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O inventor da economia

Você toca um interruptor na parede de sua casa e uma luz fluorescente ilumina a garagem. Um controle remoto permite a você destravar a porta do carro, e com outro você aciona o motor de corrente alternada que abre a porta da garagem. Enquanto você dirige, o motor de seu carro faz funcionar um alternador que transforma energia mecânica em elétrica para recarregar a bateria. Do alto falante do rádio do carro a voz do locutor traz as últimas notícias.





Trafegando sob a rede elétrica, você nem repara nos transformadores pendurados nos postes, enquanto pensa no novo notebook wireless que comprou, que funciona graças às portas lógicas de comunicação de dados. Talvez você não saiba, mas toda essa tecnologia tem um pouco de um homem que merecia o título de "Inventor da Economia".

Sem ele sua lâmpada não seria econômica, você teria de abrir a porta da garagem no braço e fazer o carro pegar no tranco. E pode esquecer o rádio e o controle remoto. Se você hoje economiza seus músculos, é graças aos muitos dispositivos elétricos derivados das idéias de nosso "Inventor da Economia". Sabe de quem estou falando?

Thomas Edison? Não, a lâmpada fluorescente de sua garagem é seis vezes mais eficiente do que a inventada por Edison. Guglielmo Marconi? Também não. Ele era adolescente quando nosso "Inventor da Economia" já brincava de fazer rádio. Alexander Graham Bell? Você está falando do homem que "inventou" de novo o telefone que já tinha sido inventado por Antonio Meucci? Não é ele. E por falar nisso, o telefone não funcionaria sem o alto falante que nosso "Inventor da Economia" idealizou.

A resposta correta é Nikola Tesla, um homem tão avançado para sua época que até brincavam que ele tinha vindo de outro planeta. Graças a esse inventor extraordinário, nascido onde é hoje a Croácia, nossa vida ficou muito mais fácil. Tesla estudou na Áustria, formou-se na Tchecoslováquia, e viveu na Hungria e França antes de mudar-se para os Estados Unidos, onde morreu em 1943. Ou voltou ao seu planeta de origem, se preferir.

O que fez a biografia dele ficar ainda mais interessante para mim foi saber que Tesla inventava de cabeça, do mesmo jeito que Ludwig van Beethoven compunha suas sinfonias depois que ficou surdo. Nikola Tesla simplesmente desenhava na mente sua invenção inteira antes de construí-la, como se sonhasse acordado. Por que me interessei por isso? Bem, guardadas as devidas proporções, é assim também que escrevo muitas de minhas crônicas: na memória.

Isso permite que eu escreva em lugares onde seria impossível usar meu notebook, como durante o banho. E foi o caso do final que criei para esta crônica, concebido inteirinho sob o chuveiro. Se neste aspecto sou um pouquinho parecido com Nikola Tesla, em outro sou completamente diferente: ele tinha memória fotográfica, eu não. Por isso você vai me odiar ao saber que o final que escrevi enquanto minha cabeça borbulhava de xampú eu simplesmente esqueci!



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