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O grampo

Você está grampeado? Sim, está, e eu também. O grampo está aí e só não vê quem não quer. Outro dia pesquisei no Google o nome de um palestrante amigo para encontrar seu site. Daquele dia em diante não tive mais sossego. Sempre que entro em algum site ou em meu mural no Facebook vejo a cara de meu amigo sorrindo para mim, como se dissesse: "Sou seu concorren-te! Sou seu concorren-te! Estou aqui e você não está-á! Rá-rá-rá!". Confesso que começo a não gostar dele. Grampearam minha vida na Internet.

O Terminal ou o dia em que me senti Tom Hanks

Não encontrei título melhor para esta crônica do que “Terminal”. Mas não é sobre a condição de quem já se aproxima dos sessenta anos e ainda não conseguiu um “refil”, mas de Terminal mesmo, aquele lugar onde você embarca ou desembarca. No caso específico desta minha experiência, eu, que não sabia como se sentia um artista de Hollywood, acabei descobrindo. Um título alternativo seria “O dia em que me senti Tom Hanks”, numa alusão ao filme com o ator cujo personagem morava em um Terminal de aeroporto. Como vivo no Terceiro Mundo, no meu caso o terminal  não é de aeroporto, mas de rodoviária.

Eu terceirizo, tu terceirizas, ele trabalha

A fossa transbordou. Quem já passou por isso sabe o que significa. A velha fossa da velha casa onde morei quando ainda era novo chegou ao limite. Precisava urgente encontrar alguém para cavar uma nova. Acho que as pessoas costumavam chamar esse profissional de fosseiro, mas nem precisei chamar. Um vizinho chamou para mim por causa do mau cheiro que estava ficando insuportável.

Ambidestros cerebrais

Nosso planeta é habitado por três tipos de pessoas: canhotos, destros e ambidestros. A classificação é feita segundo o uso das mãos ou dos pés. Quem gosta de futebol reconhece logo se o jogador é canhoto, destro ou ambidestro, só pelo modo de chutar.

Doce vinagre

No supermercado a velhinha ao lado me fitava. E quando digo velhinha, imagine aquela gracinha que mais parece uma vovozinha saída de um desenho animado. Ela era assim. Uma figurinha doce, com olhinhos brilhantes e atentos à escolha que eu faria do vinagre.

Dulcineia - Dia Internacional da Mulher

Sobre minha mesa, dois belíssimos volumes de "Don Quixote de La Mancha", de Miguel de Cervantes Saavedra, me fitam. A edição que herdei de meu pai é de 1955, ano de meu nascimento, e traz ilustrações de Gustavo Doré. Que magia estes livros contêm? O que tornou Don Quixote um dos livros mais lidos do mundo? O fato de ter sido concebido em um cárcere, talvez. Por ser a aventura de um louco em busca de glória? Hummm... não sei... Quem sabe o que realmente nos seduz é saber que ele, um perdedor nato e fraco, se acha um campeão, o mais valente, o mais fidalgo? Pode ser. Gostamos de fracos vencedores, porque no fundo somos assim. Só falta vencer.

Eu quero um refil!

Meu último aniversário queimou mais uma espoleta da fita. Você jovem provavelmente não entendeu. É que quando criança eu tinha um revolver de brinquedo para brincar de mocinho, o que hoje você só vê na mão de menores brincando de bandidos. O revólver tinha um rolinho de espoletas, pequenas verrugas de pólvora grudadas numa tirinha de papel. À medida que eu atirava gastava as espoletas e logo precisava de um refil. Esta semana gastei minha espoleta 58. Preciso de um refil!

O problema e' seu

Gostei tanto do YouTube que estou adorando brincar de TV. Até comprei uma câmera digital para substituir a velha VHS, além de outra, pequenininha assim, só para levar em viagens e filmar ideias. Sinto-me nos tempos do Autorama. Não conhece? Era um videogame de corrida de carro que a gente jogava quando ainda não existia videogame.

Construindo pontes para o aprendizado

Quando meu filho era pequeno, entrou para uma escola onde a professora era apenas dois anos mais velha. Aos quatro anos de idade ele já estava alfabetizado e qualquer passeio de carro pelas avenidas era acompanhado de uma locução vinda do banco de trás que dava voz aos outdoors. Era ele lendo as propagandas, do jeito que a irmã ensinou e a curiosidade incentivou.

O que fazer quando o mundo não acaba

Muita gente esperava pelo fim do mundo que não veio na data marcada. Sim, digo muita gente, porque existe um desejo secreto em cada um de nós de não precisarmos voltar a trabalhar na segunda-feira. Ou você não reparou que o fim do mundo da profecia Maia caiu numa sexta? E agora, o que fazer já que o mundo não acabou?

Inventores

Quando aprendi a ler não queria ser escritor, mas inventor, o que não deixa de ser a mesma coisa, só que diferente. O inventor descreve o que inventa e o escritor inventa o que descreve. O primeiro precisa provar que funciona, o segundo não.

Meio estilo

Antes de querer ser palestrante eu quis ser escritor. Apesar de escrever desde que aprendi a escrever -- e ter um poema em inglês publicado aos 17 anos de idade -- foi na década de 1990 que encontrei meu estilo. Bem, chamar de "meu estilo" é muita pretensão, porque "meu estilo" eu copiei de alguém muito melhor do que eu. De quem? De um que dizia: "Você só consegue explicar aquilo que entendeu".

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