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Não bebo leite de vaca

Não bebo leite de vaca. Não por não gostar, mas por me causar enxaquecas. Sou alérgico, talvez. Por um bom tempo fiquei só no café, até voltar ao antigo deleite. Só que de cabra.

Voltei ao prazer de sorver, devagarzinho, o café com leite quentinho da manhã. [Pausa para tomar um gole.] Adivinhou. Escrevo enquanto bebo meu leite quente numa manhã fria, antes que o dia acorde. Meu momento individual de secreto prazer, bebericando minha fórmula exclusiva no canto da caneca. Caneca tem canto?

A minha tem. Ganhei num estande da Continental Airlines* em um evento da HSM Management e não larguei. Ela tem borda enquadradada, com um biquinho perto do cabo. Uma sensação que é um misto de mamar na vaca com beber do bico do bule. Uso leite de cabra em pó fabricado na Bélgica e embalado com a marca Scabra numa lata que avisa que vai se chamar Caprilat. [Pausa para tomar outro gole.]

Café com leite seria de mentirinha sem um bom café. O meu é solúvel, mais cremoso. O nome no vidro preto e azul é longo: Iguaçu Premium Freeze Dried Liofilizado – processo de comida de astronauta. [Outra pausa, outro gole.] Uma colherinha de açúcar mascavo e algumas gotas de Melville, mel com própolis da Superbom, formam a pitada exótica do sabor. [Último um gole]

Terminei meu café com leite, mas não meu assunto. Pegue seu café e venha comigo para a Rússia da primeira metade do século vinte. Vamos visitar Nikolai Kondratieff, criador das ondas que o levaram à morte pelas mãos de Stalin, que enxergou na teoria uma apologia ao capitalismo. Ao observar o comportamento sócio-econômico, cultural e tecnológico do mundo, Kondratieff percebeu um padrão cíclico, explorado por outros estudiosos após sua morte.

Sopre devagar a superfície de seu café e você verá uma série de ondas como as que Kondratieff quis mostrar. Uma começou em 1800, quando o vapor costurou a indústria têxtil. Seu impacto nas pessoas foi no vestir. Cinqüenta anos depois, as estradas de ferro massificaram o transporte em massa. Começamos a viajar. [Enquanto você toma seu café.]

O século virou e a onda do consumo de uma indústria movida com eletricidade nos alcançou. Enquanto eu nascia, a indústria automotiva transformava a mobilidade individual em essencial e o século terminaria com a tecnologia criando uma aldeia global de informação, conhecimento e capital intelectual. Bom negócio? Pergunte às escolas e faculdades, que não param de abrir.

E o negócio futuro? Calma, tome mais um gole. É de cabra? Quentinho e cremoso? O que vem depois é assim. Café com leite. De cabra, cremoso, mascavo, liofilizado, individualizado com própolis e mel, degustado do canto de uma caneca exclusivamente enquadradada. Entramos na onda do bem-estar, da saúde, das academias, das trilhas ecológicas, do ironman e da ironwoman. Estamos em Atenas.

É a era da individualização exacerbada, da sociedade casulo, na qual cada um quer ser o Matrix gerador de seu Neo particular. Com sua mezinha individual e poção de deleite, composição de marcas e sabores para uma experiência só minha, cremosa e quentinha. Bebericada no canto de minha redoma enquadradada, hermética e segura, da qual me relaciono com um mundo conectado à minha caneca.

Você também deve ter sua receita particular. Nem que seja de brincadeira – é café com leite. Ajuda a extravasar seu estilo próprio, sua marca, seu blend. Pode usar o mel com própolis, o solúvel liofilizado, o leite de cabra e a caneca de borda enquadradada, tudo igual e da mesma marca, mas seja original ao menos na temperatura. Ou no bolso.

Falo das reuniões em que todos trazem aquele olhinho de asterisco branco espiando do bolso da camisa. Todos têm Montblanc. Não preciso ser caro para ser original. Para cada reunião uso uma caneta distinta e saio do lugar comum. Tenho várias, de diferentes hotéis, feiras e promoções. Posso escrever, perder e esquecer, não faz mal. Todas Bic, mas cada uma original, diferente, inesperada. Não bebo leite de vaca.

Problemas ou oportunidades?

Aquele trecho da praia é horrível – comentou o recém chegado amigo que caminhava ao meu lado. – Só tem pedras; é um problema caminhar por lá. – completou. Tinha razão. Passei pelas pedras para chegar ali. Tropecei, escorreguei, feri meus pés nos corais. A praia seria melhor sem elas. Ou não?

