Estou tendo o privilégio de ler o manuscrito do livro "O Poder da Camisa Branca - Instrumento Preciso para o Desenvolvimento da Gestão Participativa", de Antonio Guerreiro Filho. O autor é meu amigo e fiz algum trabalho para ele, quando era diretor da divisão Fumagalli da Rockwell do Brasil.
Antonio é o típico exemplo do "self made man". Começou aos seis anos de idade, vendendo repolhos para ajudar a mãe, e chegou a diretor de uma das maiores indústrias de rodas de automóveis do mundo. O livro é sobre a filosofia de gestão participativa que criou, já implantada em mais de duzentas fábricas de todo o mundo.
Mas seu livro, escrito a quatro mãos com sua filha, a jornalista e editorialista do Estadão, Márcia Guerreiro, não tem nada desses compêndios anti-insônia de gurus traduzidos. Está mais para "Meu pé de laranja lima" do que para um trabalho hermético dirigido a iniciados. É uma crônica, e das boas.
Por isso estou gostando. Nem poderia ser diferente, pois a própria filosofia da "Camisa Branca" é a mais acessível forma de gestão que já conheci. Para ser compreendida e assimilada por qualquer um, do operário ao presidente. Bem, se este quiser assimilá-la, já que o método -- comprovado, diga-se de passagem -- dá voz a todas as camadas da produção. E resultados. Aqui vai um tira-gosto:
"O guru Peter Drucker, em entrevista à Wired Magazine, divulgou a idéia de se encarar a organização como uma banda de jazz, na qual todos criam a partitura enquanto tocam. 'Soa bonito, porém ninguém realmente descobriu uma maneira de se fazer isso', considerou".
E aqui Antonio Guerreiro não deixa por menos, e assinala: "A Filosofia da Camisa Branca é a maneira de melhor se fazer isso. Praticada desde 1984, essa forma de trabalhar alimentando a curiosidade, a sagacidade e a experiência humana sem nenhuma forma de repressão, transformou-se hoje em modelo para muitas empresas espalhadas pelo mundo".
O manuscrito está passando por uma revisão e ainda não há data para lançamento do livro. Vou continuar lendo e certamente darei à luz uma crônica sobre o assunto. Guerreiro é um desses brasileiros que faz e assina embaixo. Como o John, da crônica de hoje. E você, assina embaixo?
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Acabo de receber um telefonema de um cliente avisando que já vendi 4 máquinas de costura de sacarias. Ué! O Mario Persona vende máquina de costura? Sim, esta é mais uma das muitas experiências que faço com a rede. Explico.
A Internet tem um poder tremendo na pré-venda. Minha publicidade paga é zero, todavia recebo uma média de dois pedidos de orçamento por dia de palestras, treinamentos ou consultoria.
É claro que nem todos acabam fechando (e eu nem teria tempo e qualidade se fosse atender a todos eles), mas os números mostram o poder da exposição de uma marca/produto/serviço na Web. Vejam que pesa muito minha estratégia de networking e de exposição via crônicas e artigos "semeados" em outros sites e veículos, somando hoje mais de 5 milhões de exposições de minha marca por mês a custo praticamente zero.
As máquinas que mencionei são de um cliente que me autorizou a criar uma página apenas (além de uma de formulários) com seus produtos e apliquei técnicas que utilizo em meus sites. A empresa é a WAIG.
Isso tem gerado vendas para meu cliente (eu simplesmente redireciono os pedidos para lá e recebo uma comissão), o que demonstra que qualquer pessoa, com uma boa estratégia e conhecimento da web, pode desenvolver um negócio paralelo para atrair novos clientes para seus clientes ou fornecedores.
É claro que numa segunda oportunidade, o comprador poderá ir diretamente à fonte (como acontece com os programas de filiação tipo Amazon), mas, como sempre tem gente nascendo neste mundo...
A Internet tem um poder tremendo na pré-venda. Minha publicidade paga é zero, todavia recebo uma média de dois pedidos de orçamento por dia de palestras, treinamentos ou consultoria.
É claro que nem todos acabam fechando (e eu nem teria tempo e qualidade se fosse atender a todos eles), mas os números mostram o poder da exposição de uma marca/produto/serviço na Web. Vejam que pesa muito minha estratégia de networking e de exposição via crônicas e artigos "semeados" em outros sites e veículos, somando hoje mais de 5 milhões de exposições de minha marca por mês a custo praticamente zero.
As máquinas que mencionei são de um cliente que me autorizou a criar uma página apenas (além de uma de formulários) com seus produtos e apliquei técnicas que utilizo em meus sites. A empresa é a WAIG.
Isso tem gerado vendas para meu cliente (eu simplesmente redireciono os pedidos para lá e recebo uma comissão), o que demonstra que qualquer pessoa, com uma boa estratégia e conhecimento da web, pode desenvolver um negócio paralelo para atrair novos clientes para seus clientes ou fornecedores.
É claro que numa segunda oportunidade, o comprador poderá ir diretamente à fonte (como acontece com os programas de filiação tipo Amazon), mas, como sempre tem gente nascendo neste mundo...
Na última edição de Crônicas de Negócios, usei uma expressão que pode ter desgostado alguns. Sei de pelo menos um leitor que ficou chateado. Não era a intenção. Quem escreve deve ter sempre o cuidado de não ofender ou ridicularizar. Principalmente quem escreve com intenção de marketing, como é o meu caso. Se quiser vender, não devo ofender.
A expressão, no caso, foi "chamar o hugo", a qual parece ter sido assimilada pelo vocabulário popular, tantas são as ocorrências na Internet. Mas não é só esta expressão que usa nomes próprios para dar nome a coisas, lugares ou ações.
Tem também "chamar o raul", "zé ninguém", "será o benedito!", "vou ao miguel", "maria-vai-com-as-outras", "e aí josé?", "deu uma de mané" etc. Sem contar o "joaquim" e "manoel", presenças constantes nas anedotas brasileiras. Mas nem por isso, eu que tenho "José" no nome me considero um "zé ninguém".
O ponto para o qual desejo chamar a atenção é a postura do novo profissional. Quem lê minhas crônicas sabe que não me levo muito a sério. Brinco com meu nome, com minha pessoa, com minhas circunstâncias. E nem guardo rancores se alguém zomba e ri de mim. É bom que o infeliz fique feliz.
Herb Kelleher, da Southwest Airlines, disse o seguinte, quando traçou o perfil do profissional que sua empresa procura: "Buscamos atitudes; pessoas que tenham senso de humor e que não levem a si mesmas muito a sério. Treinaremos você naquilo que for preciso, mas algo que a Southwest não pode mudar nas pessoas é sua postura natural".
