santos preparavam um trabalho de graduação (78/79) de grandes mausoléus de vidro e aço, o meu era um projeto de assentamento rural para sem-terra (ninguém nem usava esse termo na época -- eu os chamei de posseiros no trabalho).

Para conseguir obter informações sobre solo-cimento, energia eólica, energia solar, biogás, biomassa, indústrias alternativas, etc., passei por um complicadíssimo processo no Banco do Brasil para comprar dólares para importar livros (não tinha Internet e essa informação só existia no exterior).

No dia da apresentação metade da faculdade queria ver quem era o louco que ia apresentar um projeto onde as casas eram de solo-cimento, cobertas de palha e lascas de madeira, e o gás do esgoto voltava para o fogão da cozinha.

Viver é melhor que sonhar e eu sei que o amor é uma coisa boa, mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa. Por isso em 79 parti numa kombi cheia de tralhas para morar no mato, Alto Paraíso de Goiás. Recém casados, macrobióticos e achando que iríamos mudar o mundo, morando no mato, ensinando em escolas rurais, comendo arroz integral com ban-cha e fazendo medicina natural.

Minha incursão em movimentos estudantis tinha durado uma reunião, onde a líder (que ia à faculdade de boininha com estrelinha vermelha) pregava a violência (eu era do deixa disso). Depois de formada ela abriu uma boutique de alta moda em SP (sem boininha, e roupas só para estrelinhas). Por isso cuidado meu bem, há perigo na esquina. Eles venceram e o sinal está fechado pra nós, que somos jovens.

De uma juventude de radicalismos, aprendi a não seguir gurus. Admirá-los às vezes, mas nunca seguir homens cegamente. Meu livro de cabeceira era Small is Beautiful, um best seller na época, hoje esquecido (deve existir algo aí na rede). Do radical filtrado, muita coisa permanece hoje incorporada ao nosso dia a dia, sem percebermos que um dia alguém calou suas baionetas para defender essas idéias com a vida.

Minha dor é perceber, que apesar de termos feito tudo que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais. Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não, você diz que depois deles não apareceu mais ninguém.

Você pode até dizer que eu tô por fora ou então que eu tô inventando, mas é você que ama o passado e que não vê, é você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem. É evidente que muitas das tendências preconizadas pelos gurus de hoje serão realidade no futuro. Nem todas, como nem todos os gurus estarão com a razão.

Quando entrevistei Kevin Kelly, autor de "New Rules for the New Economy", ele apostava em uma nova forma de "grande empresa" na rede. Veja a entrevista aqui.

Mario Persona: Se a turbulência acaba sendo a norma, você acredita que não exista muito futuro para as grandes empresas incapazes de acompanhar a velocidade das mudanças?

Kevin Kelly: Não, o que acredito é que existe abundância de novos espaços. Mas teremos muitas grandes empresas, de uma diferente forma de ser grande. Grande continua a ser uma necessidade para tornar eficiente tudo aquilo que funciona. O "grande" não está fadado ao desaparecimento.

Kevin Kelly: Como já disse, não acredito que o "Grande" esteja fadado ao desaparecimento. A consolidação é algo muito natural em redes, pois o que se deseja são grandes redes, e quanto maior melhor. (Este é o efeito "N ao quadrado", ou a lei de Metacalf). Acho que podemos esperar por uma consolidação cada vez maior dos conceitos existentes; na verdade este é um bom lugar para se apostar. Mas à medida que essa consolidação vai acontecendo, novos impérios do caos estão sendo criados (Napster, por exemplo) onde levará anos até que uma consolidação faça sentido.


Ele deve considerar suas idéias válidas ainda, pois publicou um link para a entrevista em seu site . O que muita gente hoje profetiza como novidade e "guruismo", já estava no "Out of Control" de Kevin Kelly, publicado em 1994.