Escrevo da Costa do Sauípe, Bahia, onde falo sobre as melhores práticas na conquista e retenção de talentos para uma platéia de empresários de tecnologia da informação. Minha missão no Reseller Forum da IT Midia é ensinar como identificar e trazer à tona o talento potencial escondido nas pessoas.

Porém todos parecem preocupados demais com as pedras. Não as da praia, mas as que impedem o andar suave de seus negócios. Afiadas, escorregadias e assoladas pelas ondas de um mercado inconstante, são um perigo para quem já vive com a água dos impostos e juros altos batendo no queixo. Ou para quem vê o preço de seus produtos e serviços achatados como a plana areia na qual imprimo a marca de meus pés.

Antes de voltar, decidi fazer uma última caminhada pela praia, apesar do prenúncio de chuva. Sim, as pedras continuam lá, mas hoje não passei por elas com pressa. Parei para observá-las de perto. Ao invés de enxergá-las como problema, tentei descobrir alguma oportunidade. Foi o melhor da caminhada.

Descobri que em épocas remotas um vulcão deixara suas pegadas ali. Um espetáculo que ninguém viu foi preservado numa cápsula do tempo que agora se abria diante de meus olhos. Um monumento à competição ígnea entre lava, rochas e seixos que um dia disputaram aquele mercado, se amalgamando numa formação que só era bela e oportuna para olhares menos preocupados com o caminhar e mais atentos às oportunidades escondidas nas pedras das dificuldades.

Antes que nuvens escuras velassem o sol e escurecessem o mar, um imenso bloco de cristal branco piscou sua luz refletida por entre pálpebras de negra lava encimadas por cílios de corais. Rugas de seixos coloridos engastados na rocha eram testemunhas de séculos de ondas, imóveis e insensíveis aos pequenos caranguejos que sapateavam sobre sua pele pétrea e enrugada.

Enquanto as novas descobertas iam se revelando diante de meus olhos, percebi que aquele era o mais belo, rico e vibrante trecho inserido na monotonia da praia. Então outro problema surgiu: uma chuva intensa veio fustigar minha pele. Senti sua massagem vigorosa e refrescante como mais uma dificuldade que se transformava em oportunidade.

Sucumbi às recordações infantis de chuvas proibidas. A criança em mim chapinhou seus pés numa poça enquanto meu lado adulto vigiava para certificar-se de que ninguém nos observava. Um casal ao longe fugia da chuva que para eles era um problema. O mesmo problema que um dia foi visto como oportunidade pelo inventor do guarda-chuva, do limpador de pára-brisa ou da capa impermeável. Ou pelo poeta que cantou suas gotas e o artista que a imobilizou com seus pincéis.

Num movimento involuntário elevei meus olhos das pedras para o céu em busca do Artista. Um imenso arco-íris fazia a ponte entre terra e mar, envolvendo as nuvens sombrias numa aliança multicor. Eu nem precisava caminhar até seu fim para encontrar o pote de ouro. Estava bem ali onde antes só via problemas para os meus pés. Pedras escorregadias, afiadas e açoitadas pelas ondas do mar.

Desapareci!

Você já quis ser invisível? Eu também. A primeira vez foi quando um menino prometeu me esperar no portão da escola para bater em mim. Nem comi o lanche, achando que podia sair de perfil sem ser visto. Naquela época teria sido bom, mas agora está sendo um pesadelo. Ontem descobri que estou invisível.



Eu já conhecia o poder do Google, mas não imaginava que pudesse me fazer desaparecer. Ele pode, acredite. Se buscar por mim, eu sumi. Bem, se procurar por meu nome, ainda vai me achar em... deixe-me ver... tec-tec-tec... 27.200 lugares. Mas são páginas de terceiros que publicam meu nome, mas meu site está invisível. Pelo menos no Google.

Tudo começou com um e-mail que recebi ontem do Google Search Quality Team:

"Detectamos que algumas de suas páginas utilizam técnicas que infringem nossos parâmetros de qualidade. Para preservar a qualidade, removemos temporariamente essas páginas de nossos resultados. No momento as páginas mariopersona.com.br foram agendadas para remoção por um período de pelo menos 30 dias".