Portanto, quer seu nome seja Hugo, José, Maria, Manoel, Joaquim ou Mario, relaxe. Se você levar a si mesmo muito a sério, ninguém mais levará. O nome nem sempre revela tudo. Lassie, por exemplo, a cadela mais inteligente dos seriados de minha juventude, era um cão macho! Só me contaram isso -- o mesmo caso da macaca Chita do Tarzã -- agora que tenho 47 anos de idade. A história do Papai Noel e da Cegonha, eu descobri antes.
Enfim, o importante é sua postura, não o que as expressões fazem com um nome que não é necessariamente o seu. O importante é quem você é, o que sabe e aquilo que faz. Ou escreve, como no meu caso, que o público considera 50% bom. Sei pela cópia de um e-mail que um leitor enviou ao pai:
"Oi pai, tudo bem? Conhece este Mario Persona? Todas as semanas recebo artigos dele. Alguns bons e alguns muito idiotas".
Agora leia "Marketing de Simbiose"
A expressão, no caso, foi "chamar o hugo", a qual parece ter sido assimilada pelo vocabulário popular, tantas são as ocorrências na Internet. Mas não é só esta expressão que usa nomes próprios para dar nome a coisas, lugares ou ações.
Tem também "chamar o raul", "zé ninguém", "será o benedito!", "vou ao miguel", "maria-vai-com-as-outras", "e aí josé?", "deu uma de mané" etc. Sem contar o "joaquim" e "manoel", presenças constantes nas anedotas brasileiras. Mas nem por isso, eu que tenho "José" no nome me considero um "zé ninguém".
O ponto para o qual desejo chamar a atenção é a postura do novo profissional. Quem lê minhas crônicas sabe que não me levo muito a sério. Brinco com meu nome, com minha pessoa, com minhas circunstâncias. E nem guardo rancores se alguém zomba e ri de mim. É bom que o infeliz fique feliz.
Herb Kelleher, da Southwest Airlines, disse o seguinte, quando traçou o perfil do profissional que sua empresa procura: "Buscamos atitudes; pessoas que tenham senso de humor e que não levem a si mesmas muito a sério. Treinaremos você naquilo que for preciso, mas algo que a Southwest não pode mudar nas pessoas é sua postura natural".
Portanto, quer seu nome seja Hugo, José, Maria, Manoel, Joaquim ou Mario, relaxe. Se você levar a si mesmo muito a sério, ninguém mais levará. O nome nem sempre revela tudo. Lassie, por exemplo, a cadela mais inteligente dos seriados de minha juventude, era um cão macho! Só me contaram isso -- o mesmo caso da macaca Chita do Tarzã -- agora que tenho 47 anos de idade. A história do Papai Noel e da Cegonha, eu descobri antes.
Enfim, o importante é sua postura, não o que as expressões fazem com um nome que não é necessariamente o seu. O importante é quem você é, o que sabe e aquilo que faz. Ou escreve, como no meu caso, que o público considera 50% bom. Sei pela cópia de um e-mail que um leitor enviou ao pai:
"Oi pai, tudo bem? Conhece este Mario Persona? Todas as semanas recebo artigos dele. Alguns bons e alguns muito idiotas".
Agora leia "Marketing de Simbiose"
Coloque um cão independente preso em uma coleira e ele se machuca todo tentando escapar. Não admite um limite. Pensa que sua liberdade está no espeço físico ou circunstancial a que tem -- ou pensa ter -- direito. No máximo, depois de latidos de ira, produzirá ganidos de dor e desconsolo.
Coloque um homem preso na coleira das limitações circunstanciais e o que você tem? O mesmo que um cão, se lhe faltar imaginação. Mas há uma alternativa.
John Bunyan (1628-1688), no cárcere em razão de sua fé, produziu suas melhores obras. Entre elas, "O Peregrino", um dos livros mais traduzidos do mundo e segundo em número de cópias produzidas.
Miguel de Cervantes (1547-1616) foi preso por questões financeiras por alguns meses, e foi na prisão que acredita-se que tenha imaginado e começado a escrever sua grande obra, "El ingenioso hidalgo don Quijote de la Mancha", seguida mais tarde da segunda parte, "El ingenioso caballero don Quijote de la Mancha".
Em ambos, a coleira prendeu o corpo, não a imaginação. Portanto, da próxima vez que a coleira apertar, experimente olhar ao redor. Existe uma janela por onde coleira alguma pode impedir alguém de passar. Portanto, antes de nos apegarmos à idéia de que o que tem maior valor aqui é o conhecimento, do qual circunstancialmente podemos ser privados por algum tempo, é melhor entender o que Einstein quis dizer:
"Sou artista o suficiente para desenhar livremente com minha imaginação. A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado, a imaginação rodeia o mundo" - Albert Einstein
Coloque um homem preso na coleira das limitações circunstanciais e o que você tem? O mesmo que um cão, se lhe faltar imaginação. Mas há uma alternativa.
John Bunyan (1628-1688), no cárcere em razão de sua fé, produziu suas melhores obras. Entre elas, "O Peregrino", um dos livros mais traduzidos do mundo e segundo em número de cópias produzidas.
Miguel de Cervantes (1547-1616) foi preso por questões financeiras por alguns meses, e foi na prisão que acredita-se que tenha imaginado e começado a escrever sua grande obra, "El ingenioso hidalgo don Quijote de la Mancha", seguida mais tarde da segunda parte, "El ingenioso caballero don Quijote de la Mancha".
Em ambos, a coleira prendeu o corpo, não a imaginação. Portanto, da próxima vez que a coleira apertar, experimente olhar ao redor. Existe uma janela por onde coleira alguma pode impedir alguém de passar. Portanto, antes de nos apegarmos à idéia de que o que tem maior valor aqui é o conhecimento, do qual circunstancialmente podemos ser privados por algum tempo, é melhor entender o que Einstein quis dizer:
"Sou artista o suficiente para desenhar livremente com minha imaginação. A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado, a imaginação rodeia o mundo" - Albert Einstein
Meu amigo, o médico neurologista Martin Pörtner, é um verdadeiro mago da intuição. Por sinal, é este o tema de seu site . Agora o Martin está compartilhando o que sabe em sua newsletter semanal, "Deu Háquer na Cabeça"
Intuição é o que passeia à vontade no hemisfério direito de nosso cérebro, de mãos dadas com a criatividade, sonhos e fantasias. Tudo ao som de baladas inesquecíveis, imagens indescritíveis e fatos que só ali são factíveis.
Para que esse cabedal todo -- gostou do "cabedal"? -- de sensações seja transformado em palavras, gestos e ações, é preciso criar uma comunicação que extrapole a razão. Vigiada de perto pelo nosso hemisfério esquerdo.
