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E se eu quiser comprar so' um?

Vi um vídeo de um político em um supermercado obrigando a funcionária a abrir as embalagens dos produtos para levar apenas uma unidade de cada, por assim determinar a lei. No vídeo ele ameaça a trêmula funcionária com detenção e chama duas viaturas policiais para garantir o cumprimento da lei. Prefiro não publicar aqui o link do vídeo que custou preciosos minutos do meu tempo.

Tentativa de abdução

Passava da meia-noite quando cruzamos o paralelo 14, o mesmo de Machu-Pichu, próximo ao Monte da Baleia na mística Chapada dos Veadeiros, onde fica Alto Paraíso de Goiás. À nossa esquerda podíamos ver ruínas ancestrais que pareciam pertencer a um antigo templo de uma civilização egípcia há muito extinta. Já tínhamos sido alertados de que coisas estranhas aconteciam ali, mas nem ligamos. Arrependo-me até a raiz dos cabelos.

FELICIDADE: O que e' e como obte-la?

O cliente que me contratou pediu uma palestra com o título "Felicidade: o que é e como obtê-la". Confesso que a princípio fiquei sem saber como apresentar um tema assim, pois minhas palestras, apesar de divertidas e bem humoradas, não são no estilo motivacional oba-oba, com bexigas voando, gente se abraçando e o palestrante dançando. Meu estilo está mais para a narrativa e humor stand up fino, nem um pouco imoral ou escachado; sou um contador de histórias, ou storyteller para inglês, sempre fazendo analogias divertidas para os conceitos apresentados.

Missao Made in China

Quando é que uma Missão Impossível fica possível? Quando o capitalismo vai para a tela do cinema. Fico anos sem ir ao cinema, e quando vou percebo que muita coisa mudou. Num fim de tarde folgado, aproveitei para ir ver "Missão Impossível" num cinema de shopping. Brinquei com o rapaz do guichê: "Idoso paga meia, né?". Para minha surpresa ele respondeu que sim! Aí pediu para eu marcar o assento. Marcar assento? Antes que eu explicasse que não iria pegar o mesmo voo do Tom Cruise, ele apontou para uma tela cheia de letras e números bem na minha cara sobre o balcão.

Medicina mutante

Stan Lee, criador do Incrível Hulk, Homem de Ferro, Thor e X-Men, conta que sempre foi zero à esquerda em ciência. Por isso quando queria explicar como um herói tinha surgido pegava a primeira palavra que vinha à mente -- raios cósmicos, radioatividade ou coisa do gênero -- e isso era imediatamente aceito como plausível pelos fiéis leitores dos quadrinhos. Foi o que fez para explicar as aberrações dos heróis e vilões de X-Men. São mutantes.

Lama

Se vou falar de política? Não. Vou falar de Rampa. Não, não é a rampa do Palácio do Planalto em Brasília. Vou falar de Rampa, o Lobsang, pseudo-lama que me enganou dizendo que enxergava o que todo mundo não conseguia ver. Não, eu não disse que ele não viu o que todo mundo vê, ao contrário. O lama Lobsang Rampa dizia ter um furo na testa com um terceiro olho, sua "terceira visão".

A par e passo com a oportunidade

O jovem Albino Buzolin estava inquieto. Da missa em latim, aquele descendente de italianos só entendia o "Amém". Seus pensamentos voavam, competindo em leveza com as baforadas que escapavam do incensário, balançado pelo sonolento coroinha. O único canto que chamava sua atenção naquele momento era o canto dos olhos. Este acabara de enxergar algo que fez o alarme de sua criatividade soar. A campainha do sonolento coroinha soou bem depois.

O dia em que a charrete sumiu

Existe uma lei de mercado que determina que tudo o que agregar maior valor ao cliente é o que permanecerá. Maior rapidez, economia, facilidade etc. são medidos, não pelo fornecedor do produto ou serviço, mas pelo implacável mercado. Aquilo que for um estorvo no andar da carruagem do mercado simplesmente desaparecerá.

Marketing de tirar o chapeu

Na infância, fui escoteiro de uniforme, mas sem chapéu. Os chapéus do grupo eram fabricados em Limeira pela Prada, a mesma que fabricava um modelo igual ao do Indiana Jones. Se no filme o chapéu de Harrison Ford não saía da cabeça, comigo acontecia o contrário. O chapéu não entrava. Eu era um menino de cabeça grande, desses que a mãe usa o bonezinho para trazer a melancia da feira. Eu era diferente, e não podia ter um chapéu de feltro como os outros meninos. Não fabricavam o meu número.

O hotel

O motorista do táxi que me levou do aeroporto ao hotel em Fortaleza deve ter feito sua última viagem de taxista. Ou ele morreu depois em alguma esquina perigosa como as que ele cruzou comigo usando de freio apenas a buzina, ou será a grande revelação da próxima temporada da Formula 1.

O grampo

Você está grampeado? Sim, está, e eu também. O grampo está aí e só não vê quem não quer. Outro dia pesquisei no Google o nome de um palestrante amigo para encontrar seu site. Daquele dia em diante não tive mais sossego. Sempre que entro em algum site ou em meu mural no Facebook vejo a cara de meu amigo sorrindo para mim, como se dissesse: "Sou seu concorren-te! Sou seu concorren-te! Estou aqui e você não está-á! Rá-rá-rá!". Confesso que começo a não gostar dele. Grampearam minha vida na Internet.

O Terminal ou o dia em que me senti Tom Hanks

Não encontrei título melhor para esta crônica do que “Terminal”. Mas não é sobre a condição de quem já se aproxima dos sessenta anos e ainda não conseguiu um “refil”, mas de Terminal mesmo, aquele lugar onde você embarca ou desembarca. No caso específico desta minha experiência, eu, que não sabia como se sentia um artista de Hollywood, acabei descobrindo. Um título alternativo seria “O dia em que me senti Tom Hanks”, numa alusão ao filme com o ator cujo personagem morava em um Terminal de aeroporto. Como vivo no Terceiro Mundo, no meu caso o terminal  não é de aeroporto, mas de rodoviária.

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