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E o streaming levou...

"Lost" é uma ilha cercada de piratas por todos os lados, e seus produtores sabem disso. Para evitar que o episódio final da série caísse na mídia paralela, decidiram transmitir o programa para outros países, além dos EUA. Não adiantou.


Na noite da despedida era possível encontrar vários canais retransmitindo em tempo real e informal no Justin.tv, site de streaming. Amarrados a mil contratos e interesses, os produtores ainda não conseguem evitar as retransmissões.

Ao contrário do vídeo baixado ou vendido no camelô, no streaming nada é baixado ou comprado. Você vê enquanto passa - como acontece no Ustream, Stickam, Livestream e Justin.tv. Nestes sites, não apenas qualquer um pode ter seu canal de TV, como também até as rádios mudaram sua natureza. Viraram TVs, transmitindo em tempo real seus DJs no estúdio.

Eu não sei como será a Copa de 2010, mas para 2014 pode apostar que vai ter torcedor transmitindo jogo em streaming com comentário personalizado para a namorada, direto da arquibancada. Enquanto isso as redes legais de TV terão pago milhões por contratos com uma exclusividade só de papel.

Para evitar isso, cinema e TV apostam em tecnologias como HD e 3D. Eu já vi esse filme, quando os disquetes de software vinham encriptados, as caixas traziam etiqueta holográfica e os CDs e DVDs eram travados com tecnologia alienígena para jamais serem copiados.

O que os produtores não entendem é que não estão combatendo a Máfia, mas uma legião de vídeo-grafiteiros de viadutos virtuais. São adolescentes que viram a noite ripando, traduzindo, legendando e retransmitindo o último episódio da série só pela adrenalina do desafio e a consagração no underground.

Algumas redes de TV colocam fiscais escovando sites streaming para bloquear seus programas. Mas isso é como chutar cogumelos: você destrói um e na manhã seguinte há centenas nascidos de seus esporos.

Se os estúdios procurassem entender e explorar isso, poderiam lucrar justamente por meio daqueles que querem erradicar. Porém a letargia do parque de dinossauros do cinema segue o mesmo caminho da indústria da música, ignorando que as novas tecnologias irão fossilizar os velhos modelos. É nisso que dá deixar o jurídico cuidar do marketing.

Mas já tem gente ganhando quieto com o streaming on demand de sites como o Youtube. Você já viu o vídeo JK Wedding, dos padrinhos dançando no casamento? Será que os noivos pediram permissão ao Chris Brown para usarem sua música "Forever"? Never!

Como fazem milhões de Youtubers, que brincam de karaokê ou usam música de fundo no vídeo do bebê, o casal tocou e Chris Brown não dançou, mas lucrou. Com os mais de 50 milhões de views só no Youtube, esse estranho amasio da pirataria com o estúdio fez as vendas da música dispararem para o quarto lugar no iTunes e terceiro na Amazon.

Na tentativa de ver se acabo com minha TV a cabo, que vive reprisando "Identidade Bourne" ad infinitum, tenho pesquisado uma alternativa Web para embalar meu sono no sofá. Hulu e Netflix ainda não funcionam no Brasil, mas já existem opções legais que passam em meu notebook conectado à TV.

O TerraTV oferece um grande acervo de séries em streaming on demand, inclusive "Lost". Diferente do site Justin, você pode parar os filmes para ir ao banheiro, como faz no Youtube, que já tem filmes grátis e filmes novos alugados (só nos EUA). Outras redes, como MundoFox, também embarcaram no modelo, e a EnterPlay saiu na frente alugando filmes para iPad e smartphone.

Na NetMovies há um acervo de clássicos que me agradou. Estou vendo filmes que meus pais viram no cinema quando eram namorados. O problema é que mergulhar numa sessão corrida de clássicos dos anos 40 e 50 começou a exercer uma influência negativa em mim. Pode ser impressão, mas senti uma vontade louca de começar a fumar.

Para evitar o vício, avancei alguns anos e ingressei nos saudosos clássicos de faroeste, cuja fumaça de locomotivas, Colts e Winchesters não poderão me influenciar. Mesmo assim, se souber de alguém que queira vender um cavalo, me avise.

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Ano de Publicação: Set / 2009
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ISBN: 978-85-7312-567-2



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E a gorjeta, doutor?

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