O que ele pensou é válido, o que ele pensa é válido, o que outros autores estão apostando é válido, se tomarmos tudo com uma mente investigativa, e não com uma mentalidade discipular. Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude, tá em casa guardado por Deus contando o vil metal.
ESCREVER agora é essencial para todo profissional (ui! rimou!). Saiu algo sobre isso na revista Melhor Vida & Trabalho. Parece que o pessoal começa a se preocupar com a importância do ESCREVER, que terá vida longa na rede e fora dela. Vale a pena ler a matéria on-line ou off-line. Na mesma revista tem algumas dicas minhas sobre o uso correto do e-mail para evitar perda de tempo.

E por falar em publicidade na Internet (se ninguém falou, então estou falando), publicidade na Internet envolve banners. O jornal O Popular publicou matéria recente sobre o assunto (já dei o link aqui algum tempo), e agora coloquei no ar a íntegra da entrevista que dei sobre o assunto bem aqui. Falo sobre contextualização como forma de publicidade.
O Robert enviou a msg abaixo para mim e para o grupo de discussão WideBiz:

Em dezembro, quando saímos em férias, minha esposa levou junto este livro, que eu desconhecia até então. Não o li nesta oportunidade, pois ela é quem
o fez. Agora, como o Carnaval não é bem a minha praia, resolvi aproveitar a oportunidade para lê-lo. Para minha surpresa, seu título é muito
modesto, ele não é um livro para ser lido apenas na praia, como diz seu sub-título, mas um livro para ficar ao alcance da mão de qualquer um que
sonha em fazer negócios através da Internet. Não é um livro para ser lido uma única vez, mas deve ser consultado repetidas vezes. É sensacional.


Ô, Robert, pára com isso senão eu incho de orgulho! :)) Graças a Deus o livro está vendendo bem. Outro dia passei pela La Selva do aeroporto de Cumbica e ele estava escondidinho. Peguei um livro, fiz a maior cara de triste e comecei a passar a mão acariciando a capa e comentando com uma vendedora, "Sabia que meu livro sofre quando fica escondido? Se você quiser fazer um livro feliz, arranja um lugar para ele na vitrine".

A moça, sabendo que esse tipo de louco não deve ser desapontado, imediatamente colocou o livro na vitrine. Será que esse é o marketing um-a-um? :))

Estou lendo o Gonzo Marketing do Christopher Locke e estou gostando. Apesar de ser o tipo de escritor que poderia ter dito tudo em um artigo (a maior parte do livro ele fica criticando outros autores, como estou fazendo com ele aqui), a idéia que mais me cativou foi a de que histórias são instrumentos eficientes na comunicação de uma mensagem, mesmo comercial.

Embora não fique bem claro onde ele traça o limite entre o comercial e o informal, a leitura que faz da Internet é interessante. Comunidades de interesses comuns que se incumbam de falar bem do produto/empresa que as patrocina (exemplo que ele deu da Ford). Acho que já vi esse filme, com outro nome: WideBiz.

Meu primeiro livro é de histórias, crônicas. O segundo (já na editora) chama-se "Receitas de Grandes Negócios" e deve sair em Abril ou Maio. O terceiro só falta escrever uma introdução, fazer uma revisão e mandar para a editora. Embora o primeiro, "Crônicas de uma Internet de Verão" tenha sido escrito no período pré-durante-pós euforia da Internet, não há o que eu mudaria ali. Algumas de minhas crônicas inclusive previam como a história se comportaria.

Quando entrei na Widesoft em 1998, levei alguma experiência que tinha obtido com meu site pessoal www.stories.org.br e do boletim diário Chapter-a-Day. Lições que aprendi com um britânico que só conheci na Web, que já estava na Web desde 94 ou 95 com idéias pouco compreendidas para sua época.