Isso é feito por meio de linguagem simbólica, analogias, fábulas,parábolas, entrelinhas e silêncios estratégicos. Você já percebeu que minhas crônicas são carregadas disso. Chega a irritar alguns o excesso de brincadeiras de palavras, trocadilhos, e frases que parecem sem sentido ou até absurdas. Se você estiver entre os incomodados, que se retire.
Que se retire de seus olhos o véu de uma percepção racional para deixar a mente vagar pelo não dito, mas imaginável. Malcolm S.Forbes disse que "o objetivo do aprendizado é substituir uma mente vazia por uma mente aberta". Experimente fazer isso. Não leia com os olhos. Leia com o coração.
E lembre-se: "Sorria! Você está sendo filmado!".
Intuição é o que passeia à vontade no hemisfério direito de nosso cérebro, de mãos dadas com a criatividade, sonhos e fantasias. Tudo ao som de baladas inesquecíveis, imagens indescritíveis e fatos que só ali são factíveis.
Para que esse cabedal todo -- gostou do "cabedal"? -- de sensações seja transformado em palavras, gestos e ações, é preciso criar uma comunicação que extrapole a razão. Vigiada de perto pelo nosso hemisfério esquerdo.
Isso é feito por meio de linguagem simbólica, analogias, fábulas,parábolas, entrelinhas e silêncios estratégicos. Você já percebeu que minhas crônicas são carregadas disso. Chega a irritar alguns o excesso de brincadeiras de palavras, trocadilhos, e frases que parecem sem sentido ou até absurdas. Se você estiver entre os incomodados, que se retire.
Que se retire de seus olhos o véu de uma percepção racional para deixar a mente vagar pelo não dito, mas imaginável. Malcolm S.Forbes disse que "o objetivo do aprendizado é substituir uma mente vazia por uma mente aberta". Experimente fazer isso. Não leia com os olhos. Leia com o coração.
E lembre-se: "Sorria! Você está sendo filmado!".
O e-mail que recebi foi mais um daqueles que faz o coração da gente derreter. Veio de uma aluna do curso de administração de empresas do Instituto Superior de Ciências Aplicadas, onde leciono administração de marketing. Dizia:
"Gostaria de salientar que sou sua aluna na faculdade e estou muito feliz por ainda existirem professores com tanta dedicação e, principalmente de uma forma tão fascinante. Parabéns pelo sucesso..." Terminava usando a frase "Com orgulho," antes da assinatura.
Ensinar é uma das mais importantes e valiosas profissões que uma pessoa pode ter. Infelizmente os educadores nem sempre são valorizados como deveriam na sociedade em que vivemos, mas grande parte deles não trabalha apenas pelo que ganham, mas pelo que produzem: pessoas.
Em um comercial num canal de TV norte-americano o garotinho diz ao pai que deseja ser professor. O pai pergunta por que não prefere ser médico, que é uma profissão mais importante e de mais destaque social e financeiro. É claro que o pai não falou assim para o filho, mas foi o que quis dizer. Ao que o garotinho rebateu:
"Mas, pai... não são os professores que fazem os médicos?"
"Gostaria de salientar que sou sua aluna na faculdade e estou muito feliz por ainda existirem professores com tanta dedicação e, principalmente de uma forma tão fascinante. Parabéns pelo sucesso..." Terminava usando a frase "Com orgulho," antes da assinatura.
Ensinar é uma das mais importantes e valiosas profissões que uma pessoa pode ter. Infelizmente os educadores nem sempre são valorizados como deveriam na sociedade em que vivemos, mas grande parte deles não trabalha apenas pelo que ganham, mas pelo que produzem: pessoas.
Em um comercial num canal de TV norte-americano o garotinho diz ao pai que deseja ser professor. O pai pergunta por que não prefere ser médico, que é uma profissão mais importante e de mais destaque social e financeiro. É claro que o pai não falou assim para o filho, mas foi o que quis dizer. Ao que o garotinho rebateu:
"Mas, pai... não são os professores que fazem os médicos?"
Uma das maiores preocupações de quem trabalha é não ter o que fazer. Outra á não sobrar tempo para fazer. Acontece comigo e por esta razão minha caixa de e-mail começou a receber a visita de leitores: "Cadê a crônica da semana?".
Pulei a semana do carnaval, pois sabia que se escrevesse poucos iriam ler. Mas não queria pular a semana passada. Ela me pulou. E acabei envolvido com viagens e trabalhos que conseguiram calar minha pena. Ou teclado.
Finalmente consegui rabiscar mais um "causo" nas asas da TAM, enquanto ia para Campo Grande na semana passada, para falar durante mais de seis horas em um seminário organizado pela Planee, da Simone Vieira de Moura. Hoje consegui terminar.
Mas toda essa atividade não significa lucro. Continuo ganhando mais do que mereço e menos do que consigo gastar. A dificuldade está em dizer não. Cada consultoria, palestra, seminário ou texto é um desafio apaixonante. Para fugir disso, só se for para uma ilha.
E foi o convite que recebi da IT Mídia, para moderar um Focus Group com o tema Gestão de Mudanças, no Reseller Forum, na Ilha de Comandatuba, Bahia.
Você fica agora com "Infodifusão -- a Mídia ao rés do chão".
Pulei a semana do carnaval, pois sabia que se escrevesse poucos iriam ler. Mas não queria pular a semana passada. Ela me pulou. E acabei envolvido com viagens e trabalhos que conseguiram calar minha pena. Ou teclado.
Finalmente consegui rabiscar mais um "causo" nas asas da TAM, enquanto ia para Campo Grande na semana passada, para falar durante mais de seis horas em um seminário organizado pela Planee, da Simone Vieira de Moura. Hoje consegui terminar.
Mas toda essa atividade não significa lucro. Continuo ganhando mais do que mereço e menos do que consigo gastar. A dificuldade está em dizer não. Cada consultoria, palestra, seminário ou texto é um desafio apaixonante. Para fugir disso, só se for para uma ilha.
E foi o convite que recebi da IT Mídia, para moderar um Focus Group com o tema Gestão de Mudanças, no Reseller Forum, na Ilha de Comandatuba, Bahia.
Você fica agora com "Infodifusão -- a Mídia ao rés do chão".
Em um debate na WideBiz sobre as tendências, o seguir gurus, radicalismos e coisas do tipo, o Boris Saprudsky fez alguns comentários bem equilibrados:
>As tendências apontadas podem até ser as corretas, mas são tendências, não
>realidades. Elas puxarão, entortarão a realidade do mercado na sua
>direção, como um imã, uma bússola, mas não haverá a conversão em massa.