O que significa? Bem, significa que posso tirar 30 dias de férias, porque das 50.539 pessoas que me visitaram nos últimos 30 dias, 47.164 vieram através do Google. Se fizer uma continha verá que precisarei de 15 dias para receber o número de visitantes que recebia em um dia. Recebia, até ontem.

Vaias para o Google? Não, palmas para o Google. Se não existisse um critério assim, todas as suas buscas acabariam em sites oferecendo Viagra, emagrecedores, ou uma parceria nos 50 milhões de dólares deixados por algum ditador africano morto. Sem falar naquela seqüência de páginas eróticas que abre quando você clica em um link que não devia, e você tenta desesperadamente fechar antes que seu chefe veja. O submundo dos spammers ganharia os primeiros lugares nas buscas.

Sou tão velho na Internet, que quando comecei, se alguém dissesse "Google" ia escutar coisas do tipo "Saúde!", "Deus te crie", "Não arrota na mesa, menino!". O serviço simplesmente não existia. Os sites de busca da época eram movidos a manivela e não passavam de diretórios ou listas de links acrescentados manualmente.

Depois vieram os robôs automáticos, nem de longe tão sofisticados quanto o Google atual. Eram tão míopes que, se você quisesse ser achado e ter sua página indexada, era preciso encher seu site de palavras-chave. Ou ficaria invisível, como estou agora.

Hoje o Google é inteligente o suficiente para classificar seu site por critérios de relevância complexos e secretos, mas que certamente não se baseiam meramente nas palavras-chave como faziam os buscadores antigos.

Meu site atual tem quase dez anos, e eu mesmo o fiz aproveitando velhos códigos html e técnicas de outros sites que tinha antes. De lá para cá só acrescentei conteúdo e mudei o visual, retocando minhas fotos para parecer mais jovem. Nos bastidores tudo continuava igual, inclusive o excesso de palavras-chave. Continuava, até ontem.

Passei a madrugada fazendo uma lipoaspiração nas mais de 800 páginas de meu site para extrair toda a gordura. Depois corri avisar o Google que já fiz a lição de casa. Agora é esperar.

Longe de mim querer ludibriar o sistema. Há muito eu já tinha percebido que o excesso de palavras-chave não fazia efeito algum na colocação que minhas páginas alcançavam nas buscas. A relevância vinha mesmo do conteúdo e dos milhares de sites que publicam minhas crônicas e entrevistas, e apontam para mim. O QI, ou "quem indica", é um dos critérios do Google.

Outra coisa que descobri foi que a maioria dos visitantes são estudantes, não clientes. As principais páginas de entrada são as de entrevistas, cuja íntegra eu publico no site depois que os jornais e revistas publicam apenas uma ou duas frases minhas. Qualquer um que me visite irá perceber que não vendo Viagra, não herdei uma fortuna na Nigéria, e não consigo emagrecer nem a mim mesmo.

Se você leu até aqui com profundo interesse, anotando tim-tim por tim-tim tudo o que me deixou invisível para tentar obter o mesmo efeito, vou logo avisando: a técnica não funciona para o Imposto de Renda.

Reclamando do ensino

Costumamos reclamar do ensino, e há muito que precisa ser mudado, mas pouco falamos do orgulho acadêmico. Ele existe e fica correndo sob a pele de quem ensina (sim, eu também tenho, pois ensino). Esse orgulho é natural ao ser humano e nos coloca numa falsa posição de arautos da verdade. Parece existir uma necessidade (será de auto-afirmação?) do mestre mostrar ao aluno que existe um abismo entre ele e o aluno que o aluno precisará se esforçar muito para transpor (oras, pensaria o mestre, se eu dei duro ele deve dar também!).

O problema é que falta no ensino aquilo que já é lugar comum nos negócios: o cliente reina. Se no passado a relação indústria/comércio com o cliente era unilateral -- chamamos a isso de relação "push", onde a indústria empurra o que quer que o cliente consuma -- hoje essa relação é "pull", ou seja, o cliente determina o que ele vai querer e a indústria/comércio se comportam como o gênio da lâmpada para atendê-lo.

No ensino é assim? Nem sempre. Ainda prevalece a doutrina do 'calaboca moleque, que você não entende disso'. O problema é que, com a democratização total da informação, o mestre perdeu poder. Ele já não tem a chave dos oráculos do saber, já que esta foi parar nas mãos do Google.com, a maior universidade do mundo. O aluno pergunta ao Google e o Google responde do jeito que o aluno quer ouvir. E o mestre?
Bem, ele vai espernear e tentar se impor, mas o mercado acaba com isso em muito pouco tempo. Acabou a época do ensino ('push' ou empurrado pelo mestre goela abaixo). Estamos na época do aprendizado ('pull' ou sorvido pelo aluno na medida e com o tempero que ele quer).