Meu discurso para a empresa foi: Criar uma comunidade de (1) formadores de opinião, dar uma (2) conotação bastante pessoal à coisa toda, usar o (3) boca-a-boca, (4) compartilhar conhecimento. Houve muitas dúvidas como:

(1) Mas eles não são os clientes que buscamos. (2) Vai parecer que a empresa é uma pessoa. (3) O normal é comprar espaço na mídia. (4) Perigo de transferir tecnologia.
Compartilhando agora um pouco da experiência disso:

1) Evidentemente, o resultado disso -- WideBiz (lista e site) -- nunca vendeu os produtos da empresa, mas funcionou como um institucional poderoso, tendo a marca aparecido até em entrevistas de publicações no exterior, dirigidas a clientes em potencial (www.outsourcing-journal.com).

(2) Esse perigo ocorreu e muita gente pensava que eu fosse dono da empresa (embora fosse apenas um diretor de comunicação contratado). Se alguém for repetir esse tipo de experiência, fique atento para descontentamento interno, do tipo "eu trabalho e ele aparece".

(3) Espaço institucional na mídia tivemos em abundância. Não do tipo compre nosso produto, mas do tipo que expõe a marca.

(4) Não existe o perigo de transferir tecnologia, mas uma imagem simpática de uma empresa que compartilha conhecimento. A Sun tem um site que é uma verdadeira enciclopédia e traz bons resultados institucionais.

Mas... onde é que eu estava mesmo? Ah! no livro Gonzo Marketing. Parodiando "Eu era feliz e não sabia", (Ataulfo Alves?) será que "Eu era gonzo marketing e não sabia?" Vou terminar de ler para dar mais opiniões.
O posting anterior aconteceu em uma lista de discussão, a WideBiz, e este também. Obviamente gerou algum retorno, e isso foi bom para explorar mais o assunto (é assim que aprendemos). O Dimantas, bom conhecedor de marketing em rede que é, ficou preocupado que eu estivesse fazendo uma apologia ao spam, e escreveu:

>Como marketeiro vc não deveria apenas odiar spam. vc não
>deveria recomendar, nem insinuar.


A idéia é essa. Não se trata de ser a favor ou contra (e
nem estou vendendo alça de sacola), mas de escutar. Sei que o
Hernani Dimantas defende -- e bem -- o conceito de mercado como
conversações. Também acredito. Mas quando falamos em
conversa falamos em falar. Geralmente quando quero
conversar, estou procurando alguém que me escute, quando o
contrário deveria ser a norma. Já que temos dois ouvidos,
duas narinas, dois olhos e uma boca. Seis canais de "imput"
e um de "output".

Quem pratica spam só quer falar, não quer ouvir. Aí pode
acontecer o que aconteceu com o Fax-Spam. Para quem não se
lembra (não é que eu me lembre, mas algum avô me contou...)
quando surgiu o fax era uma tragédia esquecê-lo ligado à
noite. Pela manhã o papel tinha acabado e o chão estava
coberto de propaganda. Quem pagava parte da conta era o
dono do fax (o telefonema ainda vinha do bolso do fax-
spammer).

Mercados são pessoas que compram e pessoas que vendem. Não
são apenas pessoas que compram. Embora devamos escutar o
cliente, a "turma do empurra goela abaixo" também tem uma
influência enorme no desenho final do que chamamos mercado.
Às vezes impondo aquilo que aceitamos pelo cansaço.

O que o mercado (compradores e vendedores) está dizendo?
Que tem um monte de gente empurrando propaganda por e-mail,
como já estávamos acostumados a engolir por rádio e TV (ou
será que solicitei o plim-plim?). Tem outro monte de gente
odiando isso (eu, inclusive), mas que se sente impotente
diante da enxurrada. E tem gente (não consegui ainda
identificar se é um monte ou só um ou dois) que gosta de
receber propaganda (é, tem gente que gosta).

