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A Internet e a comunicacao sem papel

Quando saía para ir a uma feira de tecnologia, perguntei ao meu filho se queria que eu comprasse algum livro de informática em uma das livrarias da exposição. Respondeu que não, pois estava conseguindo bons textos de programação na própria Internet e seu notebook lhe dava a mobilidade necessária para ler em qualquer lugar. E quando ele falava em mobilidade, pode acreditar. Não era incomum vê-lo levar o notebook ao banheiro, ou ficar digitando na cama com o micro sobre a barriga.


Esses novos hábitos demonstram a revolução que a Internet está causando na leitura e no uso do papel de uma maneira geral. Hoje uma das molas que impulsionam o comércio na Internet é a venda de livros, e a possibilidade do próprio livro, jornal ou revista vir em formato eletrônico já é uma mudança histórica causada pela entrada da rede em nossa vida.

Hoje é possível adquirir livros eletrônicos para serem lidos em dispositivos próprios para isso. Você paga online, obtém permissão para retirar o arquivo e depois o transfere do micro para a memória de seu equipamento para leitura. O mercado já oferece diversos desses dispositivos usados para a leitura de livros eletrônicos, ainda sem um padrão único. Aquele que conseguir se impor como padrão poderá definir nossos hábitos de leitura no futuro.

Não apenas os livros, mas jornais e revistas têm suas versões online. E outras formas de textos e documentos vão seguindo o mesmo rumo, causando uma revolução também nas empresas e repartições públicas, onde o documento eletrônico chegou para ficar. Receitas médicas, processos e guias de pagamento de taxas e impostos já têm suas versões eletrônicas. Se a preocupação com a burocracia era que o mundo pudesse acabar em papel, podemos dormir tranquilos Se depender da Internet, essa ameaça está afastada.

Aliás, um pretenso fim do mundo foi também o assunto em pauta na Internet, quando esta permitiu que todo o mundo acompanhasse um eclipse online. Na ocasião, pelo menos quatro notícias que li na Web faziam alarde do eclipse. E curiosamente, citavam a cidade de Alto Paraíso de Goiás, aparentemente a cidade com maior concentração de místicos do território nacional e prato cheio para repórteres em ocasiões assim.

Estive lá pela primeira vez no final da década de 70, quando o lugar ainda não estava na moda. A julgar pela experiência que passei, posso afirmar que a falta da Internet e a necessidade de se utilizar papel trazia, na época, dificuldades até na comunicação interplanetária. Corro o risco de ser apedrejado por algum ufologista mais exaltado, mas a história é curiosa demais para deixar de ser contada.

Há em Alto Paraíso uma montanha conhecida por Morro da Baleia, por causa de seu formato. Como naquela época meu físico ainda não lembrava a montanha e eu era capaz de escalar mais que um lance de degraus, um rapaz apareceu por lá dizendo-se capaz comunicar com extraterrestres. Pediu que eu o acompa-nhasse ao cume, que é o pico formado pela cauda da baleia, com mais de 1.500 metros de altitude. Segundo ele, um disco voador iria passar sobre o local e o melhor ponto para fazer um contato telepático seria o pico da montanha. Não me pergunte o por quê de ele precisar subir algumas dezenas de metros para receber uma transmissão vinda de uma nave a milhares de quilômetros no espaço.

O rapaz disse que iria psicografar a mensagem que iria receber dos ETs. Como em 1978 ainda não existia Internet, email ou Skype, tudo o que ele levava era um lápis e uma folha de papel para anotar a mensagem proveniente do espaço. Lá fomos nós em direção ao cume, com uma breve parada no caminho -- o corpo da baleia -- para que meu amigo fizesse suas necessidades terrenas. Com a privacidade garantida por uma pedra suficientemente grande para esconder de meu campo de visão o autor e sua obra.

Quando chegamos ao cume, aguardei, curioso, que ele começasse seu processo de comunicação e psicografia. Mas nada aconteceu. Depois de uma boa olhada ao redor, o rapaz disse que já poderíamos descer. A essa altura, morto de curiosidade, perguntei se não iria psicografar a mensagem. Até hoje dou boas risadas quando me recordo do detalhe técnico que impediu aquele contato com os ETs. Ele tinha usado todo o papel.

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Influencie!: Como Expor Suas Ideias e Convencer Qualquer Pessoa em Apenas 7 Minutos
Michael Pantalon

Imagine ter o poder de negociar um aumento com o chefe, fazer com que os funcionários cheguem no horário, que os filhos arrumem os quartos, pessoas parem de beber ou fumar ou ainda ajudar uma pessoa a mudar algo nela que ela mesma queira. Parece a descrição de um mundo perfeito e impossível, mas não é. Tudo começou com um convite de um hospital, que atendia pessoas que sofreram algum acidento relacionado ao alcoolismo. Eles queriam alguém que pudesse convencer estas pessoas de que aquele comportamento relacionado à bebida iria levar a um destino trágico.

O primeiro passo utilizado pelo autor é muito simples, mas possui um caráter transformador. Como convencer uma pessoa de que está trilhando um caminho errôneo? Com o uso da razão, todos diriam. Mas tudo o que uma pessoa resistente não quer é ouvir a razão vinda de outro. Assim, ele descobriu que o melhor caminho era utilizar as próprias razões de alguém para convencê-la a mudar. O resultado foi tão impressionante que este procedimento se tornou padrão e hoje faz parte da rotina do setor de emergência e de grandes traumas dos hospitais e pronto-socorros dos Estados Unidos.

O método desenvolvido pelo autor é construído com seis perguntas muito simples. A obra mostra como promover a mudança, ajudar os outros a encontrarem suas próprias razões para mudar, como identificar os diálogos mais eficazes e elaborar um plano de ação para obter os melhores resultados. Influencie! Propõe técnicas baseadas em um método motivacional com resultados muito bem-sucedidos em milhares de experiências clínicas.

Atualmente, os métodos sugeridos pelo livro são utilizados em empresas, hospitais, universidades, consultórios, centro de reabilitação, entre outras instituições. O livro traz exemplos práticos da aplicação da técnica, seja no ambiente familiar ou profissional, na realização de uma palestra ou no atendimento a um dependente químico, na busca por uma ascensão na empresa ou na busca de um novo emprego.

Editora: Lua de Papel
Autor: MICHAEL PANTALON
ISBN: 9788563066817
Origem: Nacional
Ano: 2012
Edição: 1
Número de páginas: 224
Acabamento: Brochura
Formato: Médio
Código de Barras: 9788563066817

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E a gorjeta, doutor?

3 comentários:

  1. Interessante ver como a internet junto a todos os recursos tecnológicos (smartphone, tablets, etc) mudaram nossas culturas. Eu nunca deixo meu celular em casa, é como se estivesse faltando algo.
    Excelente texto.

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  2. Este texto, excetuando-se o assunto principal, a internet, me ensinou a ter paciência com assuntos (aparentemente) irrelevantes, contudo com importância futura. (O assunto: necessidades fisiológicas; A importância: uso de todo o papel impedindo escrever)

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