Por tabela, é o fim também do ensino a distância que logo, logo terá que mudar para aprendizado a distância (tema do trabalho que pretendo desenvolver aqui, se conseguir recuperar o tempo perdido). Ninguém mais vai ensinar, mas todos vamos aprender. E o mestre?

Ora, o mestre passa a ser um facilitador, porque ele próprio não sabe mais do que o mestre Google, que mora na casa de seu aluno. É por esta razão que está ficando mais importante saber procurar informação do que confiar em quem ensina. Está ficando mais importante saber perguntar do que saber responder, porque a melhor resposta acaba sendo uma composição de respostas (ou outras perguntas) que cria, em associação com o conhecimento que eu já tenho, uma sinapse que resulta em um conhecimento novo e ímpar.

Quem conseguirá avaliar isso? O mestre? É difícil, pois na velocidade em que o aluno aprende (será que ainda é aluno?) o mestre não poderá parar de aprender (será que ele ainda é mestre?). É por isso que o aluno está ficando cada vez mais difícil de ser avaliado, já que o que se considera ideal hoje em um profissional é a pluralidade de seu conhecimento, que será única para cada contêiner.

Se vai ficando impossível avaliar o quanto o aluno sabe, uma nova forma de avaliação vai tomando lugar. É a que avalia o quanto o aluno duvida (ou tem dúvidas, ou questiona). A avaliação da inquietude do que busca o saber. Isto sim deveria ser avaliado, já que a universidade está perdendo seu papel e lugar de farol do conhecimento, perdida na pluralidade do conhecimento humano acessível na ponta dos dedos. Agora, Cabreira, como efetivamente avaliar isso, eu não sei. Nem o Google.
Foi ótimo fazer novos amigos, encontrar os velhos (amigos) e ainda conhecer realmente quem conhecia virtualmente. Estou falando do evento promovido no Centro Empresarial Rio pela Imprensa WEB para o lançamento de meu terceiro livro, "Gestão de Mudanças em Tempos de Oportunidades". Se foi bom?

Sou suspeito. É melhor perguntar ao seleto público de profissionais e empresários do Rio e São Paulo que assistiu minha palestra de Marketing Pessoal, antes do coquetel e autógrafos. Tudo sob o patrocínio da Editora Futura e Le Meridien Copacabana, e apoio cultural da Revista Venda Mais, Jornal do Commércio e empresas do Rio. Enquanto isso, atores do grupo de teatro empresarial Rotation interagiam com os presentes. As fotos estão aqui.

A Fernanda Do Coutto Riberti, diretora da Imprensa WEB, está pensando em repetir a fórmula do evento em outros estados. Com sua experiência na organização de eventos, deve vir coisa boa por aí.

Após o evento, aproveitei para jantar com Marco Pace, editor da Futura, para trocar idéias sobre o lançamento de meu próximo livro, "Marketing Tutti-Frutti", e comentar o recém lançado "Liberte a Intuição", de Roy Williams.

Por falar em livro, ganhei um de Carlos Nepomuceno, diretor da PontoNet e colunista do Jornal da Tarde. No site você encontra seu artigo sobre Tico & Teco, que mencionei em minha palestra. Agora Teco, meu neurônio direito, está lendo para Tico, o esquerdo, o livro "No Açúcar da Tarde", com poesias do Nepô. E você, lê poesias? Devia ler para massagear a criatividade e a intuição.

O verdadeiro poema
não tem casca de vaidade,
nem caroço de barulhos.

É sabor em fruta,
espremido: suco. [C. Nepomuceno]
No mês que termina, falei sobre Gestão de Mudanças para a equipe da Abril, a convite de Juliana De Mari, editora chefe da Você S/A. Outro convite veio do Raúl Candeloro da VendaMais, para entrevista em seu Talk Show transmitido pela DTCom em rede de TV corporativa.

Falei também no evento promovido em Bauru pelo consultor Paulo Milreu e em eventos e treinamentos "in company" para grandes empresas, antes de perceber que falei demais e escrevi de menos. Por isso você não lê uma nova crônica desde "Que medão as pessoas me dão".