Spam dá resultado? Dá, em alguns negócios. É ético? Não
para negócios éticos, pelo que penso até aqui, e até
escrevi sobre isso em:
Spam, a pá de cal do marketing

Mas, voltando ao que interessa, o que o mercado está nos
dizendo? Enquanto tem gente reclamando da criminalidade,
tem gente ganhando dinheiro inventando alarmes. Enquanto
tem gente reclamando da gripe, outros vendem vitamina C.
Enquanto (mais nos EUA) tem gente que não aguenta ter sua
caixa de correspondência convencional cheia, tem gente com
empresa especializada a tirar seu nome da correspondência.
Tem sequestro? Carro blindado, treinamento anti-sequestro,
segurança pessoal. Trânsito perigoso? Funileiro vive disso.

Como marketeiro devo tomar o pulso do mercado e tentar
discernir para que lado o vento vai soprar. Se o spam vai
conseguir transformar a Internet em um monte de lixo,
impossível de se utilizar e decretar sua falência (viajando
na maionese), não cabe ao profissional de marketing lutar
por sua defesa. Ele deve saber prever para que lado a coisa
vai andar e instruir seus clientes para não serem
surprendidos. Mais do que isso, para que estejam prontos
para o que vem depois.

Vamos escutar as conversações do mercado? Então aqui vai.
A atual onda de spam é uma reação natural à falência dos
banners como meios eficazes de propaganda. Eles
cauterizaram a percepção do navegante e se transformaram em
inócuas molduras de conteúdo. Aí alguém diz que propaganda
por e-mail funcinona melhor (e funciona) e a turba sai
disparando spam. Excelente mercado para ser explorado, o de
assessorar empresários vítimas de vendedores de listas de
emails em como fazer uma divulgação limpa de sua empresa
usando email.

Mas, continuando a escutar o mercado, será que a maioria
das pessoas sabe o que é um spam ou se incomoda tanto com
ele, ou será apenas essa nossa confraria de web-iniciados?
Sim, somos uma porcentagem nanica dos atuais navegantes da
rede, a minoria. E olha que a Internet ainda nem se
popularizou. O que acontecerá quando menos iniciados e mais
leigos dominarem a rede? Mais spam? Mais aceitação de spam
(porque quem manda não liga de receber). Mais juízas que
não verão mal algum nisso? Ou, se o inverso é transformado
em jurisprudência, mais advogados ganhando com ações na
justiça contra spammers? Negocião, né?

Uma vez um advogado amigo meu disse o seguinte: "Quando
existe litígio, ando de carro novo". Não sejamos ingênuos.
Para toda ação existe uma reação e para todo interesse
existe um anti-interesse. Que pode ser um negócio. Mais
politicamente correto, talvez. Mas, um negócio.

Então, longe de radicalismos, vamos escutar as conversasões do
mercado. Ele fala, e ele é formado por clientes,
fornecedores e... spammers! Tentar controlar o mercado, só
cortando a mão invisível que o move. A função do profissional de
marketing não é essa. É de escutar, procurar entender e
navegar a nau de seu cliente pela rota mais segura.

Para quem começou dizendo que precisamos ouvir, acho que
falei demais!

P.S. Oncemore (Limeira), não vendo alças de sacola. Mas
que a idéiazinha é boa, é boa. E deve ter partido de alguém
que observa o mercado. Ainda não sei tudo, e posso aprender
com ele, spammer ou não.
A Internet deu uma voz que não tínhamos (alguém já leu minha última crônica, Trombeteando a Cuíca? ). Mas também deu ouvidos que não tínhamos.


Explico. Por algum motivo (motor de aeromodelo quando criança?) tenho uma
redução de dez por cento de audição há anos, e só fui descobrir isso em um
exame de audiometria há uns 4 anos. Antes disso, nunca senti falta de
escutar alguns sons agudinhos das músicas. Agora, quando ouço música,
sempre me vem a pergunta: o que será que estou perdendo? O som do prato da
bateria? Um xilofone?