>Existem ainda muitos degraus na escada que liga o HOJE do mercado ao "será
>assim" destas tendências.
Por isso aproveitei o gancho para viajar no passado. Tenho um passado de radicalismos. Não quero lhe falar, meu grande amor, das coisas que aprendi nos discos, quero lhe contar como eu vivi e tudo o que aconteceu comigo.
Quando todos na faculdade de arquitetura de Santos preparavam um trabalho de graduação (78/79) de grandes mausoléus de vidro e aço, o meu era um projeto de assentamento rural para sem-terra (ninguém nem usava esse termo na época -- eu os chamei de posseiros no trabalho).
Para conseguir obter informações sobre solo-cimento, energia eólica, energia solar, biogás, biomassa, indústrias alternativas, etc., passei por um complicadíssimo processo no Banco do Brasil para comprar dólares para importar livros (não tinha Internet e essa informação só existia no exterior).
No dia da apresentação metade da faculdade queria ver quem era o louco que ia apresentar um projeto onde as casas eram de solo-cimento, cobertas de palha e lascas de madeira, e o gás do esgoto voltava para o fogão da cozinha.
Viver é melhor que sonhar e eu sei que o amor é uma coisa boa, mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa. Por isso em 79 parti numa kombi cheia de tralhas para morar no mato, Alto Paraíso de Goiás. Recém casados, macrobióticos e achando que iríamos mudar o mundo, morando no mato, ensinando em escolas rurais, comendo arroz integral com ban-cha e fazendo medicina natural.
Minha incursão em movimentos estudantis tinha durado uma reunião, onde a líder (que ia à faculdade de boininha com estrelinha vermelha) pregava a violência (eu era do deixa disso). Depois de formada ela abriu uma boutique de alta moda em SP (sem boininha, e roupas só para estrelinhas). Por isso cuidado meu bem, há perigo na esquina. Eles venceram e o sinal está fechado pra nós, que somos jovens.
De uma juventude de radicalismos, aprendi a não seguir gurus. Admirá-los às vezes, mas nunca seguir homens cegamente. Meu livro de cabeceira era Small is Beautiful, um best seller na época, hoje esquecido (deve existir algo aí na rede). Do radical filtrado, muita coisa permanece hoje incorporada ao nosso dia a dia, sem percebermos que um dia alguém calou suas baionetas para defender essas idéias com a vida.
Minha dor é perceber, que apesar de termos feito tudo que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais. Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não, você diz que depois deles não apareceu mais ninguém.
Você pode até dizer que eu tô por fora ou então que eu tô inventando, mas é você que ama o passado e que não vê, é você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem. É evidente que muitas das tendências preconizadas pelos gurus de hoje serão realidade no futuro. Nem todas, como nem todos os gurus estarão com a razão.
Quando entrevistei Kevin Kelly, autor de "New Rules for the New Economy", ele apostava em uma nova forma de "grande empresa" na rede. Veja a entrevista aqui.
Mario Persona: Se a turbulência acaba sendo a norma, você acredita que não exista muito futuro para as grandes empresas incapazes de acompanhar a velocidade das mudanças?
Kevin Kelly: Não, o que acredito é que existe abundância de novos espaços. Mas teremos muitas grandes empresas, de uma diferente forma de ser grande. Grande continua a ser uma necessidade para tornar eficiente tudo aquilo que funciona. O "grande" não está fadado ao desaparecimento.
Kevin Kelly: Como já disse, não acredito que o "Grande" esteja fadado ao desaparecimento. A consolidação é algo muito natural em redes, pois o que se deseja são grandes redes, e quanto maior melhor. (Este é o efeito "N ao quadrado", ou a lei de Metacalf). Acho que podemos esperar por uma consolidação cada vez maior dos conceitos existentes; na verdade este é um bom lugar para se apostar. Mas à medida que essa consolidação vai acontecendo, novos impérios do caos estão sendo criados (Napster, por exemplo) onde levará anos até que uma consolidação faça sentido.
Ele deve considerar suas idéias válidas ainda, pois publicou um link para a entrevista em seu site . O que muita gente hoje profetiza como novidade e "guruismo", já estava no "Out of Control" de Kevin Kelly, publicado em 1994.
O que ele pensou é válido, o que ele pensa é válido, o que outros autores estão apostando é válido, se tomarmos tudo com uma mente investigativa, e não com uma mentalidade discipular. Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude, tá em casa guardado por Deus contando o vil metal.
>As tendências apontadas podem até ser as corretas, mas são tendências, não
>realidades. Elas puxarão, entortarão a realidade do mercado na sua
>direção, como um imã, uma bússola, mas não haverá a conversão em massa.
>Existem ainda muitos degraus na escada que liga o HOJE do mercado ao "será
>assim" destas tendências.
Por isso aproveitei o gancho para viajar no passado. Tenho um passado de radicalismos. Não quero lhe falar, meu grande amor, das coisas que aprendi nos discos, quero lhe contar como eu vivi e tudo o que aconteceu comigo.
Quando todos na faculdade de arquitetura de Santos preparavam um trabalho de graduação (78/79) de grandes mausoléus de vidro e aço, o meu era um projeto de assentamento rural para sem-terra (ninguém nem usava esse termo na época -- eu os chamei de posseiros no trabalho).
Para conseguir obter informações sobre solo-cimento, energia eólica, energia solar, biogás, biomassa, indústrias alternativas, etc., passei por um complicadíssimo processo no Banco do Brasil para comprar dólares para importar livros (não tinha Internet e essa informação só existia no exterior).
No dia da apresentação metade da faculdade queria ver quem era o louco que ia apresentar um projeto onde as casas eram de solo-cimento, cobertas de palha e lascas de madeira, e o gás do esgoto voltava para o fogão da cozinha.
Viver é melhor que sonhar e eu sei que o amor é uma coisa boa, mas também sei que qualquer canto é menor do que a vida de qualquer pessoa. Por isso em 79 parti numa kombi cheia de tralhas para morar no mato, Alto Paraíso de Goiás. Recém casados, macrobióticos e achando que iríamos mudar o mundo, morando no mato, ensinando em escolas rurais, comendo arroz integral com ban-cha e fazendo medicina natural.
Minha incursão em movimentos estudantis tinha durado uma reunião, onde a líder (que ia à faculdade de boininha com estrelinha vermelha) pregava a violência (eu era do deixa disso). Depois de formada ela abriu uma boutique de alta moda em SP (sem boininha, e roupas só para estrelinhas). Por isso cuidado meu bem, há perigo na esquina. Eles venceram e o sinal está fechado pra nós, que somos jovens.