No dia 27 de Junho vou ministrar dois workshops no no 5º Congresso de Lideranças do Cone Leste Paulista 2003, promovido pela ACIT - Associação Comercial e Industrial de Taubaté.

Mas nem sempre falo; às vezes escuto. Foi o que fiz, participando como aluno durante três dias do excelente curso "O Vendedor Eficaz", de Fred Móz, consultor e colega do ISCA Faculdades onde lecionamos. Eu, que ensino, também tenho muito a aprender.

A WD2Tech está disponibilizando um vídeo com uma amostra de minhas palestras. Agora vamos ao meu novo filme... digo, à minha nova crônica: "Marketrix". Acho que só faltava eu para explorar o tema, ou não? Boa leitura e bons negócios. Reais e imaginários.
C R I A D O - M U D O

Este eu ainda não comecei mas já está na fila de livros: "O Elefante e a Pulga", de Charles Handy. O livro é uma autobiografia do mesmo autor de "A era da incerteza", "Repensando o futuro" e "A era do paradoxo", que venderam mais de um milhão de exemplares em todo o mundo. Handy atuou como executivo da área de petróleo, economista, professor-fundador da London Business School e diretor-presidente da Royal Society of Arts.

Aos 40 anos, Charles Handy decidiu dar uma virada radical em sua vida e pôr em prática tudo o que vinha pregando desde a época em que trabalhava como executivo em grandes empresas -- os elefantes --, e tornar-se o que ele denominou pulga, isto é, empreendedores que dirigem pequenos negócios próprios ou autônomos.

Não se esqueça de ler também os meus livros: GESTÃO DE MUDANÇAS EM TEMPOS DE OPORTUNIDADES, RECEITAS DE GRANDES NEGÓCIOS e CRÔNICAS DE UMA INTERNET DE VERÃO
Saiu! Meu novo livro “Gestão de Mudanças em Tempos de Oportunidades” já está nas melhores livrarias para quem não puder ir ao lançamento oficial no Rio, dia 6 de maio. Ou na Internet. O livro é um excelente presente para quem você quer que mude, começando consigo.

A mudança própria envolve uma boa estratégia de marketing pessoal, assunto que vou tratar nesta quarta-feira, 23 de abril, no chat promovido pela Revista Vencer!. Começa às 19 horas.

Foi um privilégio fazer a palestra de abertura da 11a. Convenção Lojista do Piauí, em Teresina. Fiquei impressionado com um público de quase 800 pessoas e gostaria de poder ficar mais tempo e assistir as palestras de Nuno Cobra, Vicente Donini, Luiz Roberto
Carnier, Carla Galo e Edmour Saiani, mas precisei voltar logo após ouvir Renato Bernhoeft. Ótima palestra, por sinal, falando da preparação da empresa familiar para os herdeiros e vice-versa.

Semana que vem, dia 30/04, estou em Bauru falando sobre O Poder do Marketing Pessoal e de Relacionamento no Obeid Plaza Hotel, das 18 às 22 horas. É claro que não vou ficar todo esse tempo falando, já que o evento inclui coquetel, networking e autógrafos. Veja mais em www.paulomilreu.com

Depois é a vez do Rio, com o mesmo tema, coquetel e noite de autógrafos de meu novo livro "Gestão de Mudanças em Tempos de Oportunidades", da Futura. Para saber se ainda há vagas, confira em www.tuesday.com.br/rio/index.php

Você deve achar fácil ficar falando aqui, ali e acolá, mas tenho um segredo para contar: morro de medo! Verdade. Sou palestrante, dou consultoria em comunicação e preparo pessoas para falar em público, mas sou tão covarde para enfrentar o público quanto todo mundo. A dor de barriga é tanta, que só falo à vontade mesmo no banheiro. Sentado. Mas este é um assunto para a crônica de hoje, "Que medão as pessoas me dão!". Boa leitura e bons negócios.
Tive o prazer de dar consultoria para a tradução e publicação do livro “Free the Beagle”, de Roy Williams, a ser lançado no Brasil pela Editora Futura com o título “Liberte a Intuição”. O livro deve sair em Maio e é uma alegoria interessantíssima, sobre uma cachorrinha Beagle e um advogado em sua viagem até a cidade de Destino. É um livro de negócios, é um livro de estratégias, é um livro de vida, é um livro de... pense em algo e ele se encaixa. Este veio parar em meu criado-mudo em três versões: um manuscrito antes da edição inglesa, um livro de pré-edição (é, nos EUA tem muito disso) dirigido a editores e livreiros, e a tradução em português ainda não impressa. Logo, logo deve estar nas livrarias, lançamento Futura.