Se odeio SPAM? Odeio. Se me incomoda? Incomoda. Se quero despejar todos de
volta na caixa do remetente? Quero. Só que também odeio pedras no asfalto,
buracos na pista, cabelo na comida. Não é que sejam coisas ruins, porque a
pedra serve na construção, sem buraco não se planta e gastam-se milhões
para cuidar dos cabelos. O problema é quando a coisa aparece na hora
errada. E o Spam faz isso em 99% dos casos. Ou será que sou eu que preciso
de ouvidos novos para uma realidade nova?

Pode ser, porque um dia recebi um SPAM que caiu nos 2% de audição que
reservei para esse tipo de ruido. E que provou que não precisamos buscar
vida inteligente em Marte. Aqui tem. Você já foi ao supermercado à pé
buscar uma caixa de fósforos e voltou com todos os doze dedos das mãos
pendurados de sacolas? Eu também. E não é que alguém inventou uma coisinha
simplisinha para não esticar os dedos! Não conheço, não é meu cliente, não
estou ganhando nada com isso, mas o site é http://www.useplas.com.br/. A
simplicidade levada ao extremo. Só fiquei em dúvida se eu pensaria em levar
isso para o supermercado quando fosse comprar a caixa de fósforos...
Mancada das Grandes!! /:(
Depois de escrever uma crônica sobre as gafes ou mancadas no uso do e-mail, tenho mais uma para acrescentar: A minha! É que tenho um boletim diário chamado "Chapter-a-Day" , enviado a mais de 4 mil assinantes. E participo da WideBiz List, uma lista de discussão de negócios que ajudei a criar alguns anos atrás.

Ontem, na hora de enviar o "Chapter-a-Day" para os assinantes, digitei o endereço da lista de negócios e... PIMBA! Mais de 600 pessoas ficaram tentando adivinhar o que um estudo bíblico do livro de Neemias sobre a volta dos judeus, de Babilônia para Jerusalém, tinha a ver com negócios!!!

Lição? Quando penso que posso guiar outros em como proceder na Web, eu mesmo preciso de um professor! :P
Christopher Locke, co-autor de "The Cluetrain Manifesto" e "Gonzo Marketing", citado na pesquisa 2001 Financial Times Group como um dos 50 maiores pensadores de negócios do mundo, escreveu:

"Pessoas contam histórias. Desde os primórdios da sociedade humana, as pessoas têm sido atraídas por contadores de histórias, que não só compartilham de seus interesses, mas têm um tipo especial de oratória – chamemos a isso de voz. As verdadeiras vozes não têm apenas a habilidade de falar, mas a habilidade de falar de modo a impressionar. A melhor maneira de se avaliar essa habilidade é verificar se essa voz consegue atrair e manter uma audiência. Isto é tão verdadeiro hoje quanto foi no período Neolítico". [Gonzo Marketing - p. 11]
O que fazer quando enviamos o e-mail errado para a pessoa errada? Essa foi a pergunta que fez a repórter de uma revista feminina que me entrevistou esta semana. O assunto é interessante, já que podemos causar muitos danos com gafes eletrônicas. Mais do que com as gafes convencionais. Este é o assunto da crônica desta semana.

Este e outros temas de MARKETING PESSOAL e ETIQUETA PROFISSIONAL, estarei abordando dia 23 de fevereiro de 2002, das 8:00 às 17:30 horas, no Auditório do Bahamas Apart Hotel, Rua José Antonio, 1107, Centro, CAMPO GRANDE, MS. O evento é organizado pela PLANEE Planejamento e Execução de Eventos Ltda., sob a batuta de Simone Viera de Moura. As inscrições podem ser feitas pelo telefone 067 326 9767 ou e-mail planee@enersulnet.com.br

O Popular de Goiânia publicou matéria assinada por Tacilda Aquino sobre a ineficácia dos banners. Dei alguns palpites ali. A eficiência dos banners para propaganda na rede é muitíssimo menor do que algumas linhas de texto em um boletim como este. Você deve ter passado batido por muitos banners, mas aposto como já leu as mensagens publicitárias deste boletim.