De uma juventude de radicalismos, aprendi a não seguir gurus. Admirá-los às vezes, mas nunca seguir homens cegamente. Meu livro de cabeceira era Small is Beautiful, um best seller na época, hoje esquecido (deve existir algo aí na rede). Do radical filtrado, muita coisa permanece hoje incorporada ao nosso dia a dia, sem percebermos que um dia alguém calou suas baionetas para defender essas idéias com a vida.
Minha dor é perceber, que apesar de termos feito tudo que fizemos, ainda somos os mesmos e vivemos, ainda somos os mesmos e vivemos como nossos pais. Nossos ídolos ainda são os mesmos e as aparências não enganam não, você diz que depois deles não apareceu mais ninguém.
Você pode até dizer que eu tô por fora ou então que eu tô inventando, mas é você que ama o passado e que não vê, é você que ama o passado e que não vê que o novo sempre vem. É evidente que muitas das tendências preconizadas pelos gurus de hoje serão realidade no futuro. Nem todas, como nem todos os gurus estarão com a razão.
Quando entrevistei Kevin Kelly, autor de "New Rules for the New Economy", ele apostava em uma nova forma de "grande empresa" na rede. Veja a entrevista aqui.
Mario Persona: Se a turbulência acaba sendo a norma, você acredita que não exista muito futuro para as grandes empresas incapazes de acompanhar a velocidade das mudanças?
Kevin Kelly: Não, o que acredito é que existe abundância de novos espaços. Mas teremos muitas grandes empresas, de uma diferente forma de ser grande. Grande continua a ser uma necessidade para tornar eficiente tudo aquilo que funciona. O "grande" não está fadado ao desaparecimento.
Kevin Kelly: Como já disse, não acredito que o "Grande" esteja fadado ao desaparecimento. A consolidação é algo muito natural em redes, pois o que se deseja são grandes redes, e quanto maior melhor. (Este é o efeito "N ao quadrado", ou a lei de Metacalf). Acho que podemos esperar por uma consolidação cada vez maior dos conceitos existentes; na verdade este é um bom lugar para se apostar. Mas à medida que essa consolidação vai acontecendo, novos impérios do caos estão sendo criados (Napster, por exemplo) onde levará anos até que uma consolidação faça sentido.
Ele deve considerar suas idéias válidas ainda, pois publicou um link para a entrevista em seu site . O que muita gente hoje profetiza como novidade e "guruismo", já estava no "Out of Control" de Kevin Kelly, publicado em 1994.
O que ele pensou é válido, o que ele pensa é válido, o que outros autores estão apostando é válido, se tomarmos tudo com uma mente investigativa, e não com uma mentalidade discipular. Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e juventude, tá em casa guardado por Deus contando o vil metal.
ESCREVER agora é essencial para todo profissional (ui! rimou!). Saiu algo sobre isso na revista Melhor Vida & Trabalho. Parece que o pessoal começa a se preocupar com a importância do ESCREVER, que terá vida longa na rede e fora dela. Vale a pena ler a matéria on-line ou off-line. Na mesma revista tem algumas dicas minhas sobre o uso correto do e-mail para evitar perda de tempo.
E por falar em publicidade na Internet (se ninguém falou, então estou falando), publicidade na Internet envolve banners. O jornal O Popular publicou matéria recente sobre o assunto (já dei o link aqui algum tempo), e agora coloquei no ar a íntegra da entrevista que dei sobre o assunto bem aqui. Falo sobre contextualização como forma de publicidade.
E por falar em publicidade na Internet (se ninguém falou, então estou falando), publicidade na Internet envolve banners. O jornal O Popular publicou matéria recente sobre o assunto (já dei o link aqui algum tempo), e agora coloquei no ar a íntegra da entrevista que dei sobre o assunto bem aqui. Falo sobre contextualização como forma de publicidade.
O Robert enviou a msg abaixo para mim e para o grupo de discussão WideBiz:
Em dezembro, quando saímos em férias, minha esposa levou junto este livro, que eu desconhecia até então. Não o li nesta oportunidade, pois ela é quem
o fez. Agora, como o Carnaval não é bem a minha praia, resolvi aproveitar a oportunidade para lê-lo. Para minha surpresa, seu título é muito
modesto, ele não é um livro para ser lido apenas na praia, como diz seu sub-título, mas um livro para ficar ao alcance da mão de qualquer um que
sonha em fazer negócios através da Internet. Não é um livro para ser lido uma única vez, mas deve ser consultado repetidas vezes. É sensacional.
Ô, Robert, pára com isso senão eu incho de orgulho! :)) Graças a Deus o livro está vendendo bem. Outro dia passei pela La Selva do aeroporto de Cumbica e ele estava escondidinho. Peguei um livro, fiz a maior cara de triste e comecei a passar a mão acariciando a capa e comentando com uma vendedora, "Sabia que meu livro sofre quando fica escondido? Se você quiser fazer um livro feliz, arranja um lugar para ele na vitrine".
A moça, sabendo que esse tipo de louco não deve ser desapontado, imediatamente colocou o livro na vitrine. Será que esse é o marketing um-a-um? :))
Estou lendo o Gonzo Marketing do Christopher Locke e estou gostando. Apesar de ser o tipo de escritor que poderia ter dito tudo em um artigo (a maior parte do livro ele fica criticando outros autores, como estou fazendo com ele aqui), a idéia que mais me cativou foi a de que histórias são instrumentos eficientes na comunicação de uma mensagem, mesmo comercial.
Embora não fique bem claro onde ele traça o limite entre o comercial e o informal, a leitura que faz da Internet é interessante. Comunidades de interesses comuns que se incumbam de falar bem do produto/empresa que as patrocina (exemplo que ele deu da Ford). Acho que já vi esse filme, com outro nome: WideBiz.
Meu primeiro livro é de histórias, crônicas. O segundo (já na editora) chama-se "Receitas de Grandes Negócios" e deve sair em Abril ou Maio. O terceiro só falta escrever uma introdução, fazer uma revisão e mandar para a editora. Embora o primeiro, "Crônicas de uma Internet de Verão" tenha sido escrito no período pré-durante-pós euforia da Internet, não há o que eu mudaria ali. Algumas de minhas crônicas inclusive previam como a história se comportaria.
Quando entrei na Widesoft em 1998, levei alguma experiência que tinha obtido com meu site pessoal www.stories.org.br e do boletim diário Chapter-a-Day. Lições que aprendi com um britânico que só conheci na Web, que já estava na Web desde 94 ou 95 com idéias pouco compreendidas para sua época.
Meu discurso para a empresa foi: Criar uma comunidade de (1) formadores de opinião, dar uma (2) conotação bastante pessoal à coisa toda, usar o (3) boca-a-boca, (4) compartilhar conhecimento. Houve muitas dúvidas como:
(1) Mas eles não são os clientes que buscamos. (2) Vai parecer que a empresa é uma pessoa. (3) O normal é comprar espaço na mídia. (4) Perigo de transferir tecnologia.