Enquanto isso, o livro “7 Homens e os Impérios que construíram” aterrissa no topo da pilha. Gostei de início porque o autor tomou o cuidado de escolher sete homens de negócios que já morreram. Assim a biografia fica mais completa e é menor a possibilidade de fracasso do empreendedor antes do livro chegar às livrarias, algo que foi muito comum na era ponto-com. São Henry Ford (Ford), Sam Walton (Wal Mart), Rober Noyce (Intel), Thomas J. Watson Sr. (IBM), Charles Revson (Revlon), George Eastman (Kodak) e Andrew Carnegie (Carnegie Steel). Devo ler logo, antes que meu criado-mudo quebre de tanta gente em cima...
Muitos livros são escritos ensinando técnicas para ficar milionário. A maioria não passa da velha fórmula que ensina que, para ficar milionário, você deve escrever livros que ensinem a ficar milionário. Mas, acredite ou não, eu descobri a fórmula para ficar milionário e está funcionando. Não se preocupe, você não terá que comprar meus livros para descobrir. Vou dar a dica bem aqui.

Preparado? Seja professor. Não estou brincando. A cada dia que passa vou ficando mais rico com esta atividade. Não conte para ninguém, mas a maior parte do que ganho como professor – a parte milionária do negócio – não declaro no Imposto de Renda. É que o pagamento não vem no hollerit, mas em e-mails como este que recebi de um ex-aluno.

“Fui seu aluno e formando de Administração de Empresas no último ano e tenho acompanhado suas crônicas de negócios que recebo via e-mail, sobre as quais gostaria de tecer alguns comentários.

Fico na expectativa de receber suas crônicas, já que não posso mais acompanhar suas aulas. Só estou dando conta disso agora que não as tenho mais, (na maioria das vezes na nossa vida é assim, só damos valor depois que perdemos). Por isso estou escrevendo para lhe agradecer por ter feito eu descobrir o prazer de uma boa leitura, e mais, por eu me interessar cada dia mais por Marketing e por "sacadas" como a de sua última crônica. Se possível, avise-me de palestras suas na nossa região para que eu possa assistir. Mais uma vez MUITO OBRIGADO!"


Pergunto: sou ou não sou milionário? Por falar em ensinar, renovei meu contrato com a Uninove em São Paulo para ensinar “Gestão de Negócios na Era Internet” no MBA em Gestão de Tecnologia de Informação e Internet daquela Instituição.

Agora leia “Guerra e Paz”, não o imenso livro de Tolstoi, mas a curta crônica desta semana. E aceite meu conselho: Muito cuidado com a Paz, principalmente se ela estiver perto. Pode ser perigosa. :)

Em tempo: A data de minha palestra de Marketing Pessoal em Bauru foi alterada para 30/04, mas antes disso estou em Teresina em 11/04 e, depois, no Rio em 06/05.
CRIADO-MUDO

Meu criado-mudo só não reclama do peso porque não fala. Este livro é mais um que mora lá. Ler Roy Williams já é para mim uma compulsão. Tanto que, por saber disso, meu editor acabou me convidando para ajudar na tradução e texto de orelha do próximo lançamento do autor no Brasil. Enquanto isso não acontece, o último lançamento ainda está quente do forno. É "Os mundos mágicos do mago da publicidade".

Se você nunca leu Roy Williams, pode começar por este. Mas depois leia os outros dois, "O mago da publicidade" e "Fórmulas secretas do mago da publicidade". Mas não se engane pensando que são livros para publicitários. Não são só para publicitários. Servem para qualquer pessoa que quiser descobrir os meandros do cérebro e seus efeitos na comunicação empresarial, comercial ou pessoal.

Descobri Roy Williams há alguns anos quando alguém no exterior leu uma de minhas crônicas em inglês e escreveu: "Roy Williams escreve como você". Comprei, li e corrigi: "Eu tento escrever como Roy Williams". Julgue você enquanto lê os meus livros RECEITAS DE GRANDES NEGÓCIOS , CRÔNICAS DE UMA INTERNET DE VERÃO e GESTÃO DE MUDANÇAS EM TEMPOS DE OPORTUNIDADES (final de Abril).

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