Por isso há pessoas indagando quanto custa publicar anúncios aqui. Como que ele vai para uma seletíssima platéia de quase 5 mil assinantes achei a idéia boa. Os dois espaços chamados "Mensagem", antes e depois do texto da crônica, ficarão disponíveis para anúncios. Mas não qualquer anúncio.

Digo que não é qualquer anúncio, porque a reputação do garçom é colocada em jogo pelo que ele leva em sua bandeja. O mesmo cuidado estou tendo para o serviço que anunciei semana passada, de escrever crônicas contextualizando a história de empresas. Mas não qualquer história, nem de qualquer empresa.

Essa idéia de escrever crônicas com histórias interessantes de empresas ganhou nova dimensão depois da conversa que tive com meu editor. Existe a possibilidade de tiragens limitadas de meu novo livro "Receitas de Grandes Negócios", contendo a história da empresa patrocinadora na abertura, além de outros detalhes personalizados. Uma agenda dura um ano. Um livro dura muito mais.

Se hoje escrevi demais neste prefácio, "DESCULPE. FOI e-ENGANO". Este é o título da crônica da semana. Boa leitura e bons negócios!
Ironia...
Outro dia fui entrevistado pela revista Nova. A questão era o que fazer quando a gente escreve um e-mail a um amigo falando mal de alguém e, sem querer, envia para a própria vítima de nosso veneno. Uma das coisas que disse é que o melhor é adotar medidas preventivas.

No caso de uma empresa, o ideal seria instruir os funcionários para tomarem cuidado para quem enviam seus emails. Por ironia, alguns dias depois recebi o seguinte e-mail de uma empresa (que parece ter adotado essa política):

"Como o e-mail 'todos@...' vai para todos os funcionários da empresa, inclusive diretoria e gerentes, da próxima vez tome mais cuidado quando enviar informações utilizando esse meio. Envie sua mensagem apenas à pessoa de seu interesse e só envie a outros quando REALMENTE existir interesse coletivo."

Respondi ao destinatário não saber do que se tratava. Ele respondeu pedindo desculpas. Era para ter enviado a outro Mario. :D

Perguntaram o que quis dizer com "Links são fios de infinitas meadas ligadas numa trama contra nós"

"Links são fios de infinitas meadas interligadas numa trama que é contra os nós, que poderiam interromper a fluidez da comunicação. Ao mesmo tempo em que são contra nós, nosso isolamento em um mundo que, apesar das individualidades que são complicadas, fechadas em si mesmas e introspectas como nós, são obrigadas a desatar a falar pelo incentivo e facilidade acrescentada pela tecnologia." Expliquei?

Um publicitário americano tem, em seu cartão, a frase: "Pergunte-me sobre o macaco". Todos os que pegam o cartão vão falar com ele, e sua resposta é que sua especialidade é sempre incluir, na mensagem publicitária, palavras e frases que causam um "tropeço" cerebral, fazendo com que a pessoa pare todos os pensamentos que a distraíam e se concentre na marca. Interessante.
FUNCIONALIDADE: Será que o webdesign está se padronizando? Esta foi a pergunta de alguém de uma das discussões que participo. O "padrão" 3 colunas encontrado na maioria dos sites parece estar cada vez mais popular. A razão? Funciona na maioria dos casos.

Se pensarmos bem, Internet é, antes de tudo, comunicação. E principalmente comunicação escrita. Por que haveria de ser diferente do que ocorreu com jornais, livros e revistas? Veja que todos seguem um padrão de tamanho de página, disposição do texto em colunas, etc. Quando alguém tenta fugir disso, acaba dificultando a leitura.

E na Web? Responda rápido: Você prefere ler um texto preto sobre fundo branco (papel) ou gosta daquele vermelho, ou amarelo, sobre preto? Está tão interessado assim nas imagens, ou são os textos sua ocupação principal? Tá bom, não responda. Só pense.