Compartilhando agora um pouco da experiência disso:
1) Evidentemente, o resultado disso -- WideBiz (lista e site) -- nunca vendeu os produtos da empresa, mas funcionou como um institucional poderoso, tendo a marca aparecido até em entrevistas de publicações no exterior, dirigidas a clientes em potencial (www.outsourcing-journal.com).
(2) Esse perigo ocorreu e muita gente pensava que eu fosse dono da empresa (embora fosse apenas um diretor de comunicação contratado). Se alguém for repetir esse tipo de experiência, fique atento para descontentamento interno, do tipo "eu trabalho e ele aparece".
(3) Espaço institucional na mídia tivemos em abundância. Não do tipo compre nosso produto, mas do tipo que expõe a marca.
(4) Não existe o perigo de transferir tecnologia, mas uma imagem simpática de uma empresa que compartilha conhecimento. A Sun tem um site que é uma verdadeira enciclopédia e traz bons resultados institucionais.
Mas... onde é que eu estava mesmo? Ah! no livro Gonzo Marketing. Parodiando "Eu era feliz e não sabia", (Ataulfo Alves?) será que "Eu era gonzo marketing e não sabia?" Vou terminar de ler para dar mais opiniões.
Em dezembro, quando saímos em férias, minha esposa levou junto este livro, que eu desconhecia até então. Não o li nesta oportunidade, pois ela é quem
o fez. Agora, como o Carnaval não é bem a minha praia, resolvi aproveitar a oportunidade para lê-lo. Para minha surpresa, seu título é muito
modesto, ele não é um livro para ser lido apenas na praia, como diz seu sub-título, mas um livro para ficar ao alcance da mão de qualquer um que
sonha em fazer negócios através da Internet. Não é um livro para ser lido uma única vez, mas deve ser consultado repetidas vezes. É sensacional.
Ô, Robert, pára com isso senão eu incho de orgulho! :)) Graças a Deus o livro está vendendo bem. Outro dia passei pela La Selva do aeroporto de Cumbica e ele estava escondidinho. Peguei um livro, fiz a maior cara de triste e comecei a passar a mão acariciando a capa e comentando com uma vendedora, "Sabia que meu livro sofre quando fica escondido? Se você quiser fazer um livro feliz, arranja um lugar para ele na vitrine".
A moça, sabendo que esse tipo de louco não deve ser desapontado, imediatamente colocou o livro na vitrine. Será que esse é o marketing um-a-um? :))
Estou lendo o Gonzo Marketing do Christopher Locke e estou gostando. Apesar de ser o tipo de escritor que poderia ter dito tudo em um artigo (a maior parte do livro ele fica criticando outros autores, como estou fazendo com ele aqui), a idéia que mais me cativou foi a de que histórias são instrumentos eficientes na comunicação de uma mensagem, mesmo comercial.
Embora não fique bem claro onde ele traça o limite entre o comercial e o informal, a leitura que faz da Internet é interessante. Comunidades de interesses comuns que se incumbam de falar bem do produto/empresa que as patrocina (exemplo que ele deu da Ford). Acho que já vi esse filme, com outro nome: WideBiz.
Meu primeiro livro é de histórias, crônicas. O segundo (já na editora) chama-se "Receitas de Grandes Negócios" e deve sair em Abril ou Maio. O terceiro só falta escrever uma introdução, fazer uma revisão e mandar para a editora. Embora o primeiro, "Crônicas de uma Internet de Verão" tenha sido escrito no período pré-durante-pós euforia da Internet, não há o que eu mudaria ali. Algumas de minhas crônicas inclusive previam como a história se comportaria.
Quando entrei na Widesoft em 1998, levei alguma experiência que tinha obtido com meu site pessoal www.stories.org.br e do boletim diário Chapter-a-Day. Lições que aprendi com um britânico que só conheci na Web, que já estava na Web desde 94 ou 95 com idéias pouco compreendidas para sua época.
Meu discurso para a empresa foi: Criar uma comunidade de (1) formadores de opinião, dar uma (2) conotação bastante pessoal à coisa toda, usar o (3) boca-a-boca, (4) compartilhar conhecimento. Houve muitas dúvidas como:
(1) Mas eles não são os clientes que buscamos. (2) Vai parecer que a empresa é uma pessoa. (3) O normal é comprar espaço na mídia. (4) Perigo de transferir tecnologia.
Compartilhando agora um pouco da experiência disso:
1) Evidentemente, o resultado disso -- WideBiz (lista e site) -- nunca vendeu os produtos da empresa, mas funcionou como um institucional poderoso, tendo a marca aparecido até em entrevistas de publicações no exterior, dirigidas a clientes em potencial (www.outsourcing-journal.com).
(2) Esse perigo ocorreu e muita gente pensava que eu fosse dono da empresa (embora fosse apenas um diretor de comunicação contratado). Se alguém for repetir esse tipo de experiência, fique atento para descontentamento interno, do tipo "eu trabalho e ele aparece".
(3) Espaço institucional na mídia tivemos em abundância. Não do tipo compre nosso produto, mas do tipo que expõe a marca.
(4) Não existe o perigo de transferir tecnologia, mas uma imagem simpática de uma empresa que compartilha conhecimento. A Sun tem um site que é uma verdadeira enciclopédia e traz bons resultados institucionais.
Mas... onde é que eu estava mesmo? Ah! no livro Gonzo Marketing. Parodiando "Eu era feliz e não sabia", (Ataulfo Alves?) será que "Eu era gonzo marketing e não sabia?" Vou terminar de ler para dar mais opiniões.
O posting anterior aconteceu em uma lista de discussão, a WideBiz, e este também. Obviamente gerou algum retorno, e isso foi bom para explorar mais o assunto (é assim que aprendemos). O Dimantas, bom conhecedor de marketing em rede que é, ficou preocupado que eu estivesse fazendo uma apologia ao spam, e escreveu:
>Como marketeiro vc não deveria apenas odiar spam. vc não
>deveria recomendar, nem insinuar.
A idéia é essa. Não se trata de ser a favor ou contra (e
nem estou vendendo alça de sacola), mas de escutar. Sei que o
Hernani Dimantas defende -- e bem -- o conceito de mercado como
conversações. Também acredito. Mas quando falamos em
conversa falamos em falar. Geralmente quando quero
conversar, estou procurando alguém que me escute, quando o
contrário deveria ser a norma. Já que temos dois ouvidos,
duas narinas, dois olhos e uma boca. Seis canais de "imput"
e um de "output".
