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Estou tendo o privilégio de ler o manuscrito do livro "O Poder da Camisa Branca - Instrumento Preciso para o Desenvolvimento da Gestão Participativa", de Antonio Guerreiro Filho. O autor é meu amigo e fiz algum trabalho para ele, quando era diretor da divisão Fumagalli da Rockwell do Brasil.

Antonio é o típico exemplo do "self made man". Começou aos seis anos de idade, vendendo repolhos para ajudar a mãe, e chegou a diretor de uma das maiores indústrias de rodas de automóveis do mundo. O livro é sobre a filosofia de gestão participativa que criou, já implantada em mais de duzentas fábricas de todo o mundo.

Mas seu livro, escrito a quatro mãos com sua filha, a jornalista e editorialista do Estadão, Márcia Guerreiro, não tem nada desses compêndios anti-insônia de gurus traduzidos. Está mais para "Meu pé de laranja lima" do que para um trabalho hermético dirigido a iniciados. É uma crônica, e das boas.

Por isso estou gostando. Nem poderia ser diferente, pois a própria filosofia da "Camisa Branca" é a mais acessível forma de gestão que já conheci. Para ser compreendida e assimilada por qualquer um, do operário ao presidente. Bem, se este quiser assimilá-la, já que o método -- comprovado, diga-se de passagem -- dá voz a todas as camadas da produção. E resultados. Aqui vai um tira-gosto:

"O guru Peter Drucker, em entrevista à Wired Magazine, divulgou a idéia de se encarar a organização como uma banda de jazz, na qual todos criam a partitura enquanto tocam. 'Soa bonito, porém ninguém realmente descobriu uma maneira de se fazer isso', considerou".

E aqui Antonio Guerreiro não deixa por menos, e assinala: "A Filosofia da Camisa Branca é a maneira de melhor se fazer isso. Praticada desde 1984, essa forma de trabalhar alimentando a curiosidade, a sagacidade e a experiência humana sem nenhuma forma de repressão, transformou-se hoje em modelo para muitas empresas espalhadas pelo mundo".

O manuscrito está passando por uma revisão e ainda não há data para lançamento do livro. Vou continuar lendo e certamente darei à luz uma crônica sobre o assunto. Guerreiro é um desses brasileiros que faz e assina embaixo. Como o John, da crônica de hoje. E você, assina embaixo?

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