Pesquisar este blog

O que fazer quando o mundo não acaba

Muita gente esperava pelo fim do mundo que não veio na data marcada. Sim, digo muita gente, porque existe um desejo secreto em cada um de nós de não precisarmos voltar a trabalhar na segunda-feira. Ou você não reparou que o fim do mundo da profecia Maia caiu numa sexta? E agora, o que fazer já que o mundo não acabou?

Inventores

Quando aprendi a ler não queria ser escritor, mas inventor, o que não deixa de ser a mesma coisa, só que diferente. O inventor descreve o que inventa e o escritor inventa o que descreve. O primeiro precisa provar que funciona, o segundo não.

Meio estilo

Antes de querer ser palestrante eu quis ser escritor. Apesar de escrever desde que aprendi a escrever -- e ter um poema em inglês publicado aos 17 anos de idade -- foi na década de 1990 que encontrei meu estilo. Bem, chamar de "meu estilo" é muita pretensão, porque "meu estilo" eu copiei de alguém muito melhor do que eu. De quem? De um que dizia: "Você só consegue explicar aquilo que entendeu".

Conversa de elevador

Escrevo do quarto do resort onde estou hospedado para ministrar uma palestra daqui a pouco e falar de vendas e mudanças para representantes comerciais. Acordei cedo, fui ao restaurante tomar café e cumprimentei com um "bom dia" a todos os que fizeram contato visual. Eu não sabia quem era ou não do evento, portanto o melhor foi sorrir e cumprimentar geral.

Habitos tecnologicos

Todos temos hábitos, alguns adquiridos na infância e abandonados para o bem da convivência em sociedade. É normal um bebê soltar pum em público, mas depois de crescido ele aprende que isso não convém, principalmente em um local fechado e apinhado como um avião. Mas em todo voo tem sempre alguém que se esquece de desligar o celular, além do hábito pueril.

Acabou o papel!

"ACABOU O PAPEEEELLL!" Quando um grito assim ecoa pela casa todos sabem que a coisa é séria. Isso se existir mais alguém por perto, caso contrário a situação passa de séria para extremamente grave. Como fazer sem papel? Não há como.

Independencia e Sorte

Gosto de ensinar. É gratificante poder dar algo a alguém. Principalmente conhecimento, que você não subtrai quando divide, mas soma e multiplica. Hoje ensino marketing para universitários. Mas já lecionei de tudo um pouco numa escola secundária. Foi há mais de trinta anos, quando eu era professor voluntário no mais interior dos interiores, muito além das Gerais dos Inconfidentes.

O Pintor em minha janela

Café também é arte. Há alguns anos criei o blog "O Pintor em Minha Janela" onde publicava algumas meditações baseadas no que eu via através da janela de meu apartamento. Quem é o "Pintor"? Aquele que todos os dias cria uma nova obra de arte a partir de um único motivo: a paisagem que vejo da janela. Se você me conhece dos outros sites e videos que produzo, como "O Que Respondi" e "O Evangelho e 3 Minutos", já deve ter percebido que não me canso de falar desse Pintor ou de sua habilidade.

A nuvem

Meu e-mail estava mais lento que o normal. Entendi a razão da lentidão quando percebi que o amigo que viajava pela América do Sul tinha enviado um anexo gigantesco. "Seria a Cordilheira dos Andes?" -- pensei. Não, não era uma montanha de rocha, mas das fotos que ele tirou por lá. Mal sabia eu que no dia seguinte receberia outra montanha, depois outra... até uma cordilheira fotográfica entupir meu computador.

A expansao do ser humano

Há mais de quarenta anos o homem chegava à Lua. Foi um momento de conquista e glória para a humanidade. Finalmente tínhamos alcançado as alturas. Agora tudo indica que o ser humano está empenhado em alcançar as larguras.

O inventor da economia

Você toca um interruptor na parede de sua casa e uma luz fluorescente ilumina a garagem. Um controle remoto permite a você destravar a porta do carro, e com outro você aciona o motor de corrente alternada que abre a porta da garagem. Enquanto você dirige, o motor de seu carro faz funcionar um alternador que transforma energia mecânica em elétrica para recarregar a bateria. Do alto falante do rádio do carro a voz do locutor traz as últimas notícias.

Maquinas, pescadores e top models

Era uma terça-feira. O serralheiro chegou, abriu sua enorme caixa de ferramentas e foi logo justificando a quantidade de equipamentos que usaria para fazer uma instalação em minha casa:

— Sabe como é, 'doutor', quando o assunto é ferramenta eu não faço economia. Estas maquininhas me ajudam a ter mais tempo para descansar.

Fiz de conta que estava impressionado com a furadeira e o esmeril que ele exibia com orgulho.

Com a lingua nos dentes

O êxodo de profissionais que saem do Brasil para viver e trabalhar no exterior não é coisa nova. Começou no regime militar, mas naquele tempo eles eram exilados ou deportados. Hoje são expatriados. Ser expatriado é dar um passo no ar, pois não basta conhecer o idioma, as leis e o modo de vida do país destino. Há nuances culturais que podem se transformar em verdadeiras pedras no sapato, expressão que só fará sentido se a população do país não andar descalça ou de chinelos.

Encantamento

O apito do navio é de tirar o fôlego. Forte, grave, resoluto. Um momento mágico. Ser embalado por aquele gigante de aço, enquanto a cidade encolhe no horizonte, traz um misto de fragilidade e poder. Sou um príncipe e o conto de fadas agora é aqui. Será que aquilo ali é um sapatinho de cristal? A fantasia está só começando.

A Internet e a comunicacao sem papel

Quando saía para ir a uma feira de tecnologia, perguntei ao meu filho se queria que eu comprasse algum livro de informática em uma das livrarias da exposição. Respondeu que não, pois estava conseguindo bons textos de programação na própria Internet e seu notebook lhe dava a mobilidade necessária para ler em qualquer lugar. E quando ele falava em mobilidade, pode acreditar. Não era incomum vê-lo levar o notebook ao banheiro, ou ficar digitando na cama com o micro sobre a barriga.

Mamae, eu quero um Tablet!

Então você é daqueles que acham que não será feliz se não tiver um tablet, não é mesmo? Eu também sou assim. Ou era, até comprar o meu. Gosto de novas tecnologias, mas também tenho aprendido que elas podem roubar um tempo precioso se as adotarmos apenas "porque sim", sem julgar nossa real necessidade.

Parem as maquinas!

Quando eu era criança, se alguém me perguntasse qual seria o futuro do jornal eu saberia responder: o açougue. É que na época eu achava que jornal eram aquelas folhas enormes que entravam em nossa casa de duas maneiras: para meu pai ler ou embrulhando a carne.

A hora do Abreu

O tropel de trezentos cavalos ecoou pelo vale quando o pedal do acelerador sentiu o toque da espora do dono. O motor do SUV respondeu rápido e os enormes pneus obedeceram à tração nas quatro rodas, fazendo o veículo escoicear em meio a uma saraivada de pedras e barro. Pelo retrovisor já não era possível enxergar a trilha, oculta por uma cortina de fumaça.

Postagens populares

Loading...