Quem pratica spam só quer falar, não quer ouvir. Aí pode
acontecer o que aconteceu com o Fax-Spam. Para quem não se
lembra (não é que eu me lembre, mas algum avô me contou...)
quando surgiu o fax era uma tragédia esquecê-lo ligado à
noite. Pela manhã o papel tinha acabado e o chão estava
coberto de propaganda. Quem pagava parte da conta era o
dono do fax (o telefonema ainda vinha do bolso do fax-
spammer).
Mercados são pessoas que compram e pessoas que vendem. Não
são apenas pessoas que compram. Embora devamos escutar o
cliente, a "turma do empurra goela abaixo" também tem uma
influência enorme no desenho final do que chamamos mercado.
Às vezes impondo aquilo que aceitamos pelo cansaço.
O que o mercado (compradores e vendedores) está dizendo?
Que tem um monte de gente empurrando propaganda por e-mail,
como já estávamos acostumados a engolir por rádio e TV (ou
será que solicitei o plim-plim?). Tem outro monte de gente
odiando isso (eu, inclusive), mas que se sente impotente
diante da enxurrada. E tem gente (não consegui ainda
identificar se é um monte ou só um ou dois) que gosta de
receber propaganda (é, tem gente que gosta).
Spam dá resultado? Dá, em alguns negócios. É ético? Não
para negócios éticos, pelo que penso até aqui, e até
escrevi sobre isso em:
Spam, a pá de cal do marketing
Mas, voltando ao que interessa, o que o mercado está nos
dizendo? Enquanto tem gente reclamando da criminalidade,
tem gente ganhando dinheiro inventando alarmes. Enquanto
tem gente reclamando da gripe, outros vendem vitamina C.
Enquanto (mais nos EUA) tem gente que não aguenta ter sua
caixa de correspondência convencional cheia, tem gente com
empresa especializada a tirar seu nome da correspondência.
Tem sequestro? Carro blindado, treinamento anti-sequestro,
segurança pessoal. Trânsito perigoso? Funileiro vive disso.
Como marketeiro devo tomar o pulso do mercado e tentar
discernir para que lado o vento vai soprar. Se o spam vai
conseguir transformar a Internet em um monte de lixo,
impossível de se utilizar e decretar sua falência (viajando
na maionese), não cabe ao profissional de marketing lutar
por sua defesa. Ele deve saber prever para que lado a coisa
vai andar e instruir seus clientes para não serem
surprendidos. Mais do que isso, para que estejam prontos
para o que vem depois.
Vamos escutar as conversações do mercado? Então aqui vai.
A atual onda de spam é uma reação natural à falência dos
banners como meios eficazes de propaganda. Eles
cauterizaram a percepção do navegante e se transformaram em
inócuas molduras de conteúdo. Aí alguém diz que propaganda
por e-mail funcinona melhor (e funciona) e a turba sai
disparando spam. Excelente mercado para ser explorado, o de
assessorar empresários vítimas de vendedores de listas de
emails em como fazer uma divulgação limpa de sua empresa
usando email.
Mas, continuando a escutar o mercado, será que a maioria
das pessoas sabe o que é um spam ou se incomoda tanto com
ele, ou será apenas essa nossa confraria de web-iniciados?
Sim, somos uma porcentagem nanica dos atuais navegantes da
rede, a minoria. E olha que a Internet ainda nem se
popularizou. O que acontecerá quando menos iniciados e mais
leigos dominarem a rede? Mais spam? Mais aceitação de spam
(porque quem manda não liga de receber). Mais juízas que
não verão mal algum nisso? Ou, se o inverso é transformado
em jurisprudência, mais advogados ganhando com ações na
justiça contra spammers? Negocião, né?
Uma vez um advogado amigo meu disse o seguinte: "Quando
existe litígio, ando de carro novo". Não sejamos ingênuos.
Para toda ação existe uma reação e para todo interesse
existe um anti-interesse. Que pode ser um negócio. Mais
politicamente correto, talvez. Mas, um negócio.
Então, longe de radicalismos, vamos escutar as conversasões do
mercado. Ele fala, e ele é formado por clientes,
fornecedores e... spammers! Tentar controlar o mercado, só
cortando a mão invisível que o move. A função do profissional de
marketing não é essa. É de escutar, procurar entender e
navegar a nau de seu cliente pela rota mais segura.
Para quem começou dizendo que precisamos ouvir, acho que
falei demais!
P.S. Oncemore (Limeira), não vendo alças de sacola. Mas
que a idéiazinha é boa, é boa. E deve ter partido de alguém
que observa o mercado. Ainda não sei tudo, e posso aprender
com ele, spammer ou não.
>Como marketeiro vc não deveria apenas odiar spam. vc não
>deveria recomendar, nem insinuar.
A idéia é essa. Não se trata de ser a favor ou contra (e
nem estou vendendo alça de sacola), mas de escutar. Sei que o
Hernani Dimantas defende -- e bem -- o conceito de mercado como
conversações. Também acredito. Mas quando falamos em
conversa falamos em falar. Geralmente quando quero
conversar, estou procurando alguém que me escute, quando o
contrário deveria ser a norma. Já que temos dois ouvidos,
duas narinas, dois olhos e uma boca. Seis canais de "imput"
e um de "output".
Quem pratica spam só quer falar, não quer ouvir. Aí pode
acontecer o que aconteceu com o Fax-Spam. Para quem não se
lembra (não é que eu me lembre, mas algum avô me contou...)
quando surgiu o fax era uma tragédia esquecê-lo ligado à
noite. Pela manhã o papel tinha acabado e o chão estava
coberto de propaganda. Quem pagava parte da conta era o
dono do fax (o telefonema ainda vinha do bolso do fax-
spammer).
Mercados são pessoas que compram e pessoas que vendem. Não
são apenas pessoas que compram. Embora devamos escutar o
cliente, a "turma do empurra goela abaixo" também tem uma
influência enorme no desenho final do que chamamos mercado.
Às vezes impondo aquilo que aceitamos pelo cansaço.
O que o mercado (compradores e vendedores) está dizendo?
Que tem um monte de gente empurrando propaganda por e-mail,
como já estávamos acostumados a engolir por rádio e TV (ou
será que solicitei o plim-plim?). Tem outro monte de gente
odiando isso (eu, inclusive), mas que se sente impotente
diante da enxurrada. E tem gente (não consegui ainda
identificar se é um monte ou só um ou dois) que gosta de
receber propaganda (é, tem gente que gosta).
