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Longevidade + mp3 = Lucratividade

Anote a fórmula aí: Longevidade + mp3 = Lucratividade. Eu explico: Nos anos 40 um brasileiro vivia em média 45 anos. Hoje vive em média 75. Para as crianças essa taxa subirá para mais de 85 e em algumas décadas pode chegar a quase 100 anos. Tudo isso graças às melhores condições de vida e saúde, além de avanços na engenharia genética e na geriatria. Então vou lucrar investindo em fraldas geriátricas? Ainda não, espere um pouco até eu terminar.

Sou apolitico

Ok, hoje vou revelar o que você sempre quis saber de mim mas tinha vergonha de perguntar. Ou talvez não. Sou apolítico! Pronto, falei. As pessoas se assustam quando digo que sou apolítico, como se fosse palavrão. Não que eu não me interesse por política. É claro que me interesso, como também gosto de filmes de drama, comédia e ficção, elementos que não faltam à política. Mas eu até me interessei mais pela coisa quando era universitário, até descobrir que era a política que não estava nem um pouco interessada em mim.

Manifestação na FAUS onde estudei. Minha turma aparece lá no fundo e talvez eu estivesse ali. Na época eu era tão macrobiótico, magro e pálido que devia estar de perfil, por isso não apareci.

Ok, a Terra é plana. Mas alguém já combinou com os russos?



https://youtu.be/B8QMQYlExx4

Depois que o WikiLeaks jogou no ventilador uma batelada de documentos secretos, o mundo se surpreendeu com segredos jamais revelados. Um deles acaba de chegar às minhas mãos na forma de uma gravação telefônica que vou transcrever aqui. Não posso revelar a fonte. Se o fizer, terei de matá-lo. Se você disser que fui eu quem publicou, eu nego.

E se eu quiser comprar so' um?

Vi um vídeo de um político em um supermercado obrigando a funcionária a abrir as embalagens dos produtos para levar apenas uma unidade de cada, por assim determinar a lei. No vídeo ele ameaça a trêmula funcionária com detenção e chama duas viaturas policiais para garantir o cumprimento da lei. Prefiro não publicar aqui o link do vídeo que custou preciosos minutos do meu tempo.

Tentativa de abdução

Passava da meia-noite quando cruzamos o paralelo 14, o mesmo de Machu-Pichu, próximo ao Monte da Baleia na mística Chapada dos Veadeiros, onde fica Alto Paraíso de Goiás. À nossa esquerda podíamos ver ruínas ancestrais que pareciam pertencer a um antigo templo de uma civilização egípcia há muito extinta. Já tínhamos sido alertados de que coisas estranhas aconteciam ali, mas nem ligamos. Arrependo-me até a raiz dos cabelos.

FELICIDADE: O que e' e como obte-la?

O cliente que me contratou pediu uma palestra com o título "Felicidade: o que é e como obtê-la". Confesso que a princípio fiquei sem saber como apresentar um tema assim, pois minhas palestras, apesar de divertidas e bem humoradas, não são no estilo motivacional oba-oba, com bexigas voando, gente se abraçando e o palestrante dançando. Meu estilo está mais para a narrativa e humor stand up fino, nem um pouco imoral ou escachado; sou um contador de histórias, ou storyteller para inglês, sempre fazendo analogias divertidas para os conceitos apresentados.

Missao Made in China

Quando é que uma Missão Impossível fica possível? Quando o capitalismo vai para a tela do cinema. Fico anos sem ir ao cinema, e quando vou percebo que muita coisa mudou. Num fim de tarde folgado, aproveitei para ir ver "Missão Impossível" num cinema de shopping. Brinquei com o rapaz do guichê: "Idoso paga meia, né?". Para minha surpresa ele respondeu que sim! Aí pediu para eu marcar o assento. Marcar assento? Antes que eu explicasse que não iria pegar o mesmo voo do Tom Cruise, ele apontou para uma tela cheia de letras e números bem na minha cara sobre o balcão.

Medicina mutante

Stan Lee, criador do Incrível Hulk, Homem de Ferro, Thor e X-Men, conta que sempre foi zero à esquerda em ciência. Por isso quando queria explicar como um herói tinha surgido pegava a primeira palavra que vinha à mente -- raios cósmicos, radioatividade ou coisa do gênero -- e isso era imediatamente aceito como plausível pelos fiéis leitores dos quadrinhos. Foi o que fez para explicar as aberrações dos heróis e vilões de X-Men. São mutantes.

Lama

Se vou falar de política? Não. Vou falar de Rampa. Não, não é a rampa do Palácio do Planalto em Brasília. Vou falar de Rampa, o Lobsang, pseudo-lama que me enganou dizendo que enxergava o que todo mundo não conseguia ver. Não, eu não disse que ele não viu o que todo mundo vê, ao contrário. O lama Lobsang Rampa dizia ter um furo na testa com um terceiro olho, sua "terceira visão".

A par e passo com a oportunidade

O jovem Albino Buzolin estava inquieto. Da missa em latim, aquele descendente de italianos só entendia o "Amém". Seus pensamentos voavam, competindo em leveza com as baforadas que escapavam do incensário, balançado pelo sonolento coroinha. O único canto que chamava sua atenção naquele momento era o canto dos olhos. Este acabara de enxergar algo que fez o alarme de sua criatividade soar. A campainha do sonolento coroinha soou bem depois.

O dia em que a charrete sumiu

Existe uma lei de mercado que determina que tudo o que agregar maior valor ao cliente é o que permanecerá. Maior rapidez, economia, facilidade etc. são medidos, não pelo fornecedor do produto ou serviço, mas pelo implacável mercado. Aquilo que for um estorvo no andar da carruagem do mercado simplesmente desaparecerá.

Marketing de tirar o chapeu

Na infância, fui escoteiro de uniforme, mas sem chapéu. Os chapéus do grupo eram fabricados em Limeira pela Prada, a mesma que fabricava um modelo igual ao do Indiana Jones. Se no filme o chapéu de Harrison Ford não saía da cabeça, comigo acontecia o contrário. O chapéu não entrava. Eu era um menino de cabeça grande, desses que a mãe usa o bonezinho para trazer a melancia da feira. Eu era diferente, e não podia ter um chapéu de feltro como os outros meninos. Não fabricavam o meu número.

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