Num momento em que o importante é fazer seu site render alguma coisa, é preciso pensar mais em fazê-lo funcionar, do que esperar que ele agrade seu próprio umbigo (aliás, será que alguém está interessado naquela votação que você colocou lá? ou na previsão do tempo? ou no clipping de notícias? dependendo de sua área, nada disso fará sentido).

Ser achado é primordial. Entendeu? PRIMORDIAL!!! Senão você gasta os tubos com propaganda offline só para dizer onde está seu site online para o cliente visitá-lo e entrar em contato com você off-line outra vez. Ora, porque já não coloca seu telefone em sua propaganda off-line e resolve o assunto com um degrau a menos?

Ah! Os degraus! Quando trabalhava no Banco Itaú, comprando agências, sempre escolhia imóveis sem degraus e sempre do lado da rua com sombra à tarde. Para evitar obstáculos para o cliente mais velho entrar e também criar um ambiente mais agradável. Tem site com tanto plugin para baixar, flash para esperar carregar, links escondidinhos sob imagens, que dá vontade de sair antes de entrar. É o que costumo fazer.

Voltando ao assunto encontrar, fiz uma pesquisa com meu site no Google.com. Os resultados estão abaixo. Desde 96, quando entrei na Internet, sempre acreditei no poder dos sites de busca. Meu primeiro site recebeu 600 page-views nos primeiros doze mezes. O mesmo site, reformulado, recebeu 40 mil no primeiro ano. Hoje são cerca de 50 mil page-views/mês.

Nisso tudo fui desenvolvendo técnicas para ser achado na Internet. Hoje, por curiosidade, fiz alguns testes (quem quiser pode repetir p/ ver se é recorrente). Busquei no Google as strings entre " " e obtive os seguintes resultados, o que revela que minha técnica não tem sido de todo má.

"marketing pessoal" - 3a. posição de 5.210 páginas
"call center" (com opção português somente) - 5a. de 13.000 pgs.
"planejamento estratégico" - 1a. de 21.700 páginas,
"administração do tempo" - 1a. de 2.190 páginas
"técnicas de redação" - 3a. de 1.590 págs.
"planejamento de marketing" - 1a. de 1.760 págs.
"planejamento de comunicação" - 1a. de 543 págs.
"comunicação empresarial" - 6a. de 8.030 págs.
"satisfação do cliente" - 1a. de 8.270 págs.
"redação publicitária" - 2a. de 631 págs.
"comunicação e marketing" - 2a. de 5.010 págs.

Estes resultados são para strings, ou frases fechadas. Ainda preciso testar com palavras isoladas. Obviamente não se consegue os mesmos resultados em todos os sites de busca, já que cada um utiliza um critério diferente de indexação. No RadarUOL, pelo menos, que utiliza tecnologia Google, os resultados são idênticos.

Considerando que o Google é hoje um dos mais importantes, e que todos esses serviços são vitais em meu cardápio, seja de serviços, seja de palestras, acho que minhas técnicas de exposição estão dando resultados.

Por que é importante ser bem encontrado em sistes de busca? Aqui vai uma razão bem forte: Esqueça a idéia de site como uma revista, que tem capa e que as pessoas entram e vão lendo. Cada página de um site é um veículo independente de venda e deve ter um apelo ao contato imediato.

Em novembro, apenas 30% dos visitantes (1.446 de 4.813 visitantes únicos) de meu site profissional www.mariopersona.com.br entraram pela capa ou home-page (index). 70% chegou a ele através de alguma outra página encontrada em site de busca.

De meu site pessoal www.stories.org.br, apenas 23% dos visitantes (3.921 de 16.850 pessoas) entraram pela home-page. 77% chegaram por outro caminho.

Em novembro, o site www.widebiz.com.br teve apenas 15,94 % dos visitantes (3.341 pessoas) chegando pela página principal. Moral da história: o miolo é mais importante do que a capa. E vale a pena investir em técnicas de classificação nas principais search engines. Todo investimento nessa área é investimento economizado em propaganda convencional para trazer gente ao seu site.

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