Spam dá resultado? Dá, em alguns negócios. É ético? Não
para negócios éticos, pelo que penso até aqui, e até
escrevi sobre isso em:
Spam, a pá de cal do marketing
Mas, voltando ao que interessa, o que o mercado está nos
dizendo? Enquanto tem gente reclamando da criminalidade,
tem gente ganhando dinheiro inventando alarmes. Enquanto
tem gente reclamando da gripe, outros vendem vitamina C.
Enquanto (mais nos EUA) tem gente que não aguenta ter sua
caixa de correspondência convencional cheia, tem gente com
empresa especializada a tirar seu nome da correspondência.
Tem sequestro? Carro blindado, treinamento anti-sequestro,
segurança pessoal. Trânsito perigoso? Funileiro vive disso.
Como marketeiro devo tomar o pulso do mercado e tentar
discernir para que lado o vento vai soprar. Se o spam vai
conseguir transformar a Internet em um monte de lixo,
impossível de se utilizar e decretar sua falência (viajando
na maionese), não cabe ao profissional de marketing lutar
por sua defesa. Ele deve saber prever para que lado a coisa
vai andar e instruir seus clientes para não serem
surprendidos. Mais do que isso, para que estejam prontos
para o que vem depois.
Vamos escutar as conversações do mercado? Então aqui vai.
A atual onda de spam é uma reação natural à falência dos
banners como meios eficazes de propaganda. Eles
cauterizaram a percepção do navegante e se transformaram em
inócuas molduras de conteúdo. Aí alguém diz que propaganda
por e-mail funcinona melhor (e funciona) e a turba sai
disparando spam. Excelente mercado para ser explorado, o de
assessorar empresários vítimas de vendedores de listas de
emails em como fazer uma divulgação limpa de sua empresa
usando email.
Mas, continuando a escutar o mercado, será que a maioria
das pessoas sabe o que é um spam ou se incomoda tanto com
ele, ou será apenas essa nossa confraria de web-iniciados?
Sim, somos uma porcentagem nanica dos atuais navegantes da
rede, a minoria. E olha que a Internet ainda nem se
popularizou. O que acontecerá quando menos iniciados e mais
leigos dominarem a rede? Mais spam? Mais aceitação de spam
(porque quem manda não liga de receber). Mais juízas que
não verão mal algum nisso? Ou, se o inverso é transformado
em jurisprudência, mais advogados ganhando com ações na
justiça contra spammers? Negocião, né?
Uma vez um advogado amigo meu disse o seguinte: "Quando
existe litígio, ando de carro novo". Não sejamos ingênuos.
Para toda ação existe uma reação e para todo interesse
existe um anti-interesse. Que pode ser um negócio. Mais
politicamente correto, talvez. Mas, um negócio.
Então, longe de radicalismos, vamos escutar as conversasões do
mercado. Ele fala, e ele é formado por clientes,
fornecedores e... spammers! Tentar controlar o mercado, só
cortando a mão invisível que o move. A função do profissional de
marketing não é essa. É de escutar, procurar entender e
navegar a nau de seu cliente pela rota mais segura.
Para quem começou dizendo que precisamos ouvir, acho que
falei demais!
P.S. Oncemore (Limeira), não vendo alças de sacola. Mas
que a idéiazinha é boa, é boa. E deve ter partido de alguém
que observa o mercado. Ainda não sei tudo, e posso aprender
com ele, spammer ou não.
A Internet deu uma voz que não tínhamos (alguém já leu minha última crônica, Trombeteando a Cuíca? ). Mas também deu ouvidos que não tínhamos.
Explico. Por algum motivo (motor de aeromodelo quando criança?) tenho uma
redução de dez por cento de audição há anos, e só fui descobrir isso em um
exame de audiometria há uns 4 anos. Antes disso, nunca senti falta de
escutar alguns sons agudinhos das músicas. Agora, quando ouço música,
sempre me vem a pergunta: o que será que estou perdendo? O som do prato da
bateria? Um xilofone?
Se odeio SPAM? Odeio. Se me incomoda? Incomoda. Se quero despejar todos de
volta na caixa do remetente? Quero. Só que também odeio pedras no asfalto,
buracos na pista, cabelo na comida. Não é que sejam coisas ruins, porque a
pedra serve na construção, sem buraco não se planta e gastam-se milhões
para cuidar dos cabelos. O problema é quando a coisa aparece na hora
errada. E o Spam faz isso em 99% dos casos. Ou será que sou eu que preciso
de ouvidos novos para uma realidade nova?
Pode ser, porque um dia recebi um SPAM que caiu nos 2% de audição que
reservei para esse tipo de ruido. E que provou que não precisamos buscar
vida inteligente em Marte. Aqui tem. Você já foi ao supermercado à pé
buscar uma caixa de fósforos e voltou com todos os doze dedos das mãos
pendurados de sacolas? Eu também. E não é que alguém inventou uma coisinha
simplisinha para não esticar os dedos! Não conheço, não é meu cliente, não
estou ganhando nada com isso, mas o site é http://www.useplas.com.br/. A
simplicidade levada ao extremo. Só fiquei em dúvida se eu pensaria em levar
isso para o supermercado quando fosse comprar a caixa de fósforos...
Explico. Por algum motivo (motor de aeromodelo quando criança?) tenho uma
redução de dez por cento de audição há anos, e só fui descobrir isso em um
exame de audiometria há uns 4 anos. Antes disso, nunca senti falta de
escutar alguns sons agudinhos das músicas. Agora, quando ouço música,
sempre me vem a pergunta: o que será que estou perdendo? O som do prato da
bateria? Um xilofone?
Se odeio SPAM? Odeio. Se me incomoda? Incomoda. Se quero despejar todos de
volta na caixa do remetente? Quero. Só que também odeio pedras no asfalto,
buracos na pista, cabelo na comida. Não é que sejam coisas ruins, porque a
pedra serve na construção, sem buraco não se planta e gastam-se milhões
para cuidar dos cabelos. O problema é quando a coisa aparece na hora
errada. E o Spam faz isso em 99% dos casos. Ou será que sou eu que preciso
de ouvidos novos para uma realidade nova?
Pode ser, porque um dia recebi um SPAM que caiu nos 2% de audição que
reservei para esse tipo de ruido. E que provou que não precisamos buscar
vida inteligente em Marte. Aqui tem. Você já foi ao supermercado à pé
buscar uma caixa de fósforos e voltou com todos os doze dedos das mãos
pendurados de sacolas? Eu também. E não é que alguém inventou uma coisinha
simplisinha para não esticar os dedos! Não conheço, não é meu cliente, não
estou ganhando nada com isso, mas o site é http://www.useplas.com.br/. A
simplicidade levada ao extremo. Só fiquei em dúvida se eu pensaria em levar
isso para o supermercado quando fosse comprar a caixa de fósforos...
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