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O Robert enviou a msg abaixo para mim e para o grupo de discussão WideBiz:

Em dezembro, quando saímos em férias, minha esposa levou junto este livro, que eu desconhecia até então. Não o li nesta oportunidade, pois ela é quem
o fez. Agora, como o Carnaval não é bem a minha praia, resolvi aproveitar a oportunidade para lê-lo. Para minha surpresa, seu título é muito
modesto, ele não é um livro para ser lido apenas na praia, como diz seu sub-título, mas um livro para ficar ao alcance da mão de qualquer um que
sonha em fazer negócios através da Internet. Não é um livro para ser lido uma única vez, mas deve ser consultado repetidas vezes. É sensacional.


Ô, Robert, pára com isso senão eu incho de orgulho! :)) Graças a Deus o livro está vendendo bem. Outro dia passei pela La Selva do aeroporto de Cumbica e ele estava escondidinho. Peguei um livro, fiz a maior cara de triste e comecei a passar a mão acariciando a capa e comentando com uma vendedora, "Sabia que meu livro sofre quando fica escondido? Se você quiser fazer um livro feliz, arranja um lugar para ele na vitrine".

A moça, sabendo que esse tipo de louco não deve ser desapontado, imediatamente colocou o livro na vitrine. Será que esse é o marketing um-a-um? :))

Estou lendo o Gonzo Marketing do Christopher Locke e estou gostando. Apesar de ser o tipo de escritor que poderia ter dito tudo em um artigo (a maior parte do livro ele fica criticando outros autores, como estou fazendo com ele aqui), a idéia que mais me cativou foi a de que histórias são instrumentos eficientes na comunicação de uma mensagem, mesmo comercial.

Embora não fique bem claro onde ele traça o limite entre o comercial e o informal, a leitura que faz da Internet é interessante. Comunidades de interesses comuns que se incumbam de falar bem do produto/empresa que as patrocina (exemplo que ele deu da Ford). Acho que já vi esse filme, com outro nome: WideBiz.

Meu primeiro livro é de histórias, crônicas. O segundo (já na editora) chama-se "Receitas de Grandes Negócios" e deve sair em Abril ou Maio. O terceiro só falta escrever uma introdução, fazer uma revisão e mandar para a editora. Embora o primeiro, "Crônicas de uma Internet de Verão" tenha sido escrito no período pré-durante-pós euforia da Internet, não há o que eu mudaria ali. Algumas de minhas crônicas inclusive previam como a história se comportaria.

Quando entrei na Widesoft em 1998, levei alguma experiência que tinha obtido com meu site pessoal www.stories.org.br e do boletim diário Chapter-a-Day. Lições que aprendi com um britânico que só conheci na Web, que já estava na Web desde 94 ou 95 com idéias pouco compreendidas para sua época.

Meu discurso para a empresa foi: Criar uma comunidade de (1) formadores de opinião, dar uma (2) conotação bastante pessoal à coisa toda, usar o (3) boca-a-boca, (4) compartilhar conhecimento. Houve muitas dúvidas como:

(1) Mas eles não são os clientes que buscamos. (2) Vai parecer que a empresa é uma pessoa. (3) O normal é comprar espaço na mídia. (4) Perigo de transferir tecnologia.
Compartilhando agora um pouco da experiência disso:

1) Evidentemente, o resultado disso -- WideBiz (lista e site) -- nunca vendeu os produtos da empresa, mas funcionou como um institucional poderoso, tendo a marca aparecido até em entrevistas de publicações no exterior, dirigidas a clientes em potencial (www.outsourcing-journal.com).

(2) Esse perigo ocorreu e muita gente pensava que eu fosse dono da empresa (embora fosse apenas um diretor de comunicação contratado). Se alguém for repetir esse tipo de experiência, fique atento para descontentamento interno, do tipo "eu trabalho e ele aparece".

(3) Espaço institucional na mídia tivemos em abundância. Não do tipo compre nosso produto, mas do tipo que expõe a marca.

(4) Não existe o perigo de transferir tecnologia, mas uma imagem simpática de uma empresa que compartilha conhecimento. A Sun tem um site que é uma verdadeira enciclopédia e traz bons resultados institucionais.

Mas... onde é que eu estava mesmo? Ah! no livro Gonzo Marketing. Parodiando "Eu era feliz e não sabia", (Ataulfo Alves?) será que "Eu era gonzo marketing e não sabia?" Vou terminar de ler para dar mais opiniões.

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